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Ervas e suplementos para aumentar a testosterona?


- Artigo atualizado no dia 27 de junho de 2019 - 

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        Praticantes de musculação (1) costumam buscar por soluções medicinais e/ou nutricionais que acarretem em uma maior presença do hormônio testosterona no corpo. Para evitar a aplicação artificial de anabolizantes esteroides - geralmente derivados da testosterona -, os quais estão associados com diversos efeitos colaterais negativos para o organismo, a busca, em vários casos, se volta para métodos mais "naturais", como as plantas medicinais, suplementos nutricionais e certos tipos de alimentos. Mas existe algum desses produtos que realmente eleva o nível normal de testosterona no corpo de forma minimamente significativa?

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   TESTOSTERONA E DECLÍNIO

         A testosterona é um hormônio esteroide andrógeno responsável pelas características sexuais masculinas, como maior crescimento muscular e força, maior densidade óssea e distribuição típica de pelos pelo corpo do homem. A mulher também possui pequenas quantidades desse hormônio, o qual é essencial para a boa saúde em ambos os sexos. Ele é produzido majoritariamente nos testículos e, em menor extensão, nas células dos ovários da mulher, na zona reticular do córtex adrenal e na pele. No corpo, a testosterona pode tanto ser encontrada na forma livre quanto ligada quimicamente com receptores específicos - cerca de 2% da testosterona total se encontra livre, com o resto ligado com a proteína albumina ou com com o SHGB (globulina ligadora de hormônio sexual). Após os 30 anos de idade, a produção desse andrógeno diminui gradualmente com o avanço da idade.




            Esse progressivo declínio de testosterona nos homens com o avanço da idade é estimado entre 0,4% e 2% de declínio ao ano após os 30 anos. Na média, é estimado que homens após os 70 anos possuem níveis de testosterona 35% menores do que homens jovens. Nesses casos de queda na produção endógena da testosterona, a terapia de reposição de testosterona (TRT) é uma opção bem estabelecida, apesar de estudos mostrarem que quase 90% dos homens sofrendo com baixos níveis de testosterona (de forma sintomática) não buscarem essa terapia. Motivos incluem justamente a busca por métodos alternativos ditos naturais, como os T-boosters.

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   T-BOOSTERS

         Muitos já devem ter ouvido falar que comer alho ou consumir a erva Tribus terrestris, por exemplo, supostamente aumenta de forma expressiva a produção de testosterona pelo organismo. Aliás, diversas ervas e, principalmente, diversos suplementos não-hormonais (conhecidos como ´testosterone boosters´ ou simplesmente T-boosters) prometem milagres no aumento desse andrógeno no corpo, com consequente aumento da massa muscular, melhora na performance dos treinos e mesmo um aumento de libido (afrodisíacos). Esses produtos são propagandeados até mesmo como substitutos para as terapias de reposição de testosterona. Porém, qual o suporte científico para essas alegações?

           Algumas 'receitas de testosterona' usam extratos de ervas, outras misturam diversas de vitaminas, sais minerais e aminoácidos, e outras apostam em algo ainda mais "natural", e propõem apenas a inclusão de certos alimentos na dieta, como o alho, brócolis e espinafre. Apesar disso tudo ser muito atrativo por não envolver os perigosos anabolizantes artificiais e fazer com que o próprio corpo supostamente aumente por si mesmo a produção de testosterona, as evidências científicas que suportam isso ou são muito escassas, ou são fruto de estudos patrocinados (sem existir estudos de revisão e meta-análises independentes para comprovar os benefícios prometidos), ou apenas não existem.

           Em muitos casos também, as pessoas que promovem tais produtos usam distorções para darem um suporte científico a eles. Por exemplo, em pessoas com uma deficiência vitamínica, a produção de testosterona no organismo pode ficar comprometida, diminuindo sua quantidade total no corpo. Quando o consumo de tal vitamina deficiente volta ao normal, a testosterona volta ao seu nível padrão, ou seja, "aumenta". A partir desse ponto, essa vitamina em específico passa a ser vendida como um suplemento de testosterona, prometendo aumentar os níveis normais desse hormônio no indivíduo. Porém, obviamente, isso é falso.


        Na lista a seguir, serão enumerados os principais produtos nutricionais tidos como T-boosters e explicar o que os estudos científicos dizem sobre eles:

1. Tribulus terrestris: Essa, sem dúvida, é uma das ervas mais disseminadas para o aumento da testosterona no corpo e usada por diversos atletas. Porém, nenhum estudo científico conseguiu encontrar efeito algum do extrato dessa planta sobre a produção hormonal em humanos, não diferindo de um placebo. Também não existe suporte científico para sua alegada ação afrodisíaca (dependente ou não de testosterona). Isso é inclusive reforçado por periódicos científicos especializados em plantas medicinais (Ref.27-28).

2. Feno Grego (Trigonella foenum-graecum): Os extratos dessa planta são um ingrediente ativo comum em muitas formulações de testorene boosters. É alegado que os compostos presentes nesses extratos atuam através da inibição das enzimas aromatase e 5-alfa-reductase, levando a uma diminuição da degradação da testosterona circulante em estrógeno e diidrotestosterona. Porém, não existem evidências científicas suficientes que corroborem esse mecanismo ou a eficácia dessa planta. Alguns poucos estudos duplos-cegos realizados nos últimos anos reportaram resultados conflitantes sobre o aumento nas taxas de testosterona, mas geralmente concordam em um aumento na libido.

3. Alho: Muitos alegam que esse alimento aumenta a produção de testosterona, mas não existem evidências científicas suficiente para tal alegação. Aliás, alguns trabalhos encontram um efeito contrário, onde o consumo acima do normal de alho pode prejudicar o funcionamento dos testículos, dificultando a produção de espermatozoides e testosterona. Outros estudos, por outro lado, sugerem algum potencial de melhora na espermatogênese e na produção de testosterona a partir de um consumo moderado. Porém, como são artigos isolados e escassos, nada pode ser inferido com certeza.

4. Macronutrientes: Alguns estudos sugerem que o consumo regulado de proteínas, gorduras e carboidratos pode contribuir para o aumento da testosterona. Por exemplo, já foi mostrado que um maior consumo de gorduras saturadas e carboidratos tende a aumentar os níveis de testosterona no corpo. Porém, alguns outros mostram que o excesso de glicose tende a diminuir os níveis desse andrógeno. Como são muito poucos estudos relacionando os macronutrientes, não seria muito prudente extrapolar esses resultados ou martelar conclusões. O excesso de gordura saturada, por exemplo, está ligado ao aumento de problemas cardíacos no corpo (apesar de existir recentes controvérsias).

5. Micronutrientes: Zinco, boro e vitamina D são todos vendidos como estimulantes de testosterona no corpo, mas estes apenas caem na categoria 'deficiência', já explicada anteriormente. Ou seja, se o seu corpo está com deficiência desses nutrientes, sua testosterona poderá estar baixa e uma ingestão recomendada dos mesmos pode aumentar os níveis desse andrógeno. Porém, claro, sua produção não passará do limite já previsto pelo corpo, independentemente se existir um excesso no consumo de tais micronutrientes - o que pode, aliás, ser prejudicial. O mesmo é válido, em menor extensão de influência, para a vitamina C, magnésio e ácido linoléico.

6. Ácido D-aspártico (DAA): Esse é outro nutriente isolado bastante vendido como um T-booster. Ele é um aminoácido que mostrou, em vários estudos, ser capaz de aumentar a produção de testosterona em animais como ratos. Por causa desses resultados, houve uma explosão de vendas de produtos elaborados a partir desse aminoácido, especialmente para praticantes de musculação. Porém, estudos posteriores em humanos não mostraram resultados positivos significativos no aumento de testosterona, com alguns reportando nenhum efeito visível (Ref.20). Um estudo de alta qualidade publicado em 2017 no Plos One - do tipo duplo-cego randomizado placebo-controlado - (Ref.26) entre homens treinados (musculação) com idades entre 18 e 36 anos concluiu que o DAA é inefetivo no aumento dos níveis de testosterona ou no aumento de desempenho dos treinos.Uma recente revisão sistemática (Ref.21) também reforçou esse alerta, afirmando que a eficácia do DAA em homens no aumento da produção de testosterona é inconclusiva, com estudos inconsistentes e - com raras exceções - de limitada ou baixa qualidade. Aliás, um estudo publicado em 2015 no Journal of the Intrnational Society of Sports Nutrition (Ref.25) encontrou que o uso de DAA, ao contrário do esperaado, diminuiu a quantidade de testosterona total e testosterona livre em homens jovens (~24 anos) que treinavam musculação há pelo menos 2 anos.

7. Ervas em geral: Além do Tribulus terrestris e do feno grego, diversas outras ervas, especialmente chinesas, são creditadas como testosterone boosters. Astragalus membranaceus, inhame chinês, Herba epimedium, extrato de mucuna (Mucuna pruriens), maca peruana (Lepidium meyenii), raiz de Long Jack (Eurycoma longifolia), ginkgo biloba, ginseng (Panax ginseng), extrato de Flor da Paixão, Serenoa repens, Withania somnifera e Haematococcus pluvialis entram também nessa categoria. Porém estudos ou são escassos, ou não mostraram efeito algum em humanos. E mesmo quando existem efeitos positivos no aumento de testosterona em testes clínicos, esse aumento não é expressivo a ponto de influenciar na composição muscular do corpo e na performance atlética.

O Long Jack é um dos que mais possuem pesquisas em cima dos seus efeitos. Já foi sugerido, em alguns estudos, que ele pode aumentar o rendimento esportivo e moderadamente a massa muscular, mas nada sobre o aumento de testosterona. De qualquer forma, são estudos escassos demais, e com falta de meta-análises, revisões e grandes testes clínicos de alta qualidade (duplos cegos randomizados com controle). Já o extrato de ginseng (planta bastante utilizada na medicina Chinesa) parece ter moderada - mas não conclusiva - eficácia em casos de disfunção erétil (Ref.18), mas sem evidências científicas que corroborem aumento de testosterona. Para a tão popular maca peruana, estudos científicos não encontram suporte para sua ação de aumento da testosterona (Ref.28).

E enquanto existem moderadas evidências clínicas - e evidências conflitantes - para o uso de mucuna, long Jack, W. somnifera, fenogrego e N. sativa para o aumento endógeno no nível de testosterona no corpo dos homens, esse aumento só é potencialmente positivo para adereçar contextos associados à fertilidade ou à libido, sendo largamente irrelevante se o objetivo é mudança na composição corporal (aumento da massa muscular, por exemplo) ou na melhora da performance atlética.

7. Suplementos nutricionais: É aqui onde o termo ´testosterone booster´ ganhou real força. São incontáveis os produtos desse tipo que alegam aumentos extraordinários de massa muscular, testosterona e maior resistência aos treinos pesados. Feitos a partir da mistura dos componentes listados acima, esses produtos afirmam que suas formulações específicas ativam diversas cascatas de reações dentro do corpo, deflagrando em uma maior produção de testosterona e diversos outros efeitos metabólicos positivos para o treino esportivo. Um dos principais componentes que vão nessas formulações é o já mencionado DAA. Não existem evidências científicas suficiente para atestar a eficácia desses suplementos, e os que garantem bons resultados normalmente são patrocinados por empresas do ramo. Um dos mais conhecidos do mundo, o NMDA, o qual é uma mistura de DAA, N-metil-D-aspartato (NMD-Asp), tri-metil glicina e S-adenosil metionina (SAMe), raiz de Long Jack e extrato de mucuna falhou vergonhosamente em estudos que tentavam demonstrar sua eficácia (Ref.7). Supostamente, o NMDA aumentaria os níveis endógenos de testosterona via ativação do eixo hipotálamo-pituitária-gonadal (HPG), porém isso não encontra base científica em evidências experimentais. Isso sem contar que muitos suplementos não fiscalizados trazem em suas composições substâncias ilegais e não declaradas nas embalagens - como esteroides anabolizantes e outros hormônios - que trazem efeitos positivos no ganho de massa muscular sob uma máscara de opção "natural e saudável" (1).

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   CONCLUSÃO

          No geral, métodos que alegam aumentar a produção de testosterona utilizando ervas, alimentos, nutrientes isolados e suplementos não possuem eficácia clinicamente comprovada ou, no caso de alguns componentes, essa eficácia é inconclusiva ou sugerida por estudos escassos e de baixa qualidade. Além disso, a maioria dos estudos nessa área são realizados em animais não-humanos, ou seja, gerando resultados clínicos que nem sempre podem ser extrapolados. Por exemplo, um estudo bem recente publicado no periódico The Journal of Sexual Medicine (Ref.29), analisando os produtos T-Boosters vendidos na Amazon.com, encontrou que dos estudos envolvendo 10 dos mais comuns ingredientes nesses suplementos, 53% envolviam animais não-humanos (especialmente ratos) e 15% testes clínicos in vitro; apenas 19% dos estudos eram testes clínicos envolvendo humanos. Entre 37 dos estudos humanos, 30% observaram algum tipo de aumento de testosterona, 3% uma diminuição, 22% foram inconclusivos e 46% não reportaram nenhum efeito. Os autores do estudo argumentaram que não existem conclusões de eficácia para nenhum desses produtos.

          Já um estudo ainda mais recente publicado no periódico The World Journal of Mens Health (Ref.30) resolveu analisar os produtos mais populares em busca no Google englobados no grupo dos T-boosters. Dos 109 suplementos selecionados, 90% deles alegavam aumentar os níveis de testosterona, mas apenas 25% deles possuíam algum suporte de dados da literatura científica corroborando suas alegações. E dos 25% (27 suplementos) 15 deles (55,5%) estavam associados com estudos conflitantes (ausência de efeito positivo nos níveis de testosterona). Aliás, no total, 10% dos suplementos possuíam componentes com estudos sugerindo um efeito reverso, ou seja, de diminuição da testosterona, e muitos possuíam quantidades super-excessivas de diversas vitaminas e minerais, o que pode causar danos graves à saúde. Na média, os pesquisadores encontraram nos suplementos 1291% das quantidades recomendadas para a vitamina B12, 807,6% para a vitamina B6, 272% para o zinco, 200% para a vitamina B5 e 187,5% para a vitamina B3. Os componentes mais comuns dos suplementos analisados eram o zinco, o feno-grego, vitamina B5, Tribulus, magnésio, boro, di-indolemetano, Long Jack e o extrato de maca.

          De fato, muitos produtos entram no mercado sem nem ao menos passarem por testes mínimos de qualidade e de segurança. Nesse sentido, a compra de certos produtos desse tipo pode até representar um risco à saúde por ser grande a chance de conterem ingredientes não muito bem testados em humanos, apenas em animais (às vezes, nem isso). O medo dos esteroides anabolizantes ou das terapias de reposição hormonal pode pressionar muitos a buscarem os ´testosterone boosters´, mas é preciso ficar atento e pesquisar muito bem antes de comprá-los e consumi-los. Existe a errônea noção de que plantas e ervas usadas para fins medicinais alternativos são completamente seguras, ignorando que elas possuem compostos ativos e estão associadas com efeitos colaterais assim como fármacos tradicionais. Reportes de sérias intoxicação, principalmente hepáticas, ligados aos suplementos alimentares não são raros.

          Nunca é uma boa ideia baixar a guarda para produtos vendidos como "naturais", porque esse conceito é muito relativo. E caso você ache que está com alguma deficiência nutricional que possa estar afetando sua produção de testosterona, não é preciso gastar rios de dinheiro em 'suplementos mágicos'. Adotar uma dieta equilibrada e nutricionalmente rica, dormir bem, evitar o fumo, moderar/evitar as bebidas alcoólicas, reduzir o excesso de massa adiposa no corpo (emagrecer) - as células adiposas aromatizam testosterona em estradiol -, diminuir o estresse e praticar exercícios físicos (2) são excelentes medidas para promover bons níveis de testosterona no seu corpo, melhorar o desempenho esportivo/sexual, aumentar a massa muscular, entre vários outros benefícios.


(1) E FIQUE ALERTA: Muitos suplementos nutricionais podem conter ingredientes ilegais, incluindo hormônios esteroides, para camuflar a falta de eficiência dos ingredientes legais indicados em suas composições. Discuti sobre o assunto no artigo Suplementos alimentares: é só comprar e consumir?

(2) É inconclusivo, mas diversos estudos mostram que a prática de exercícios físicos aumenta, moderadamente, a produção de testosterona no corpo. Porém, é 'inconclusivo' no ponto em que várias variáveis podem afetar essa suposta maior produção, como o tipo de exercício praticado (aeróbico ou anaeróbico), idade do praticante, condição de saúde, sexo, entre outros.


Artigo relacionado: Terapia de testosterona para a baixa libido na mulher?

Artigo recomendado: Os suplementos termogênicos são uma boa escolha?


REFERÊNCIAS CIENTÍFICAS
  1. http://www.esciencecentral.org/journals/increasing-circulating-testosterone-impact-of-herbal-dietary-supplements.2329-9029.1000130.php?aid=28009
  2.  http://digitalcommons.wku.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=2778&context=ijesab
  3.  http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0378874105003314
  4. http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S037907380800011X
  5. http://www.degruyter.com/view/j/hukin.2014.41.issue-1/hukin-2014-0037/hukin-2014-0037.xml
  6. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25183955
  7. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3918557/
  8. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25435783
  9. http://journals.lww.com/nsca-jscr/Abstract/2015/12000/Impact_of_Four_Weeks_of_a_Multi_Ingredient.25.aspx 
  10. http://online.liebertpub.com/doi/abs/10.1089/jmf.2011.0335
  11. http://onlinelibrary.wiley.com/enhanced/doi/10.1111/and.12009/
  12. http://www.mdpi.com/1420-3049/21/3/331/htm
  13. http://jissn.biomedcentral.com/articles/10.1186/1550-2783-5-12
  14. http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0271531713001735
  15. http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1365-2265.2012.04486.x/full
  16. https://www.researchgate.net/profile/Stefan_Pilz/publication/49679775_Effect_of_vitamin_D_supplementation_on_testosterone_levels_in_men/links/0c96052f7e9b2ca8d8000000.pdf
  17. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5630464/
  18. https://link.springer.com/article/10.1007/s40265-018-0897-3
  19. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24074738
  20. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24074738
  21. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5340133/
  22. https://digitalcommons.wku.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=2778&context=ijesab
  23. http://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/1557988315598554
  24. https://www.smr.jsexmed.org/article/S2050-0521(17)30122-1/fulltext
  25. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3918557/ 
  26. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28841667
  27. https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0378874115303056
  28. https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0378874118333646
  29. https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1743609518313821
  30. https://www.wjmh.org/DOIx.php?id=10.5534/wjmh.190043