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Por que homens são atraídos por mulheres com seios e bunda grandes e cintura fina?


- Atualizado no dia 12 de junho de 2022 -

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          Antes de começarmos a explorar o assunto, é importante realçar que a pergunta no título deste artigo não sugere uma regra e, sim, uma generalização. Existem, claro, diferentes gostos quando o assunto é afinidade física, e o mesmo se aplica à tão problemática questão do tamanho peniano (1) ou do corpo masculino "sarado". Além disso, entre os humanos modernos (Homo sapiens), características intelectuais e sociáveis são certamente um fator mais importante na formação de um casal estável.

         Aqui iremos apenas pegar um estereótipo funcional e [tentar] destrinchá-lo cientificamente. Outro ponto a ser mencionado é que não existe um consenso científico sobre a questão e iremos apenas abordar algumas das principais hipóteses. Por último, o  'seios e bunda grandes e cintura fina' é equivalente ao senso comum de corpo feminino "violão", ou o famoso '90-60-90'. E, para facilitar  a compreensão, o texto foi dividido em três partes. Na primeira e na segunda, será explorada a questão da fertilidade, saúde e status reprodutivo, e, na terceira parte, será analisado o ato sexual em si. Todas as hipóteses apresentadas são englobadas na Teoria de Atração Sexual, e não são necessariamente excludentes entre si.



 
   SAÚDE, FERTILIDADE E REPRODUÇÃO

          Já de início, temos que descartar uma ideia popular muito disseminada. É comumente dito que os seios (mamas) grandes seriam mais apreciados porque, intuitivamente, produziriam mais leite. Mamas mais avantajadas, nesse sentido, garantiriam maior oferta de alimento para os bebês nos primeiros anos de vida. Ou seja, mulheres com grandes mamas seriam escolhas perfeitas para a geração de uma família e um atrativo a mais para potenciais parceiros do sexo masculino, principalmente no contexto de um passado muito longínquo, onde manter descendentes vivos era provavelmente uma tarefa muito difícil (maior taxa de mortalidade infantil). Mas isso é totalmente equivocado. Por ingenuidade, podemos até ter a impressão de que mamas grandes geram mais leite, mas isso passa longe da realidade. A produção de leite não depende do tamanho das mamas. Seios grandes só são grandes (quando naturais, claro!) porque acumulam mais gordura (tecido adiposo) e isso não interfere significativamente com a capacidade de lactação. 

Figura 1. Seios maiores não significam maior produção de leite

          O fato de mamas maiores não necessariamente produzirem mais leite é algo que provavelmente sempre foi observado ao longo da pré-história e história humana e, portanto, não é plausível que a atração por mamas maiores tenha esse alegado motivo como justificativa. A produção de leite é definida durante a gravidez, onde o tecido mamário responsável pela liberação desse líquido torna-se bem desenvolvido nesse período (por isso o aumento das mamas durante a gravidez). Problemas na lactação são tipicamente indiferentes ao tamanho das mamas, com algumas poucas exceções.

         Nesse ponto, vamos então pular para um argumento com real suporte científico. Altos níveis dos hormônios estradiol e progesterona no corpo são um bom indicativo de que a mulher terá mais chances de engravidar. Em alguns estudos, pesquisadores têm mostrado que mulheres com grandes mamas e baixa razão entre a cintura e o quadril (com outras palavras poderíamos também dizer "cintura fina e bunda grande") apresentam quantidades maiores dos dois hormônios. Em relação ao estradiol, a diferença tende a ser ainda maior, com uma média 26% maior desse estrógeno no período não-menstrual, e 37% maior durante o ciclo menstrual. Nesse sentido, mulheres com um perfil fenotípico "90-60-90" sinalizariam um status de maior fertilidade, e machos com essa preferência começariam a ser selecionados (seleção sexual) durante o percurso evolucionário humano. 

Figura 2. Ishtar, por exemplo, Deusa associada ao amor, guerra, fertilidade e sexualidade na Mesopotâmia, há milhares de anos atrás, possui um perfil de baixa razão entre cintura e quadril, e seios avantajados; claro, isso pode apenas ser um fruto de influências exclusivamente culturais, mas não deixa de ser um evidência

           De fato, os estrógenos (hormônios femininos, como o estradiol) causam o típico padrão feminino de distribuição de gordura corporal, ou seja, concentrando gordura nas mamas, nádegas e coxas. Durante os anos reprodutivos, as mulheres ganham uma deposição adicional de gordura nessas partes do corpo e também na pélvis como uma fonte de energia extra para uma eventual gravidez e lactação.

          Além disso, mulheres com bustos e quadris mais recheados são também tipicamente bem encorpadas, passando uma visão de 'bem -nutrida', ou seja, capazes de gerar filhos saudáveis, e serem mais resistentes (não confundir o 'encorpado' com obeso... a comparação aqui, vamos dizer, é com o estilo 'Ronda Rousey'). Quadris com aspecto mais largo também indicam que o bebê, na hora do nascimento, irá encontrar uma passagem mais larga para passar, ou seja, essas mulheres teriam menos riscos de complicação durante o parto. Somando-se a isso, a preferência dos homens por uma baixa razão cintura/quadril já é bem estabelecida por inúmeros estudos, onde a razão 0,7 é a mais atraente para a maioria.

         Em relação especificamente ao busto, existe também a possibilidade de muitas mulheres terem mamas grandes para fingir uma fertilidade alta sempre. Ao contrário de outros primatas fêmeas, os quais têm as mamas aumentadas somente durante a ovulação, muitas mulheres na nossa espécie (ou em outros ancestrais homininis) podem ter começado a expressar mamas maiores do que a média - em um contexto de processo evolutivo - como uma tentativa de continuamente atrair a atenção de mais parceiros masculinos e solicitar um investimento reprodutivo mesmo quando não estivessem realmente férteis. E, como já mencionado, as mamas geralmente aumentam significativamente durante a gravidez e durante a amamentação, ou seja, se as mulheres têm mamas sempre grandes, isso passa a impressão de alta fertilidade, já que, supostamente, parecem estar sempre grávidas e com filhos. 

          Em um estudo publicado em 2011 no periódico Aesthetic Plastic Surgery (Ref.23), analisando as preferências de >34 mil participantes (49,1% homens) em relação às proporções de um corpo feminino (Fig.3), encontrou que a maioria achava mais atrativo um corpo com um índice de massa corporal (IMC) baixo ou médio, um quadril de tamanho médio, um busto de tamanho médio, pernas mais longas e uma cintura fina. Corroborando estudos prévios, uma razão cintura/quadril de ~0,7 era a mais comumente preferida. Importante mencionar que em uma comparação direta entre busto pequeno e busto grande, os participantes preferiam 3 vezes mais um busto grande, e, entre os homens, 45% preferiam um busto grande.

      
         Relativo à preferência por "bundas grandes" (ou um quadril grande) e uma cintura fina, temos a também a questão da saúde. Todos devem já estar cansados de saber que o acúmulo de gordura na barriga, a razão alta entre circunferência da cintura e circunferência dos quadris, e o índice de massa corporal elevado (no caso de obesidade) são fortes indicadores de maior risco para a vários problemas de saúde, como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares. Ou seja, ter a cintura mais fina e quadris maiores, mas sem a presença de obesidade, sinaliza boa saúde, e perfeitamente se encaixa com a nossa mulher "violão" retratada neste artigo. E quanto maior a massa das nádegas, menor a razão cintura/quadril. Uma mulher mais saudável tende a suportar uma uma gravidez também mais saudável, e pode viver mais, gerando potencialmente mais descendentes. Além disso, uma maior razão cintura/quadril (ex.: 0,9) está associada com maior prevalência de anovulação nas mulheres, contribuindo para infertilidade e desordens reprodutivas (Ref.30) De fato, como mencionado, existe uma maior preferência por mulheres com uma baixa razão cintura:quadril (~0,7). 

             A preferência por uma menor razão cintura/quadril é também observada ao longo de diferentes culturas e países. Por exemplo, em um estudo publicado em 2020 no periódico South African Journal of Clinical Nutrition (Ref.29), tanto homens quanto mulheres em uma vila rural de Botsuana, um país na África Central, mostraram preferência por um corpo feminino com menor percentual de gordura corporal e uma razão cintura/quadril de 0,81. Na maioria das culturas e etnias, preferência é sempre por uma baixa razão cintura-quadril em torno de 0,7, com variação entre 0,5 e 0,8 (Ref.26).

          Uma bunda mais recheada  pode ter também um impacto indireto na atratividade feminina. Em um estudo publicado em 2015 no periódico Evolution and Human Behavior (Ref.24), pesquisadores chegaram à conclusão que a curvatura da lombar (visão de perfil) representa um importante fator de atratividade feminina. Para ser mais exato, o ângulo de curvatura que mais parece excitar os homens é em torno de 45°, na região da terceira à última vértebra lombar, área responsável por absorver e transmitir o peso do corpo. E qual é a lógica por trás disso? Os autores do estudo argumentaram que essa inclinação desloca o centro de massa para os quadris durante a gravidez, esta a qual puxa o centro de gravidade para a frente. Mulheres com uma coluna mais reta sofrem um aumento danoso no torque dos quadris, induzindo a riscos de fatiga muscular e lesões na parte inferior da coluna (lombar). A barriga da grávida vai crescendo e jogando o corpo para frente, enquanto os quadris mais inclinados jogam o corpo para trás, contrabalanceando e equilibrando a massa corporal. É plausível também argumentar que quanto maior a bunda, mais a curvatura da lombar fica evidente - atraindo mais a atenção masculina - e mais contrapeso é adicionado. Uma curvatura ótima na lombar reduz o risco de sérias lesões nas grávidas e facilita a mobilidade dessas últimas, permitindo manter as atividades normais diárias e mesmo escapar de predadores ou enfrentar outras adversidades.



          Nesse sentido, a preferência evolucionária dos homens por mulheres com uma curvatura lombar entre os ângulos de hipo- e hiper-lordose garante uma vantagem reprodutiva, já que essas mulheres eram menos prováveis de sofrerem de lesões espinhais enquanto mais prováveis de sustentar múltiplas gravidezes sem sérias complicações. A literatura ortopédica sugere que o ângulo ideal da curvatura lombar é de aproximadamente 45°, e, de fato, estudos têm mostrado que homens possuem uma maior atratividade por esse ângulo nas mulheres (Ref.25).





   SINALIZAÇÃO HONESTA PARA AUSÊNCIA DE GRAVIDEZ

          Um interessante estudo publicado em 2016 (Ref.22) trouxe evidência sugerindo que um corpo feminino mais atrativo para o homem seria aquele com uma cintura mais fina, e não necessariamente com uma baixa razão cintura/quadris ou com um busto avantajado. Para explicar essa associação, o autor do estudo propôs duas possibilidades, as quais também já foram exploradas em outros estudos:

I. De alguma forma ter uma cintura mais fina poderia facilitar o ato sexual, dependendo das condições do ambiente associado à prática sexual;

II. Ter uma cintura bem fina seria um indicativo de que a mulher, definitivamente, não está grávida, indicando ao homem que vale a pena investir seu esperma na potencial parceira.


Jessica Rabbit
          No estudo, a preferência sexual dos homens foi investigada com com o uso de várias fotos de mulheres em uma Universidade local e de Playmates (modelos da Playboy), e de imagens artísticas populares (ex.: personagens de desenho animado). Neste último cenário, um dos objetos de análise mais detalhada foi a campeã de votos masculinos: a Jessica Rabbit, um dos símbolos sexuais mais clássicos na história recente, e personagem do filme de 1988 'Uma Cilada para Roger Rabbit' (Who Framed Roger Rabbit, no título original). Mas é interessante também notar que a personagem (Jessica) possui, além da cintura fina, um grande par de generosas mamas, uma curvatura lombar aguda bem pronunciada, e, naturalmente, uma baixa razão cintura/quadril, suportando também as hipóteses previamente discutidas.

          Corroborando em parte esse último estudo, um estudo publicado em 2019 no periódico Evolution and Human Behavior (Ref.26) trouxe evidência suportando que um baixo IMC, baixa razão cintura/coxa, baixa razão cintura/estatura e uma baixa razão cintura/quadril eram sinais altamente confiáveis de que a mulher é jovem, fisicamente e sexualmente madura, e que nunca esteve grávida. Analisando a população Norte-Americana, os pesquisadores mostraram que esse conjunto de características fenotípicas era altamente prevalentes entre mulheres de 15 a 19 anos. Esse cenário contrasta a hipótese da fertilidade, já que máxima fertilidade não é alcançada até 25-30 anos. Além disso, eles mostraram que uma cintura mais fina, em conjunto com quadris ou coxas relativamente grandes, era fortemente associado com nuliparidade (mulher que nunca deu a luz) e com maiores níveis sanguíneos de ácido docosa-hexaenóico (DHA), um ácido graxo importante para o desenvolvimento cerebral de bebês. Nesse sentido, uma mulher com cintura fina e quadris relativamente grandes é muito provável de estar pronta para engravidar e de nunca ter engravidado, trazendo também ricas reservas corporais de importantes recursos reprodutivos.

          Existem várias razões adaptativas para a seleção natural favorecer na nossa espécie machos preferindo fêmeas fisicamente e sexualmente maduras e que nunca engravidaram (núbeis) ao invés de fêmeas mais férteis porém mais velhas: (i) Um macho que forma um par com uma fêmea núbil possui máxima oportunidade para criar um filho com a parceira nos anos subsequentes mais férteis; (ii) uma mulher núbil é mais provável de ter mais parentes vivos que podem ajudá-la a criar os filhos do que mulheres mais velhas; (iii) mulheres núbeis possuem maior chance de sobreviveram por tempo suficiente para os filhos ficarem independentes antes delas morrerem; (iv) uma macho que escolhe uma fêmea núbil evita investir em crianças pertencentes a outros machos, e também evita conflito relativo ao investimento de recursos para a prole.


    ISCAS PARA O COITO

           Vamos agora explorar o ato sexual em si. Voltando à bunda, precisamos primeiro lembrar que, antes dos nossos ancestrais andarem eretos, os quatro membros eram usados para a locomoção. E, como a maioria dos mamíferos, nossa posição sexual preferencial era a por trás (o famoso 'de quatro'), e continuamos, até hoje, tendo ela como preferida, tanto por herança comportamental, quanto por observação constante dos outros mamíferos à nossa volta. Nesta posição, a visão da bunda é privilegiada, e onde ficamos com maior contato no corpo da mulher durante a penetração. Por causa disso, ver uma bunda nos remete imediatamente ao sexo e prazer sexual, e, quanto maior a bunda, mais chamativo o ato sexual se torna para a nossa visão. E, nesse mesmo caminho, as mamas podem exibir um mimetismo similar na nossa espécie, mas em um contexto de moda vestuária. As nádegas humanas são bem avantajadas em aos outros primatas, estes os quais, em geral, possuem um traseiro mais reto e sem relevo. Cientistas acham bem plausível que o decote dos seios nas roupas humanas imitam o 'decote' natural formado pelas duas 'bandas' da bunda. Ou seja, as mulheres com um decote volumoso teriam, praticamente, uma bunda na frente e outra atrás, aumentando, em dobro, o desejo sexual masculino.

Figura 4. Nádegas femininas (foto menor) e um decote generoso: as semelhanças são inegáveis.
       
           As mamas podem também ser mais do que personagens secundários no ato sexual. Quando nossos ancestrais começaram a andar sobre apenas as duas pernas, o sexo cara a cara ("papai-mamãe") começou a ficar tão comum quanto a posição "de quatro". E, se antes a bunda possuía uma visão privilegiada, agora as mamas passariam a ser mais visíveis durante o sexo. Considerando também que a mulher sente prazer ao ser tocada nos mamilos, os indivíduos do sexo feminino começaram, ao longo do processo evolucionário, a estimular ainda mais a "visita" do parceiro às mamas, tornando os mamilos ainda mais visíveis aos homens. E, claro, quanto maior as mamas, mais notáveis elas se tornam. Uma mulher mais satisfeita com o ato sexual passa a fazer mais sexo e gerar mais descendentes que passam o fenótipo de mama avantajada para a frente. E mais: estudos também mostram que o hormônio ocitocina, responsável pela forte ligação afetiva entre mãe e filho (especialmente durante a amamentação), é também liberado quando um parceiro estimula sexualmente os seios, contribuindo significativamente para o orgasmo feminino. E quanto maior as mamas, maior a tendência dos mamilos terem uma grande área, o que aumenta a superfície de prazer. 



   CONCLUSÃO

          Razão cintura/quadril e tamanho das mamas são consideradas importantes características associadas à atratividade no corpo feminino, representando pistas sobre o status de saúde, juventude e/ou fecundidade de uma mulher. Tamanho da bunda não é um fator tão importante quanto comparado de forma isolada, mas, no geral, índice de massa corporal (IMC), razão cintura/quadril, razão cintura/estatura, razão ombro/cintura e o tamanho das mamas/busto e das nádegas/quadril são considerados os mais confiáveis indicadores da fertilidade, saúde, beleza e, provavelmente, de investimento parental. 

          É importante lembrar que outras características físicas no corpo feminino também representam importantes fatores de atração sexual, como a voz e feições faciais. Nas próprias mamas, além do tamanho, o aspecto do bico e a cor da auréola também parecem influenciar na atratividade (Ref.21).


*Sugestão de artigo enviada pelo leitor Bruno Luiz.


REFERÊNCIAS CIENTÍFICAS
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