Artigos Recentes

Polimastia e Politelia: O que são as mamas e mamilos supranumerários?


- Atualizado no dia 25 de novembro de 2026 -

          Uma mulher de 26 anos desenvolveu uma massa axilar com uma secreção branca (leite) após um parto vaginal espontâneo (Figura A). A hipertrofia de uma massa na região da axila no período pós-parto com liberação de leite é consistente com polimastia, ou seja, a presença de tecido mamário acessório ao longo da linha mamária embriônica que falhou em regredir e desaparecer. A paciente foi reassegurada sobre a natureza benigna da sua condição. O caso foi reportado no periódico The New England Journal of Medicine (Ref.1).


   POLIMASTIA

           A glândula mamária é um órgão altamente especializado que emergiu durante a linhagem evolutiva dos mamíferos (1), presente em pares (um em cada lado da parede peitoral anterior). A função primária desse órgão é a secreção de leite. Apesar de presente em ambos os sexos, é bem desenvolvido nas fêmeas e rudimentar nos machos (2). Representando um órgão acessório vital do sistema reprodutivo das fêmeas, a estrutura da glândula mamária é dividida em três partes: a pele, o parênquima e o estroma. Na pele (estrutura externa), encontramos o mamilo e a aréola:

- Mamilo: Uma eminência cônica, está presente no quarto espaço intercostal. Quinze a vinte dutos lactíferos atravessam o mamilo, este o qual também contém fibras musculares lisas circulares e longitudinais, além de ser ricamente enervado. Esses músculos lisos ajudam a tornar o mamilo ereto após estimulação. O mamilo não possui qualquer glândula sudorípara, tecido adiposo (gordura) e cabelos.

- Aréola: A área fortemente pigmentada (rosada ou amarronzada) ao redor do mamilo é chamada de aréola. É uma região rica em glândulas sebáceas modificadas. Essas glândulas produzem secreções oleosas que previnem ressecamento e rachaduras no mamilo e na aréola. Notavelmente, a aréola é desprovida de gordura e cabelo.

Leitura recomendada:

          Polimastia é uma condição congênita rara presente em 1% a 5% da população. Clinicamente se caracteriza pela presença de mais de duas mamas e pode ocorrer em ambos os sexos. Essa condição - também conhecida como tecido mamário acessório ou supranumerário - pode se apresentar com ou sem a presença de mamilos e aréolas extras. 

          Durante a sexta semana de desenvolvimento embriônico humano, a linha láctea (linha de leite ou crista mamária), a qual representa dois espessamentos ectodérmicos, se desenvolve ao longo dos lados do embrião, estendendo da região axilar até a virilha (!). No desenvolvimento normal, a maior parte dos picos mamários embriônicos desaparecem, exceto os dois segmentos na região do peitoral, os quais eventualmente se transformam nas glândulas mamárias, aréolas e mamilos. Falha na regressão e degeneração em qualquer porção da linha mamária pode levar ao quadro de polimastia, com ou sem os complexos papilares da aréola. Portanto, a mama ectópica (fora da região normal de expressão) geralmente ocorre ao longo da linha láctea. 


------------

(!) Um exemplo reportado e descrito em 2018 no periódico Mastology ilustra perfeitamente a linha láctea, onde uma paciente do sexo feminino expressava 8 tecidos mamários, localizados bilateralmente desde as axilas até próximo da virilha. Para imagens do pré-operatório, acesse: Polimastia múltipla ao longo da linha de leite

IMPORTANTE: Um estudo publicado em 2021 no periódico PRS Global Open (Ref.15) potencialmente identificou um novo traço anatômico nos humanos, consistindo de distintos montes de gordura subcutânea - derivados provavelmente de tecido mamário vestigial - ao longo das linhas de leite. O achado foi feito com base em análise de 10 indivíduos adultos do sexo masculino e 10 do sexo feminino com índice de gordura corporal (IMC) normal. Isso sugere que polimastia, em algum grau, está presente em todos os humanos como um vestígio embriológico, ou seja, não representaria uma condição "anômala" ou "patológica" como tradicionalmente descrita.

-------------

          De ocorrência incomum, mas com relatos na literatura médica, tecido mamário ectópico ou mamilos supranumerários (!) podem também estar localizado no rosto, no pé, costas, pescoço, tecido subcutâneo do braço, nos linfonodos axilares, períneo, vulva, nádegas, cavidade pélvica e no ânus (Ref.29). Essas localizações fora da linha láctea podem ser explicadas pela migração de células mamárias primordiais durante o desenvolvimento da parede peitoral ou através da modificação de glândulas apócrinas de suor. 

 

Adolescente de 16 anos de idade com tecido mamário acessório nas costas, e com presença de mamilo e aréola. O inchaço associado estava presente desde a infância, mas se tornou mais notável durante a puberdade. Após remoção cirúrgica por razão cosmética, análise histopatológica confirmou a presença de tecido mamário benigno e um diagnóstico de polimastia. Ref.31

          Aproximadamente um terço dos indivíduos afetados pela polimastia possuem mais de um local de desenvolvimento do tecido mamário ectópico. Na maior parte dos casos, esse tecido não é evidente ou possui significância fisiológica, mas alguns podem aumentar de tamanho no início da puberdade, na gravidez ou na lactação (influências hormonais), e podem ser até mesmo locais para o desenvolvimento de carcinomas. Aproximadamente 67% dos tecidos mamários ectópicos ocorrem nas porções torácica ou abdominal da linha láctea, frequentemente um pouco abaixo da dobra inframamária e mais frequentemente no lado esquerdo do corpo; os outros 20% ocorrem na axila (Ref.5-6). 

          Indivíduos do sexo feminino são duas vezes mais afetadas pela condição (2-6%) do que a população masculina (1-3%), e é bem mais raro o tecido mamário ectópico sofrer hipertrofia no sexo masculino (Ref.7-8).



----------

> As  mamas  ectópicas  podem  sofrer  variações  de  desenvolvimento  próprias  da  mama normal nas várias fases da vida da mulher. Durante a infância, o tecido mamário acessório pode apresentar-se como uma simples mancha ou uma marca de formato côncavo. Desta forma, muitas  mulheres  só  percebem  a  presença  da  mama  ectópica  após  a  puberdade  ou  durante  a gravidez, quando estas, geralmente, aumentam em volume. Na puberdade, hormônios como a prolactina,  a  progesterona  e  osestrógenos  levam  ao  desenvolvimento  dos  lobos,  enquanto  a secreção de glicocorticóides e somatotrofina levam ao desenvolvimento dos ductos. Durante a gestação pode ocorrer a produção de leite nas mamas supranumerárias e secreção de leite a partir de fístulas lácteas .

Leitura recomendada

> Aproximadamente 60-70% das polimastias estão localizadas na região axilar, mas estima-se que apenas 20% de todas as malformações do tecido mamário seja bilateral, ou seja, localizadas nos dois lados do corpo de um mesmo paciente (ex.: axilas esquerda e direita).

-----------

Paciente de 72 anos de idade do sexo masculino, morador de área rural, foi apresentado à unidade cirúrgica de um hospital por causa de um grande inchaço na sua axila esquerda, medindo 25x15x10 cm (foto A). Esse inchaço (mama acessória axilar) vinha gradualmente crescendo desde quando o paciente tinha pouco mais de 20 anos de idade, inicialmente como uma massa indolor do tamanho de um limão. Eventualmente, a massa passou a causar desconforto e a restringir as atividades diárias do paciente, obrigando-o a buscar ajuda médica. Havia também associada à polimastia uma aréola e um mamilo, mas o paciente havia destruído parcialmente essas estruturas através do uso tópico de uma medicina alternativa que prometia resolver o inchaço, mas falhando. Essa destruição deixou uma área cicatrizada e despigmentada (foto B). A massa foi removida cirurgicamente. Ref.20

          Embora muitas vezes assintomática, a polimastia pode englobar sintomas como inchaço e sensibilidade ao toque da região afetada, espessamento da axila e limitação de movimento do ombro, e irritação a roupas. Os sintomas são geralmente agravados com a puberdade e a gravidez. 

          Em alguns casos, outro sintoma notável da polimastia é a secreção de leite a partir de fístulas no tecido mamário acessório. Uma fístula láctea é uma conexão anormal entre a pele da mama e um duto de leite em uma mulher lactante, resultando em um vazamento constante ou esporádico de leite. Essas fístulas podem ser resultado de abcessos, acidentes traumáticos ou complicações cirúrgicas, como biópsia (agulha) ou intervenção cirúrgica em pacientes lactantes (Ref.21). Raramente, essas fístulas podem ocorrer de forma espontânea. Nesse último caso, uma possibilidade é o desenvolvimento inicial de uma galactocele (cisto lácteo) no tecido mamário com subsequente trauma leve na pele que permite o vazamento de leite. A fístula pode ou não secar espontaneamente enquanto a lactação continua, e esse fechamento pode levar várias semanas. O único meio confiável de interromper um vazamento de leite nesse cenário é suprimir a lactação - embora isso não seja recomendado durante o período de amamentação do bebê por óbvia razão.

Secreções de leite em mamas acessórias axilares de pacientes com idades de 28 anos (A), 35 anos (B) e 23 anos (C) durante o período pós-parto de lactação. Em (A), a fístula láctea apareceu após um procedimento de depilação a laser nas axilas. Nos outros dois casos a origem das fístulas não pode ser determinada, sugerindo possível desenvolvimento espontâneo. Ref.22-24

Mulher de 30 anos de idade com uma mama acessória na axila direita (A) que aumentou de tamanho durante a menstruação e no segundo trimestre da sua primeira gravidez e período de amamentação. Durante a lactação, secreção de leite a partir do tecido mamário acessório era observada (B). Na apresentação clínica, a mama acessória possuía 9 x 7 cm e não era dolorosa ao toque. Ref.30

          Importante realçar o risco de câncer. O tecido mamário acessório possui a mesma capacidade de sofrer alterações benignas e malignas observadas no tecido mamário normal. No entanto, câncer de mama em tecido mamário acessório (ex.: carcinomas) é incomum (0,3% a 0,6% de incidência), a maioria afetando a região axilar (Ref.25). Câncer de mama masculino - que representa aproximadamente 1% dos casos desse tipo de câncer - pode também envolver tecido mamário ectópico (Ref.27). Existem múltiplos reportes de alterações benignas, como fibroadenomas [mais comuns] ou hiperplasias, mas a incidência dessas alterações em mamas acessórias é incerta. Como mencionado, a polimastia pode se apresentar como uma forma aberrante que não é acompanhada por um mamilo ou aréola, sendo comumente confundida com lipoma, linfadenopatia ou hidradenite.

----------

As mamas acessórias são frequentemente assintomáticas e, muitas vezes, manifestam-se apenas como um inchaço visível, como observado em nossas pacientes. No entanto, também podem causar dor, limitação dos movimentos do braço, preocupações estéticas, ansiedade relacionada ao risco de malignidade e desconforto durante a menstruação, gravidez e lactação.

Polimastia afeta de 0,2% a 6% da população feminina a nível global, ocorrendo mais comumente na região axilar. Ref.36

> O diagnóstico diferencial para a polimastia inclui cisto sebáceo, fibroadenoma, fibroadenolipoma, hidradenite supurativa, linfadenopatia, malformações vasculares e neoplasias malignas (linfoma e doença metastática).

----------

          Raros casos pediátricos de fibroadenomas em tecidos mamários acessórios têm sido descritos na literatura médica, mas nenhum caso pediátrico confirmado de carcinomas (Ref.28).

 

   (!) Polimastia, Politelia e Pseudomama

          Polimastia, como já explorado, é a presença de mais de um par de mamas no corpo, geralmente - mas nem sempre - ao longo da linha láctea. Porém, nem sempre o desenvolvimento de glândulas mamárias acessórias acompanhará o desenvolvimento de mamilos e aréolas extras. Assim como também o desenvolvimento de mamilos supranumerários (politelia) pode ocorrer com ausência de tecido glandular mamário e/ou de aréola. Aliás, a politelia é uma ocorrência mais comum do que a polimastia. Em particular, quando existe a presença de mamilo e aréola mas com ausência de tecido glandular mamário - geralmente substituído por tecido adiposo - temos a chamada pseudomama.

         Nesse sentido, temos tradicionalmente a classificação dessas condições relacionadas em oito tipos, dependendo da presença ou ausência de estruturas mamárias (Ref.7):

- Classe I consiste de uma mama completa, incluindo tecido glandular, mamilo e aréola;

- Classe II consiste apenas do tecido glandular e mamilo, sem aréola;

- Classe III consiste apenas do tecido glandular e aréola, sem mamilo;

- Classe IV consiste apenas do tecido glandular;

- Classe V (pseudomama) consiste apenas de mamilo e aréola, sem tecido glandular;

- Classe VI (politelia) consiste apenas do mamilo;

- Classe VII (politelia areolaris) consiste apenas da aréola;

- Classe VIII (politelia pilosa) consiste apenas de um tufo de pelos associado com estruturas areolares e/ou glandulares apócrinas.

Paciente do sexo feminino com 34 anos de idade exibindo mama supranumerária completa bilateral (classe I), na região axilar. Na foto, podemos ver a aréola e o mamilo da mama ectópica esquerda. Durante períodos de amamentação, a paciente reportou a saída espontânea de leite pelas duas mamas ectópicas. Ref.17

Mama supranumerária axilar do tipo IV (círculo azul) em uma mulher de 19 anos de idade. A paciente exibia tecido mamário acessório apenas na axila direita. A mama ectópica possuía dutos mamários bem formados e encapsulados por estroma fibroso mas com ausência de mamilo e aréola. Ref.35

          Na politelia, os mamilos supranumerários podem também estar agrupados em uma mesma mama ou região do peito junto com mamilos normais (ou seja, não precisam ser ectópicos). Frequentemente, um deles é funcional, e os outros são rudimentares. Um mamilo supranumerário geralmente não é tão desenvolvido quanto um mamilo normal, e a pessoa pode nem ser capaz de reconhecê-lo imediatamente. Alguns aparecem simplesmente como pequenas protuberâncias sem características familiares de um mamilo, enquanto outros à primeira vista já se assemelham a um mamilo normal - incluindo em especial casos de pseudomamas. A politelia é mais comum em indivíduos do sexo masculino.

  

Um mamilo supranumerário ao longo da linha láctea esquerda de um homem jovem. A condição afeta até 5,6% da população e comumente se desenvolve ao longo da linha láctea. Ref.38

Mulher de 22 anos de idade com mamilo supernumerário na região plantar do pé esquerdo, no caso uma pseudomama caracterizada por mamilo bem formado cercado por auréola e pelos (A). Não havia sintomas de dor, coceira ou alterações no volume ou cor do complexo auréola-mamilo ectópico - o qual media 4 cm de diâmetro e estava presente desde o nascimento. Em (B), visão ampliada do mamilo-auréola. O exame microscópico da derme revelou folículos pilosos, glândulas écrinas e glândulas sebáceas. Tecido adiposo estava presente na base do mamilo ectópico, mas com ausência de tecido glandular mamário. Ref.32

Adolescente de 15 anos de idade, do sexo masculino, com um mamilo supranumerário no antebraço, sem tecido glandular mamário associado (politelia). O paciente também exibia um mamilo acessório no torso, na linha láctea. Os mamilos supernumerários foram removidos cirurgicamente por motivo estético. Ref.33

          A maior parte dos casos de polimastia parecem ser esporádicos, mas aproximadamente 6% são hereditários, com possível traço dominante autonômico. Em 2001, no periódico European Journal of Pediatrics (Ref.13), foi reportado seis casos de politelia ao longo de três gerações de uma família, com o membro mais novo (menina de 11 anos) expressando também uma glândula mamária acessória sob a mama esquerda normal (polimastia). E analisando uma família na África Subsaariana onde todas as três irmãs desenvolveram mama acessória, pesquisadores apontaram que variantes patogênicas no gene FANCC são uma causa provável para polimastia familiar (Ref.39).

          O diagnóstico é, geralmente, realizado através do exame físico e de exames complementares como a mamografia, a ultrassonografia mamária e citologia aspirativa com agulha fina. Depois de realizado o diagnóstico, há duas formas de tratamento para essa patologia: o expectante e o cirúrgico. No expectante, é realizado simples acompanhamento do caso, sem intervenção terapêutica. O tratamento cirúrgico é indicado nos casos em que a mama causa desconforto podendo ser decorrente do aumento do volume, dor e/ou produção de secreção láctea e por alterações estéticas.

         A intervenção cirúrgica de preferência e recomendada envolve a remoção do tecido mamário acessório, além do tecido adiposo e da pele associados. A remoção cirúrgica total é especialmente recomendada para indivíduos com histórico de câncer de mama na família.

          Tanto a polimastia quanto a politelia - quando expressas ao longo da linha láctea - representam um típico exemplo de atavismo em populações naturais. Atavismo é a espontânea reaparição de características ancestrais em membros individuais de uma espécie, ou seja, informações genéticas "adormecidas" em uma espécie que são despertadas ou ativadas por fatores diversos. Em outros mamíferos (canídeos, felinos, roedores, etc.), várias glândulas mamárias se desenvolvem ao longo da linha látea, e os humanos e outros primatas são descendentes evolutivos de mamíferos com a mesma característica. De fato, nosso desenvolvimento embrionário inicial é muito similar ao de vários outros animais, incluindo degeneração de cauda presente no embrião humano.

--------------

> Para todos os mamíferos, o número de tetas (ou mamas) naturalmente presentes ao longo da linha láctea está correlacionado com o número de filhotes por parto. A média de filhotes por parto é igual à metade do número de tetas e o máximo de filhotes por parto é igual ao número total de tetas presentes, como regra geral. Ref.19

> Polimastia, como anomalia, pode ocorrer também em outros mamíferos além dos humanos. Ref.19

Atelia é uma condição congênita caracterizada por ausência de um ou ambos os mamilos no peito ou mamas. A amastia é a ausência congênita e completa de tecido mamário, bilateral ou unilateral.

CURIOSIDADE: O ato de soluçar - frequentemente disparado quando comemos rápido - é associado exclusivamente aos mamíferos e está fortemente ligado à amamentação. Leitura recomendada para mais informações:  Qual a origem do ato de amamentar e a sua relação com o soluço?

--------------


REFERÊNCIAS CIENTÍFICAS

  1. https://www.nejm.org/image-challenge 
  2. Lopez, M. E., & Olutoye, O. O. (2017). Breast Embryology, Anatomy, and Physiology. Endocrine Surgery in Children, 365–376.
  3. https://link.springer.com/chapter/10.1007/978-3-319-72156-9_11
  4. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK547666/
  5. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5293293/
  6. Nayak S, Acharjya B, Devi B. Polymastia of axillae. (2007). Indian J Dermatol;52:118-20. 
  7. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3336208/
  8. https://faseb.onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1096/fasebj.31.1_supplement.lb7
  9. https://link.springer.com/chapter/10.1007/978-3-319-45704-8_6
  10. https://zdravlje.eu/wp-content/uploads/2012/10/10-1348127749.pdf
  11. https://journalajcrs.com/index.php/AJCRS/article/view/30147/56568
  12. https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0190962203004675
  13. https://link.springer.com/article/10.1007/s004310100737
  14. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/19488809/
  15. Teplica et al. (2021) Newly Identified Gross Human Anatomy: Eight Paired Vestigial Breast Mounds Run along the Embryological Mammary Ridges in Lean Adults. Plastic Reconstrution Surgery Global Open 14;9(10):e3863. https://doi.org/10.1097%2FGOX.0000000000003863
  16. Kakamad et al. (2022). Fibroadenoma in axillary accessory breast mimicking carcinoma of unknown primary; a case report with literature review. Annals of Medicine and Surgery, Volume 73, 103179. https://doi.org/10.1016/j.amsu.2021.103179
  17. Lombardi et al. (2022). Mama supranumerária bilateral completa: relato de caso.  Brazilian Journal of Health Review, v. 5, n.5, p.20357-20365. https://doi.org/10.34119/bjhrv5n5-205
  18. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11009143/ 
  19. Anderson et al. (2024). Observations of Weddell seal (Leptonychotes weddellii) supernumerary nipples. Polar Biology 47, 425–429. https://doi.org/10.1007/s00300-024-03228-x
  20. Abebe et al. (2025). Unilateral giant axillary accessory breast in male: Case report. International Journal of Surgery Case Reports, Volume 126, 110666. https://doi.org/10.1016/j.ijscr.2024.110666
  21. Valente & Larson (2015). Milk Fistula: Diagnosis, Prevention, and Treatment. The Breast Journal. https://doi.org/10.1111/tbj.12528
  22. Nityasha et al. (2008). Spontaneous Milk Fistula from an Accessory Breast – an Annoying Complication. Internet Journal of Surgery, Volume 18, Number 2.
  23. Milk Fistula Developing From Accessory Breast After Laser Epilation, Case Report. Osmangazi Journal of Medicine, 47(3):493-496. https://doi.org/10.20515/otd.1605421
  24. Silar et al. (2025). Ectopic breast tissue with milky secretions on the axillae in a lactating Filipino female: A case report. JAAD Case Reports, Volume 63, Pages 61-65. https://doi.org/10.1016/j.jdcr.2025.06.004
  25. Chamorro et al. (2025). Hidden Challenge: Atypical Ductal Hyperplasia in Vulvar Ectopic Breast Tissue. Clinical Cancer Research, 31 (12_Supplement): P5-09-21. https://doi.org/10.1158/1557-3265.SABCS24-P5-09-21
  26. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12527881/
  27. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11655447/
  28. Bokhari et al. (2025). Fibroadenoma arising in axillary ectopic breast tissue in an adolescent female: A case report. Journal of Pediatric Surgery Case Reports, Volume 119, 103041. https://doi.org/10.1016/j.epsc.2025.103041
  29. Tadayon et al. (2025). The pelvic cavity as a novel site for accessory breast tissue: a case report. Coloproctology. https://doi.org/10.1007/s00053-025-00908-y
  30. Ehiagwina et al. (2025). Axillary breast: our limited experience of surgical excision, Journal of Surgical Case Reports, Issue 7, rjaf536. https://doi.org/10.1093/jscr/rjaf536
  31. Jode & Mendhe (2025). Ectopic breast tissue (polymastia). Pan African Medical Journal, 52:166. https://doi.org/10.11604/pamj.2025.52.166.49034
  32. Conde et al. (2006). Pseudomamma on the foot: An unusual presentation of supernumerary breast tissue. Dermatology Online Journal, Volume 12, Issue 4. https://doi.org/10.5070/D339n411b8
  33. Tauchen et al. (2015). A Rare Case of a 15-Year-Old Boy with Two Accessory Nipples: One in the Forearm and One in the Milk Line. Case Reports in Surgery. https://doi.org/10.1155/2015/752479
  34. Camacho & González-Cámpora (1998). Polythelia pilosa: A Particular Form of Accessory Mammary Tissue. Dermatology, Volume 196, Issue 3. https://doi.org/10.1159/000017924
  35. Papaoikonomou et al. (2025). Axillary Ectopic Breast Tissue Presenting With Cyclical Swelling: A Case Study. Cureus 17(5): e83618. https://doi.org/10.7759/cureus.83618 
  36. https://doi.org/10.1177/2050313X251357051
  37. De la Torre, M.; Lorca-García, C.; de Tomás, E.; Berenguer, B. Axillary Ectopic Breast Tissue in the Adolescent. Pediatric Surgery International 2022, 38 (10), 1445–1451. https://doi.org/10.1007/s00383-022-05184-1
  38. Requena & Sangüeza (2017). Supernumerary Nipple. In Cutaneous Adnexal Neoplasms; Springer International Publishing, pp 47–54. https://doi.org/10.1007/978-3-319-45704-8_6
  39. Gowans et al. (2025). Pathogenic FANCC Variants Are Associated with Accessory Breasts in a Sub-Saharan African Multiplex Family. Current Issues in Molecular Biology, 47(11), 875. https://doi.org/10.3390/cimb47110875