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Existem raças humanas?

        
          Já foi provado, há muito tempo, que a ´raça´ não interfere em nada com as capacidades intelectuais humanas. Branco, negro, asiático, não importa, somos todos, virtualmente, iguais como variação de espécie, existindo apenas pequenas diferenciações físicas e fisiológicas entre elas. Aliás, essas classificações tendem a ser retrógradas. Hoje,apesar de existir um conflito na literatura científica relativo ao emprego do termo, sabe-se que o conceito de raça não faz muito sentido nos seres humanos por não parecer existir reais genes raciais (1) na nossa subespécie, o Homo sapiens sapiens. Não somos como cães que possuem diferenças realmente marcantes entre suas diferentes raças. Se não existe diferenças genéticas minimamente marcantes, somos todos farinhas do mesmo saco e com os mesmos potenciais. Só deveria existir uma única raça: a humana. O conceito de ´raça´ deveria aplicar-se, então, somente no campo social, fazendo referência à herança histórica de preconceitos e isolamentos socioeconômicos gerados pelas diferenças físicas carregadas pelos diferentes grupos humanos.

          Mas, ainda hoje, muitos tendem a discordar violentamente disso. Sim, o preconceito ainda é uma praga bastante viva em nossa sociedade. Estereótipos voam como moscas por todos os lados, e a luta ainda é grande para superá-los. Um ponto muito interessante a ser discutido, o qual é um escudo falso de muito preconceituosos, é o desenvolvimento tecnológico e estrutural dos diferentes grupos humanos durante a história da nossa civilização. Sem nem pensar ou pesquisar um pouco antes de proferir tais besteiras, alguns dizem que os europeus, brancos, eram muito superiores do que negros e índios, estes últimos os quais viviam em tribos atrasadas e pouco desenvolvidas. Isso é,  em parte, verdade, porém muito relativo. Vamos entender o porquê.

O homem branco realmente era um ´ser´ mais inteligente?

         O que os grupos humanos enfrentaram quando chegaram no continente europeu? Sim, frio excessivo, falta de luminosidade e menor oferta de alimento. O que as tribos indígenas, africanas e australianas tinham em excesso? Sim, as mesmas coisas que faltavam aos europeus. Algo que deve ficar claro, desde o início, é que não existe um consenso sobre o quê levou à diferenciação das cores de pele nos humanos durante a evolução. A principal hipótese reside na relação entre vitamina D e radiação solar (Cor da pele e vitamina D). Esse seria  o principal porquê da diferenciação física. Outros fatores poderiam estar jogando juntos, ou serem até mais importantes, mas é inegável que a cor da pele está diretamente ligada às taxas de radiação solar no globo. Agora, o desenvolvimento tecnológico/estrutural maior desse grupo é explicado pelas adversidades mencionadas acima. Diante das dificuldades naturais impostas pela posição geográfica, eles tiveram que criar diversos métodos para sobreviverem durante os invernos rigorosos, enfrentar a maior escuridão e conseguirem se alimentar apropriadamente. Métodos inteligentes tiveram que ser criados para aumentar a produção agrícola e a criação de animais, além de casas mais acolhedoras.

O clima e facilidade em conseguir alimento são muito mais desafiadores em certas partes do planeta do que em outras

         O potencial de engenhosidade estava presente em todos os humanos do planeta, mas nas áreas tropicais, ele não precisou ser muito utilizado por causa dos fartos recursos alimentares presentes nessas regiões, climas agradáveis e ambientes mais ensolarados. A necessidade cria a ferramenta. E muita gente esquece também que os humanos que chegaram ao continente europeu, e aos demais outros, eram todos os mesmos negros africanos. A falta de lógica no preconceito ´racial´ já começa aí. Os negros africanos apenas tiveram que usar melhor da sua capacidade engenhosa para sobreviverem na Europa. Ah, agora ficou surpreso com essa epifania, certo? Além disso, o Homo Sapiens também possui um tempo muito curto de existência na Terra para ter ocorrido um profundo processo evolucionário diferenciado entre os diferentes grupos populacionais. E a mistura entre os povos era muito grande desde o início. Não houve real isolamento ou tempo para grandes diferenciações. Todos os humanos partilham mais de 99,9% do seu DNA, algo que deixa pouco espaço para a existência de raças. As diferenças entre os povos são apenas superficiais, contando, no máximo, com 10% de diversidade molecular dentro do material genético intrínseco da nossa espécie quando comparamos grupos humanos em diferentes posições geográficas e dentro de uma mesma população, ou seja, nenhuma barreira genética grande suficiente nos separa uns dos outros. As diferenças entre um negro africano e um branco nórdico compreendem apenas 0,005% do genoma humano ( Ref. 1 - 13). Não existe uma real descontinuidade genética entre as populações humanas no mundo para basear classificações como ´raças´. E é preciso reforçar que a inteligência é inerente à cultura de acumulação de conhecimento, onde o cérebro é o mesmo e acaba desenvolvendo uma visão diferenciada do mundo a partir do que é alimentado.

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          Dividir os grupos humanos só faz real sentido prático na área médica, onde  indivíduos de uma certa posição geográfica podem ser mais ou menos suscetíveis a certas doenças, e isso dependendo do grau de miscigenação (o Brasil, por exemplo, seria um lugar perigoso para fazer tais divisões, por aqui ser, etnicamente, muito misturado (3)). Esses fatores diferenciados de saúde não se originam apenas das diferenças genéticas, mas, também, possuem parcela significativa do ambiente. E, até hoje, não se sabe ao certo qual é o suposto papel dos genes no desenvolvimento de determinadas doenças, ou quais são esses genes. Por exemplo: grupos humanos que vivem em regiões de alta altitude, como no Himalaia, possuem diversas adaptações fisiológicas que outros grupos não possuem, mas, mesmo assim, não são classificados em uma ´raça´. Já os Hispânicos, mesmo sendo ´Brancos´, possuem aspectos gerais de saúde bem diferentes dos norte-americanos brancos, tanto por causas ambientais quanto por motivos sociais. Os Inuits, ou Esquimós, são um povo com características bem distintas, mas não o suficiente para classificá-los como uma raça separada. Além disso, diversas pessoas possuem grupos sanguíneos diferentes mesmo dentro de uma mesma população. Deveríamos agrupá-las em ´raças´ seguindo o sistema ABO? Ninguém na rua fica apontando um ou outro como ´A´ ou ´B´, mas ambas as características sanguíneas são importantes indicadores na medicina, e só.  As divisões genéticas feitas nos hospitais não sustentam a ideia de ´raça´, apenas ajudam a promover melhores diagnósticos e hipóteses de tratamento.  De qualquer forma, essas divisões não deveriam nunca serem usadas no campo exclusivamente social ou político como forma de separar os indivíduos. Somos todos Homo sapiens da subespécie Homo sapiens sapiens. E, nesse ponto, ainda somamos o fato de que houve cruzamentos entre diferentes espécies humanas, como entre neandertais e sapiens. Isso é comprovado com a atual tecnologia genética e torna ainda mais misturado o código genético, em adição à grande miscigenação inicial entre os Homo sapiens. Como ´raça´ também vem ligado ao conceito histórico de ´pureza´, esse é mais um motivo para o termo ser bastante inadequado.

          E olha que engraçado: na África, houve uma civilização bastante avançada que,  com quase toda a certeza do mundo (1), não era branca, e, sim, bem morena: os egípcios! Sim, olha aí! Devido à região onde se encontravam, nos severos desertos do Egito, e dependentes, basicamente, de um único rio, os egípcios criaram uma enormidade de ferramentas, métodos de plantio, inovações nas irrigações ( aproveitamento do Nilo) e diversas outras coisas. E eles criaram as pirâmides, algo até hoje visto como um mistério, considerando os recursos da época! Essa é uma prova clara: a necessidade cria a ferramenta, independente do grupo humano. É o mesmo que dizer que os brancos hoje são mais bem sucedidos porque são mais bem capacitados e inteligentes. Ou será que é porque as chances escolares e oportunidades na vida são melhores para os brancos, devido à uma maldita herança histórica? A resposta é óbvia.

Os egípcios, provavelmente, eram de um moreno bem escuro, como diversos ´desenhos´ feitos por esses povos parecem deixar expícito

              E o pior é que a suposta superioridade branca sobreviveu por tanto tempo (a escravidão legal era uma realidade há pouco mais de um século e estudos científicos que suportavam o racismo eram abundantes até o recente ano de 1950, com o auge no período nazista) que somos ainda alienados em relação a diversos fatos históricos e comportamentos sociais. Uma dessas alienações, é a demonstrada acima, sobre o desenvolvimento da civilização humana. Outra é em relação aos egípcios: muitos acham que eles eram realmente brancos (representados dessa maneira na maior parte dos filmes, especialmente os mais antigos), mesmo eles vivendo em pleno Sol do deserto e usarem ´escassas´ roupas. Teriam quase todos morrido de câncer caso isso fosse verdade. Outra alienação, e essa é mais polêmica, é a representação de Jesus como um homem branco de olhos verdes/azuis, cabelos lisos/castanhos e uma grande beleza masculina baseada em padrões ´brancos´. Sério? Se considerarmos a região em que ele supostamente nasceu, grande parte dessas características físicas seriam pouco prováveis. Mas, é o poder branco falando. E, falando em cabelos, quero fazer dois parágrafos específicos sobre isso.

A face de Jesus?

             Essa é, infelizmente, uma das coisas que mais se ouve entre as mulheres negras: "Meu cabelo é muito ruim". Essa, meus caros, é a situação em que chegamos. Existir um cabelo ´bom´ e um cabelo ´ruim´ (observem a negatividade dessa palavra!). Sim, é isso mesmo: grande parte das mulheres negras acham seus cabelos a pior coisa ligada à estética. Enfrentam diversos processos químicos perigosos nos salões de beleza, entre, aquecimento excessivo dos cabelos, formol, relaxantes com hidróxido de sódio, e diversas outras substâncias perigosas às raízes capilares e à própria saúde da mulher (muitos homens também aceitam tal preconceito e se submetem a tais tratamentos, mas a estética é algo mais pesado na vida das mulheres). Aí, sim, com um cabelo mais relaxado, ´melhor´ e mais parecido com o padrão branco, é possível encontrar a verdadeira beleza. Minha nossa! O que é isso? Sério??

          Os famosos comediantes americanos Chris Rock e Paul Mooney, entre diversos outros, costumam criticar muito essa atitude. Um documentário produzido pelo Rock foi até  lançado sobre o assunto (´Good Hair´ - ´Cabelo Bom´, excelente por sinal). Já Paul Mooney possui uma declaração bem conhecida: ´When your hair is relaxed, white people are relaxed. If your hair is nappy, they´re not happy´ (´Quando seu cabelo está relaxado, os homens brancos estão relaxados. Se o seu cabelo está crespo, eles não estão felizes´). Por que o cabelo liso é bonito e o negro não é? Por quem um é ruim e o outro é bom? Faz sentido? Não! Isso é apenas uma herança das senzalas e do desdenho dos senhores de engenho! Isso mesmo. É o preconceito fincado sob fortes raízes. Os cabelos negros são cabelos como qualquer outro. É possível fazer tantas coisas legais com eles. São tantos os lindos penteados afros, além deles ficarem também muito naturais soltos. Os perigosos relaxamentos deixam tudo muito artificial. Eu, particularmente, não acho nada atrativo. E vamos, por favor, parar de falar que um cabelo é melhor do que outro? É o preconceito alimentando o preconceito.

O cabelo afro é um cabelo como qualquer outro! Vamos comemorar as diferenças e exaltar a beleza natural dos nossos corpos! Por que danificar o seu corpo apenas para alimentar um preconceito sem sentido?

          Outra coisa é o clareamento desnecessário da pele. Muitas pessoas negras, principalmente mulheres, usam pós brancos e produtos de clareamento para ficarem com uma pele mais clara. Em diversos países da África, especialmente na Costa do Marfim, está virando moda usar clareadores de pele compostos de hidroquinona, estes em quantidades acima de 2%! Essa substância pode ser altamente cancerígena, e age destruindo as células de melanina da pele. Além de poder causar várias manchas nada agradáveis na pele, os risco de um melanona são grandes. E isso ainda é aliado à outra moda, já mencionada: os relaxadores e ´chapinha´. E olha que estamos falando de um continente onde a população é majoritariamente negra! A saúde está sendo colocada em uma roleta russa por causa de um estúpido desejo influenciado pelos padrões preconceituosos da sociedade. Na África do Sul, 1 em cada 3 mulheres negras usam produtos de clareamento na pele, segundo dados da Universidade da Cidade do Cabo, localizada na capital legislativa do país.

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           A situação chega a um ponto onde temos que aplicar um processo preconceituoso (cotas para negros) para tentar combater um preconceito maior! O país sabe que está tratando mal sua população, prejudicando uns mais do que outros, e cria uma método de isolamento social para combater um isolamento social. É uma bola de neve ridícula, a qual acumula somente ignorância e segregação.

           Ser diferente é normal. O que dá a graça à sociedade humana são as características únicas de cada indivíduo. Podemos ter cores diferentes, olhos diferentes, cabelos diferentes, narizes diferentes, bocas diferentes, mas todos nós somos humanos, somos Homo sapiens. Não existe o certo ou errado quando analisamos nossas aparências naturais. Se você não concorda com o que foi dito nesse texto, é a sua opinião ( não posso dizer que respeito ela). Mas é preciso ter cuidado porque certos comportamentos considerados normais podem esconder uma grande peso de preconceito por trás. E o preconceito emanado pela própria vítima do mesmo é o mais triste de todos.  "Conhece-te a ti mesmo", e respeite a todos.

                                                                     #JesusNegão...:)

(1) Sim, existe o termo ´genes raciais´ para diferenciar certos grupos humanos que descendem de uma certa área geográfica, os quais compartilham uma determinada característica genética comum. É possível até rastrear um indivíduo dentro da atual população humana a partir desses "genes raciais" para saber se ele compartilha mais ou menos parentesco com um certo grupo geográfico ancestral. Porém, no infinito debate sobre a existência, ou não, de raças dentro da nossa espécie, fica claro que esse termo não é o mais apropriado de ser usado, assim como a nomenclatura geral ´raça´. Como eu disse no artigo, as diferenças são muito pequenas, e acabam sendo mais próximas de adaptações do que verdadeiras grandes diferenciações genéticas. Na minha opinião, se o desentendimento científico é tão grande, e com a palavra ´raça´ carregando tanto preconceito histórico e associações nada igualitárias (tipos de cães, por exemplo), esse termo deveria ser substituído o mais depressa possível.

(2) Ainda não existe um consenso sobre a cor dos egípcios. Mas a cor ´branca´ não é uma possibilidade plausível.

(3) Porém, muitos trabalhos científicos (Ref.14, 15, 17, 18, 19, 20, 21) pedem cuidado aos especialistas ao confiarem diagnósticos baseados na premissa de grupos humanos mais ou menos suscetíveis a uma determinada doença. Fatores sociais, econômicos e geográficos podem ser muito mais importantes do que diferenças genéticas em diversas doenças ´não-genéticas´. Além disso, ainda não foram confirmados nenhum gene ´étnico´ ou ´racial´ responsável por uma ou outra doença, apenas extrapolações. Isso diminui ainda mais a força do termo ´raça´ em ser usado para se referir às populações humanas.

(4) Esse é mais um exemplo de como o termo raça, e a clássica divisão entre 5 categorias humanas, é extremamente inadequada na nossa atual sociedade. Aqui no Brasil, estudos genéticos em uma pequena capital mineira mostrou que 27% dos negros que nela residiam possuíam uma ancestralidade genética predominantemente não africana. E em termos nacionais, 87% dos brancos brasileiros possuem 10% de ancestralidade africana (Ref.11). Se mesmo entre os grupos humanos chamados de ´raças puras´ as diferenças são  ínfimas e caóticas, imagina entre os brasileiros. É lógico essa classificação retrógrada dentro do nosso país?   


 CURIOSIDADES:
  •  O cabelo africano pode ter surgido como uma vantagem evolucionária. Devido às altas temperaturas, o cabelo dos negros africanos teriam ficado menos densos, para permitir uma melhor circulação de ar dentro do volume capilar ( sistema de resfriamento), e o enrolamento deles formariam um ´telhado´ que impediria os perigosos raios UV de atingir a pele da cabeça com facilidade. E crescendo para cima em vez de cair, como os cabelos lisos ou parcialmente enrolados, eles formariam uma proteção ainda mais eficiente.
  • O nariz diferenciado entre os diferentes grupos humanos no planeta parecem ter forte relação com o clima local, de acordo com pesquisas recentes. A temperatura e umidade do ar, além da própria umidificação feita pelas vias aéreas, seriam fatores determinantes no formato do nariz.
  • Já os lábios mais grossos e quadris avantajados femininos de grande parte dos grupos negros africanos seriam uma seleção sexual. Ou seja, os parceiros masculinos ou femininos se sentiriam mais atraídos por essas características físicas. Isso também é verdade para certos fenótipos de outros grupos humanos. 
ATUALIZAÇÃO ( 18/02/16): Está correndo pelas redes sociais o caso de uma estudante negra, Tayjha Deleveaux, em uma escola nas Bahamas (CR Walker Senior High School), que foi repreendida pelos superiores disciplinares por causa do seu cabelo afro (o clássico ´afro´). Para eles, o cabelo estava ´desorganizado´ e não se encaixava com o padrão escolar. Pode parecer mentira, mas esse absurdo realmente aconteceu. E esse problema não é só nas escolas. Nos locais de trabalho, as pessoas são vítimas de preconceito em relação aos seus cabelos naturais, onde o liso e mais ´organizado´ (?) é o padrão máximo de excelência e apresentação aos clientes. E, claro, esse preconceito recai, majoritariamente, nos cabelos afros. Fonte da notícia: http://www.bbc.com/news/blogs-trending-35596018

 ATUALIZAÇÃO ( 13/03/16): Uma campanha com a hashtag #unfairandlovely foi iniciada no Texas, EUA, pela estudante negra de 21 anos, Pax Jones. Ela fez uma série de fotos ressaltando a beleza da cor mais escura típica dos indianos, utilizando como modelos suas duas colegas de classe na Universidade, as irmãs Mirusha e Yanusha Yogarajah. A campanha está rodando o mundo pelas redes sociais e possui o propósito de combater o uso cada vez maior de clareadores de pele no sul asiático, especialmente na Índia. Fonte da notícia e fotografia  ( abaixo): http://www.bbc.com/news/world-asia-india-35783348

As duas irmãs Mirusha e Yanusha Yogarajah/Créditos de imagem: Pax Jones

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REFERÊNCIAS CIENTÍFICAS
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