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O que é a aterrorizante Paralisia do Sono?


- Atualizado no dia 12 de maio de 2021 -

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        A experiência é aterrorizante. Seu corpo não consegue se mexer, sua respiração não pode ser controlada, sua capacidade de falar é suprimida, mas sua consciência está em pleno funcionamento, permitindo que você veja e ouça tudo ao seu redor. E, em pouco tempo, você começa a desejar não querer ver ou ouvir.

          O que acabou de ser descrito parece ser o começo de uma história de terror, mas é algo relativamente comum e que atinge uma parcela considerável da população mundial (algo em torno de 7-8%), mas sendo mais prevalente em estudantes (28%) e pacientes psiquiátricos (32%) (Ref.2). A Paralisia do  Sono é uma estranha condição diretamente relacionada com a fase do sono conhecida como REM (Movimento Rápido do Olhos). Entre a população mais jovem, é comumente reportado que o fenômeno possui uma prevalência em torno de 15-40%, considerando a manifestação de pelo menos um episódio ao longo da vida (Ref.27).          

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          No sono REM, o corpo entra em uma fase profunda de sono, onde o sistema motor - via inibição de motoneurônios somáticos - é forçado a entrar em um estado de atonia muscular ('paralisia'), com ausência quase completa de tônus muscular anti-gravidade e movimentos corporais. Evidências recentes sugerem que a área no cérebro responsável por quase paralisar por completo nossos músculos esqueléticos durante os sonhos (REM-atonia) se encontra na medula medial ventral, recebendo informações de outra área chamada de núcleo tegmental sublaterodorsal (SLD) (Ref.21).

          Esse processo de paralisia muscular ocorre para proteger o corpo de se movimentar bruscamente durante os sonhos, evitando acidentes, além de garantir um máximo descanso físico para o indivíduo. Quando acordamos, independentemente se no meio do REM ou durante o processo natural do despertar, o nosso sistema nervoso central 'devolve' o controle normal do nosso corpo quase que instantaneamente. Acontece que, às vezes, esse desligamento muscular persiste mesmo depois de acordamos, caracterizando a Paralisia do Sono.        

          Por motivos ainda não bem compreendidos, o sinal nervoso que paralisa o corpo durante o sono continua atuando, fazendo com que a pessoa não consiga falar ou se movimentar, mesmo já estando completamente acordada e consciente de tudo ao seu redor, ouvindo e enxergando. Ou seja, você fica preso no estado de transição entre 'totalmente acordado' e 'totalmente adormecido'. A Paralisia do sono, como fenômeno único, é dividida em Paralisia do Sono Isolada (ISP) e Paralisia do Sono Isolada Recorrente (RISP). A ISP, mais comum, afeta as pessoas de forma infrequente e, geralmente, é experienciada apenas raras vezes na vida do indivíduo. No RISP, muito raro, os episódios de paralisia são recorrentes, potencialmente tornando a vida do indivíduo bem traumática. Ambas as manifestações podem ocorrer não só ao acordar, mas também ao adormecer, onde a paralisia induzida pelo REM pode iniciar antes do corpo adormecer por completo. A paralisia do corpo normalmente não dura mais do que 1 minuto, porém, algumas vezes, ela pode se prolongar por horas. Uma média de 6 minutos para cada episódio, variando de poucos segundos até 20 minutos, já foi reportada (Ref.8) O movimento dos olhos é até observado em muitos episódios, sendo seus músculos uns dos únicos que se salvam do bloqueio.

        Outra característica bem conhecida da Paralisia do Sono são as alucinações que acompanham o processo, as quais se manifestam em quase 90% dos casos. Também devido à mecanismos psicológicos não muito bem entendidos, as pessoas que experienciam esse tipo de paralisia acabam vendo aparições de três tipos: Intrusos (1), Sufocadores (2) e Esmagamento (3). Ou seja...

1. ... alguém entrando dentro do quarto, por exemplo, especialmente na forma de 'pessoas de sombra';



2. Ou alguém pisando e pressionando a pessoa (uma explicação que o cérebro arruma para a incapacidade de movimentação), sendo o mais prevalente sintoma de alucinação;

Quadro "O pesadelo", do artista Suíço Henry Fuseli (1781), literalmente retratando o fenômeno da paralisia do sono e alucinação associada

3. Ou alguém estrangulando a pessoa (como você não consegue controlar a respiração, um  pânico surge, onde cria-se uma ilusão de falta de ar, especialmente se existir apneia envolvida).


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> Talvez o mais antigo caso descrito de paralisia do sono na literatura médica é de autoria do famoso médico e professor de anatomia na Universidade de Utrecht, Holanda, Isbrand van Diemerbroeck (1609-1674) (Ref.23). O caso é de uma mulher saudável de 50 anos de idade, a qual relatou episódios à noite, ao ir dormir, onde um demônio sentava sobre ela e a pressionava para baixo; às vezes, era um grande cão ou ladrão sentado sobre ela, enforcando-a, dificultando com isso sua respiração ou a capacidade de fala. Durante esses episódios, a paciente descreveu que não conseguia mover seus membros quando tentava tirar o agressor do seu peito. Acordava de tal estado com grande dificuldade ou pelo seu marido quando este presenciava o evento. Às vezes, a paciente relatava que o fenômeno ocorria duas vezes à noite, quando voltava a dormir.
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         É sugerido que, por causa da sensação de fragilidade sentida pelo indivíduo (não ser capaz de reagir por estar paralisado), o cérebro começa a prever as piores situações possíveis que podem ameaçar sua vida, entrando em pânico e paranoia para tentar forçar alguma reação no corpo. O mais interessante dessa terrível experiência é que as 'entidades' de ameaça que surgem para a pessoa podem tomar as mais variadas formas, indo de demônios à fantasmas. No caso dos 'intrusos', alienígenas podem ser criados pela mente, e essa é uma das explicações mais aceitas pela comunidade científica para grande parte dos famosos casos relatados de abduções (exemplo de relato de caso na Ref.31). E não é preciso dizer que a Paralisia do Sono tinha, e ainda tem, grandes significados sobrenaturais e mitológicos ao longo da história. Se o indivíduo for muito religioso e não conhecer o problema como um quadro médico, uma única experiência pode ser o bastante para traumatizá-lo seriamente.

           Aliás, existe forte evidência epidemiológica de que em sociedades com elaboradas tradições culturais de crenças sobrenaturais associadas ao fenômeno da paralisia do sono, os indivíduos tendem a sofrer mais durante a experiência do evento (imobilidade mais prolongada, maior nível de medo) e inclusive reportar uma frequência substancialmente maior desses eventos (Ref.18-19). A Itália é um exemplo bem notável, onde boa parte da população acredita que a experiência é causada por uma criatura sobrenatural localmente conhecida como Pandafeche. Em outros países também existem crenças populares únicas e muito difundidas: China ("opressão fantasmagórica"), Japão (Kanashibari, ex.: demônios), Turquia (Karabasan, uma criatura similar a um espírito) e Egito (ataque de um Gênio/Jinn). Em alguns grupos culturais sul-africanos, acredita-se em um "ataque Segatelelo", causado por magia negra e criaturas demoníacas chamadas de Tokoloshe.

           A Súcubo (em latim succubus), um demônio na forma feminina ou uma entidade sobrenatural que aparece no sono para seduzir os homens, geralmente através de atividade sexual, tem sido também historicamente associada à manifestação da paralisia do sono (Ref.24, 28-29). As descrições desse demônio - o qual também possui uma contraparte masculina, o Íncubo (em latim incubus) - têm sido traçadas até o folclore de períodos medievais, e o termo parece ter sido primeiro usado no final do século XIV. De acordo com o folclore, súcubo é uma descendente da antiga figura Bíblica de Lilith, a primeira esposa de Adão e cuja referência mais antiga é encontrada na Lista de Reis da Suméria em 2400 a.C. Lilith teria deixado Adão e se recusou a retornar ao Jardim do Éden após ter se relacionado com o arcanjo Samuel, este o qual teria se relacionado com quatro súcubos (nesse contexto, criaturas vampirescas que predavam homens enquanto dormiam). Do Mesopotâmico ao Hebraico, Lilith era geralmente associada com o demônio, e era culpada por doenças infligidas nos homens. 

         Ainda segundo o folclore, a súcubo pode tomar a forma de uma jovem e linda garota, que pode expressar deformidades em seu corpo, como garras de aves ou cauda de cobra. Em relação às atividades sexuais, as descrições folclóricas sugerem que a súcubo força os homens a realizar sexo oral (cunilíngua), e que repetidas atividades sexuais com esse ser podem levar à deterioração física e mental ou mesmo morte. Várias outras culturas possuem demônios sexuais como parte das suas mitologias, análogos ou similares ao íncubo e à súcubo. 

           Aliás, aqui no Brasil também existe um folclore associado com o fenômeno da paralisia do sono: ataques à noite por uma entidade chamada Pisadeira (Ref.24). A Pisadeira é uma sinistra figura folclórica típica da região sudeste Brasileira descrita geralmente como uma mulher velha, magra, feia, despenteada e com longas unhas que espreita sobre os telhados à noite com o objetivo de pisar no peito daqueles dormindo. Em Minas Gerais e em São Paulo, a Pisadeira é descrita como "gorda e pesada". No Ceará, a lenda ganha o nome de 'Pisador', este o qual é descrito como um demônio masculino. Comumente acredita-se que a Pisadeira aparece para aqueles que vão dormir de barriga cheia e para cima. A manifestação da Pisadeira está associada com os clássicos sintomas de paralisia do sono: alucinação, sensação de pressão no peito, dificuldade de respirar e incapacidade de gritar. Além disso, a Pisadeira está associada com um fator de risco bem estabelecido para a condição (dormir na posição de supino).


Ilustração representando a Pisadeira. Arte: Bruno Müller (https://t.co/WbrpNNr2bL)

          As alucinações podem ser hipnopômpicas (ocorrendo durante o processo de despertar) ou hipnagógicas (ocorrendo durante o ato de adormecer). Durante a paralisia do sono, as pessoas tendem a ver mais comumente sombras com formas humanas (silhuetas ou fantasmas) ao invés de alucinação com características detalhadas, além da percepção de vozes e outros barulhos genéricos no quarto e a sensação pouco específica de ser tocado. É sugerido que essas percepções "de baixa resolução" são causadas pelo envolvimento predominante do hemisfério direito do cérebro durante o evento, gerando imagens e outras experiências sensoriais mais simples e de fácil processamento neural, e refletindo uma estratégia informativa e adaptativa custo-efetiva em termos de assegurar a sobrevivência imediata do indivíduo (Ref.26). 

            No caso específico das alucinações envolvendo falta de ar e pressão sobre o peito, a possível causa pode estar no fato de que a atividade respiratória muscular durante o sono REM é diminuída, devido à inibição de neurônios motores. No sono REM, a respiração se torna irregular, e existe hipotonia muscular esquelética resultando em significativas reduções na ventilação alveolar e volume pulmonar, levando a hipercapnia (aumento de dióxido de carbono no sangue). Em indivíduos saudáveis, a ventilação alveolar durante o sono REM pode ser 40% menor do que durante o estado despertado.

           Um estado de hipervigilância também é característico do sono REM, e o qual parece se originar da porção mediana do cérebro. Essa hipervigilância provavelmente leva ao medo e paranoia que frequentemente acompanha os episódios de paralisia do sono.
       
          Importante também citar que nem sempre os episódios de paralisia do sono são desagradáveis. Aliás, o contrário parece ser relativamente comum. Em indivíduos com frequentes manifestações de paralisia do sono, parte significativa (até 23%) descreve baixa, moderada ou alta frequência de episódios agradáveis de paralisia, marcados por uma complexa mistura de medo e emoções positivas (Ref.25). 

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   TRATAMENTOS E FATORES DE RISCO

          Ainda não existem tratamentos específicos cientificamente comprovados que ajudem a prevenir as paralisias ou curar casos crônicos. Diversas estratégias são testadas para cada paciente, incluindo medicamentos, acompanhamento psicológico, técnicas de relaxamento, entre outros. É aconselhável durante o episódio - quando possível - manter a calma, ficar relaxado e desviar a atenção das alucinações (caso ocorram). 

          Como os casos recorrentes e frequentes de paralisia do sono são aparentemente raros, e não ameaçam seriamente a saúde do paciente na maior parte dos casos, pouco tem se avançado na área médica visando o problema e não existem estudos clínicos randomizados nesse sentido. Contudo, conhecem-se fatores que podem engatilhar o fenômeno, como estresse excessivo, exposição a eventos traumáticos prévios, sonos desregulados, falta de sono, dormir de barriga para cima (especialmente quando se tem apneia) e, possivelmente, causas genéticas. Nessa linha, geralmente a primeira tentativa de tratamento foca na higiene do sono, recomendando-se ao paciente (Ref.10, 13):

- Dormir de 7-8 horas por noite;

- Sempre tentar dormir no mesmo horário à noite, e acordar no mesmo horário de manhã, inclusive nos finais de semana;

- Evitar distrações no quarto na hora de dormir, e manter o ambiente quieto, escuro, relaxante e a uma temperatura confortável;

-  Remover aparelhos eletrônicos como TV, notebook e smartphone da cama, e não usá-los por pelo menos meia hora antes de ir dormir;

- Evitar grandes refeições, cafeína e bebidas alcoólicas antes de ir dormir;

- Praticar exercícios físicos durante o dia, como musculação ou corrida (facilitam e melhoram o sono durante a noite).

            Antidepressantes tricíclicos e inibidores seletivos de recaptação de serotonina podem reduzir a frequência dos episódios através da supressão do sono REM, e têm sido usados de forma efetiva no tratamento de alguns casos mais severos ou refratários (Ref.15-16).

           Indivíduos entre 25 e 44 anos tendem a ser os mais propensos a terem o distúrbio, e, no geral, os estudos mostram que estudantes e pacientes psiquiátricos são os mais afetados (provavelmente por causa do maior estresse e problemas para dormir nesses dois grupos). Indivíduos do sexo feminino parecem ser levemente mais suscetíveis. Somando-se a isso, pessoas com narcolepsia podem ter, como um dos sintomas da doença, ataques de Paralisia do Sono, estes os quais afetam entre 30 e 50% dos portadores da doença. Na narcolepsia, é mais comum o processo acontecer antes de dormir, enquanto o "real" fenômeno (ou seja, isolado) acontece mais durante o despertar. E por isso também acrescenta-se o 'isolada' após o nome 'Paralisia do Sono' para deixar claro quando o fenômeno não for ligado à narcolepsia.

          Experiências traumáticas - especialmente histórico de abuso sexual na infância -, eventos muito estressantes (ex.: participação em guerras, morte em família, desastres, etc) e, em menor extensão, transtornos de pânico estão significativamente associados a um maior risco de manifestação da paralisia do sono. Parece também existir uma moderada influencia genética (estimada em 53%) para a manifestação da paralisia do sono, mas são incertas as possíveis variações genéticas envolvidas (Ref.22). Estado geral de saúde física pode estar ligado à prevalência do fenômeno, incluindo maior risco associado a dores crônicas. 

          Válido também ressaltar que outras parassonias (fenômenos motores, autonômicos ou experienciais indesejáveis, que ocorrem no início, durante e no final do sono), como a Síndrome da Cabeça Explodindo (!), tendem a ser mais comuns em indivíduos que sofrem de paralisia do sono.


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   DESCRIÇÃO DE CASO (Paralisia do Sono Isolada Recorrente)

          Em um relato de caso publicado em 2019 no periódico Revista Paulista de Pediatria (Ref.15), pesquisadores descreveram um caso de paralisia do sono isolada recorrente (PSIR) em uma adolescente de 16 anos de idade previamente saudável. A paciente trazia sintomas de medo, inquietação, distúrbio de sono e alucinações. Ela sempre foi ansiosa, geralmente na escola, apesar de ter boa performance nas disciplinas escolares. 

          Aos 9 anos de idade, a paciente foi acompanhada por um psicólogo após ter testemunhado a convulsão da sua mãe devido a um derrame.

           Três anos depois do incidente com a mãe, a paciente começou a ter episódios frequentes de paralisia total próximo de acordar (entre 6:00-7:00 a.m.). Esses episódios duravam cerca de dois minutos e eram mais comuns durante finais de semana quando ela dormia ao longo de toda a parte inicial da manhã (até 8:00 a.m.). Durante o questionário médico, ela reportou uma crescente frequência e duração dos episódios no ano anterior, e os quais eram mais frequentes quando ela dormia na posição de supino (barriga para cima) e menos frequentes quando dormia de decúbito (de lado). Ela também mencionou dispneia (falta de ar) e alucinações táteis e auditivas durante os episódios:

"Eu sinto a garra de um animal na minha cabeça."

"Alguém segurando minhas mãos."

"Aperto ao redor do pescoço."

"Amigos chamando meu nome."

           Apesar da paralisia ser transiente, a paciente reportou que os episódios eram muito assustadores e levavam a um persistente estado de ansiedade e de medo de dormir, resultando em declínio na qualidade do sono, insônia, cansaço, sonolência diurna, e baixa concentração e memória, o que por sua estavam levando a uma piora no rendimento escolar, desmotivação, isolamento e progressivo afastamento do seu círculo de amizades. A paciente, porém, não reportou episódios de cataplexia (atonia muscular súbita associada à narcolepsia) ou sintomas de síndrome das pernas inquietas, e também negou roncar ou ter apneia.

           Somando-se a isso a paciente negou consumir café, bebidas alcoólicas e uso de medicamentos ou substâncias ilícitas. No lado paterno, havia histórico de paralisia do sono. Exames médicos (neurológicos, cardiopulmonares, físicos, laboratoriais, etc.) não mostraram nada de anômalo na paciente. Actigrafia mostrou uma rotina de sono regular, com latência de sono média de 36 minutos e eficiência de 81%. Tempo médio de sono total foi de 9 horas e 10 minutos.

          Apesar de ser aconselhada sobre o curso benigno da doença e sobre higiene de sono, as reclamações persistiram. Um mês depois, ela consultou um psiquiatra e começou um tratamento com um inibidor seletivo de recaptação de serotonina (fluvoxamina 50 mg uma vez ao dia), sem efeitos adversos reportados. Houve uma significativa melhora de todos os sintomas. Ela continuou sob tratamento com fluvoxamina por sete meses com total regressão dos sintomas e nenhuma recorrência após seis meses de redução das doses.

   
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IMPORTANTE: Se você já experienciou ou experienciar uma Paralisia do Sono, não é preciso se preocupar (apesar de ser um evento geralmente aterrorizante). Mas caso o fenômeno seja frequente ou passe a ser frequente, procure ajuda profissional, já que pode ser o sintoma de um problema mais grave, como a narcolepsia, além de ser algo perturbador demais para ser vivido a todo momento e que pode levar a ansiedades, transtornos e dificuldade para dormir.
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REFERÊNCIAS CIENTÍFICAS
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