YouTube

Artigos Recentes

Os probióticos funcionam?

              

         A descoberta dos probióticos, e suas supostas propriedade benéficas, deflagrou o surgimento de inúmeros produtos alimentícios contendo diferentes tipos de probióticos. Desde os anos 2000, inúmeros estudos são feitos para comprovar a eficácia dos probióticos e otimizá-los. Mas a forma como os milhares de probióticos são produzidos e entregados ao organismo pode torná-los úteis ou inúteis.

         Os probióticos, por definição, são organismos vivos os quais, quando administrados em quantidades ideais, conferem ao indivíduo uma melhora na saúde, principalmente intestinal. Eles são representados pelo grupo das bactérias, e a espécie Lactobacillus casei é a mais conhecida, sendo usada para a fermentação de laticínios e incorporada viva, em grande quantidade, nos leites fermentados ( Yakut, por exemplo), com o objetivo de melhorar o funcionamento do intestino.  Pesquisas sugerem que os probióticos podem cumprir um importante papel em minimizar os efeitos colaterais de terapias com antibióticos; reduzir os riscos de infecções intestinais comuns; aumentar a tolerância à lactose; facilitar a digestão e absorção de nutrientes; e aumentar a força do sistema imunológico. E assim são vendidos ao consumidor. Mas existe um problema: nada disso é realmente comprovado, apenas sugerido, por enquanto. Existem probióticos com maior crédito científico, e existem alguns que nem estudos sérios possuem para confirmar seus benefícios ou, pior, seus possíveis malefícios.

           A flora bacteriana intestinal dos animais, incluindo nossa espécie, é composta por algo em torno de 100 trilhões de bactérias, dividas em mais de 500 espécies. Nós vivemos uma relação de simbiose com elas, onde fornecemos alimentos que as sustentam e estas, através da metabolização dos mesmos, nos proporcionam diversas substâncias benéficas, como, por exemplo, parte do nosso consumo diário de vitaminas K e B, e ácidos graxos de cadeias curtas essenciais à nossa boa saúde. Além disso, esse exército de bactérias ajuda no processo de digestão, sendo fundamental em diversos animais, como os ruminantes e os cupins, os quais precisam de certas bactérias no sistema digestivo para quebrarem a celulose vegetal. Diversos estudos também apontam uma relação íntima entre nossa flora bacteriana e a boa saúde do nosso sistema imunológico. E isso sem contar que o nosso exército bacteriano impede que vários tipos de vírus e bactérias se proliferem no nosso intestino, nos protegendo de graves infecções.

          Sabendo agora o que é e qual é a importância da flora intestinal, é fácil entender a função dos probióticos. Se conseguíssemos adicionar mais bactérias benéficas ao nosso intestino, aumentaríamos ainda mais o poder da flora intestinal. Sim, os probióticos já testados em laboratório e comprovadamente benéficos ( este é outro problema: será que todos disponíveis no comércio carregam um estudo sério por trás?), teoricamente ajudariam a flora intestinal. Mas essa mesma flora é muito complexa, e já convive conosco há milhares de anos, acompanhando nossa evolução. Introduzir novos parceiros no empreendimento intestinal pode ser algo muito mais difícil do que o visto em análises simuladas em laboratório. E a verdade é que não existe nenhum consenso científico que confirme uma significativa ação benéfica do consumo da maioria desses microrganismos. Primeiro, as bactérias ingeridas precisam sobreviver à altíssima acidez estomacal e ao ataque dos sais biliares no duodeno ( primeira porção do intestino - os sais biliares podem desestabilizar fatalmente a membrana celular desses seres, através da forte interação lipídica). Mesmo passando pelo teste de fogo ( como o Lactobacillus cersei) existe agora a ´missão impossível´ delas se fixarem bem no intestino, se adaptarem à ecologia da flora local  e exercerem suas funções benéficas. Muitos estudos mostram melhoras na saúde geral do corpo quando probióticos são utilizados, mas ainda é inconclusivo se os resultados vêm das bactérias ou de outros fatores. Mesmo existindo benefícios comprovadamente gerados pelos probióticos, eles tendem a ser muito mínimos para modificar algo no organismo. E mais: é preciso haver uma grande quantidade de probióticos vivos no produto para existir alguma chance de proliferação deles no intestino. Muitas análises já verificaram que vários produtos alimentares, como os leites fermentados, não os fornecem vivos em um número ideal, principalmente se estão nas prateleiras há um bom tempo.

         Sim, o grande problema é a forma como os probióticos são entregados para o intestino. A maior parte dos benefícios, comprovados ou não, observados em laboratório, são obtidos através de um controle rígido de entrega desses micro-organismos à flora bacteriana intestinal, especialmente a partir de cápsulas de proteção ( tipo comprimidos embalados) para protegê-los do ataque estomacal e outras perdas durante o percurso digestivo. Agora, você pegar um iogurte, ou outro tipo de leite fermentado, em uma embalagem estocada no supermercado, feita em processo industrial corrido, e esperar que metade dos probióticos ali inseridos estão vivos e/ou que chegam inteiros no intestino é querer ter muita fé. Isso sem contar, como já mencionado, o tempo que o produto está parado nas prateleiras, o que pode comprometer muito a saúde da população probiótica vivendo ali. O melhor a se fazer, se você quiser usar os probióticos, é procurar uma ajuda médica e utilizá-los de uma forma mais eficiente, sob orientação profissional. Para se ter uma ideia, 260 tipos de probióticos no mercado, principalmente em produtos alimentícios, tiveram o seu uso e venda vetados pela EFSA ( Autoridade Europeia de Segurança Alimentar) por não possuírem provas científicas de eficácia ( Ref.14)

         De qualquer forma, os probióticos testados em laboratório, mesmo se não trouxerem benefícios significativos, parecem não fazer mal ao corpo. (1) No máximo, você não vai ganhar ou perder nada. Existe, por exemplo, muitas mulheres que usam os lactobacilos do iogurte para aplicarem diretamente no canal vaginal ( sim, a vagina também possui sua flora bacteriana própria), na esperança que eles restaurem ou mantenham o equilíbrio bacteriano na região, prevenindo ou curando as recorrentes  e comuns infecções urinárias femininas. Isto até agora, não possui respaldo científico ( uma melhor aproximação seria a adição de bactérias normais de canais vaginais saudáveis e existem pesquisas neste sentido) No caso de danos causados na flora bacteriana saudável de uma pessoa, devido aos efeitos colaterais dos antibióticos , quimioterápicos e intoxicações alimentares, a recuperação do paciente pode ser feita também através de cápsulas contendo uma boa quantidade de bactérias probióticas com o objetivo de ajudar na recuperação da flora normal do intestino. Quando tomamos antibióticos, por exemplo, não só matamos as bactérias responsáveis pela enfermidade visada, mas também causamos um estrago na flora intestinal, fazendo com que bactérias ´malignas´ se proliferem no caos. Por isso, diarreias, irritação intestinal e problemas na digestão são reações adversas comuns desses medicamentos. Os probióticos viriam para equilibrar a flora bacteriana, introduzindo mais bactérias do ´bem´. Mesmo ainda existindo dúvidas em relação a eficácia da maioria, alguns realmente mostraram benefícios em diversos estudos, como os contendo a espécie Saccharomyces boulardii. Mas, reforçando, eles são entregues ao intestino com a ajuda de cápsulas e em grandes quantidades, sendo que a maioria irá com a garantia de estarem vivos. Além disso, a forma de preparação deles e o tipo de cepa influenciam bastante na eficácia final.

        Em um resumo das evidências de efeitos dos probióticos no tratamento de doenças podemos listar:

1. Alergias: grávidas, mulheres amamentando e crianças pequenas que usam certos probióticos para a prevenção do desenvolvimento de alergias nestes últimos garantem uma menor ocorrência de eczema. Porém, as evidências desse benefício são muito escassas. Para outros tipos de alergia, não existem evidências positivas significativas; (Ref.20)

2. Cólicas infantis: só existem resultados conflitantes e insuficientes na administração dos probióticos para o alívio das cólicas em bebês, onde os choros parecem minimizar com o uso da cepa L. reuteri naqueles que estão sendo amamentados, mas não naqueles que usam fórmulas. São necessários mais estudos de grande porte para elucidar a efetividade desse tratamento; (Ref.21)

3. Síndrome do Intestino Irritável: existem fortes evidências mostrando que os probióticos ajudam a tratar essa síndrome, amenizando os seus sintomas ( exceto o excesso de flatulências), mas é incerto quais as espécies de bactérias são as mais indicadas para o tratamento. Porém, alguns artigos de revisão não conseguiram encontrar conclusão se os probióticos são, ou não, bons tratamentos para essa doença; (Ref.22, 23, 31 e 32)

4. Diarreia causada pelo uso de antibióticos: parece existir bons benefícios dos probióticos para tratar essas situações de diarreias, porém apenas um número limitados de cepas testadas surgiram efeito positivo significativo; (Ref.22)

5. Diarreia em pessoas mais velhas: também existem boas evidências de efeitos positivos dos probiótcos para o prognóstico dessas diarreias. Porém, parece que apenas as bactérias Lactobacillus surtem o efeito clínico desejado; (Ref.29)

6. Constipação Crônica Infantil: estudos clínicos mostram uma eficácia muito superior dos probióticos quando comparado com o uso de placebos. Porém, os estudos são poucos e faltam análises de longo prazo; (Ref.24)

7. Infecções Pós-operatórias: os estudos do uso dos probióticos para tratar as perigosas infecções que surgem após cirurgias são muito escassos. Em cirurgias abdominais, parece existir resultados positivos, porém incertos; (Ref.25)

8. Doenças Cardíacas: existem promessas nessa área, mas, por enquanto, tudo fica no campo das hipóteses e esperanças. Não se sabe ainda os mecanismos que poderiam gerar efeitos positivos dos probióticos na flora intestinal em outras partes do corpo. Provavelmente, através de substâncias produzidas por essas cepas ou inibição do crescimento de bactérias ruins que produziriam substâncias tóxicas para o corpo. Além disso, tudo irá depender da genética, idade, entre outros fatores biológicos de cada indivíduo; (Ref.26)

8. Infecção pela bactéria Clostridium difficile: as infecções intestinais causadas por essa bactéria são um grave perigo para a saúde pública, onde a mesma causa fortes diarreias, dores abdominais, inflamações e lesões no intestino. Só nos EUA, 29 mil pessoas morrem todos os anos por causa dessa bactéria. Probióticos são uma esperança de arma contra ela, mas não existe comprovação de que eles funcionem nesse caso. Várias cepas já foram testadas, mas nenhuma deu resultado significativo como tratamento; (Ref.27) 

9. Infecção pela bactéria Helicobacter pylori: outra perigosa bactéria para o intestino também teve tratamentos com probióticos testados. Apesar de nem todas as misturas de cepas surtirem efeito no combate ao H. pylori, algumas geraram resultados positivos e promissores. A vantagem de se usar probióticos para esse tipo de bactéria é que isso dispensa o uso de antibióticos que acabam ferindo muito a flora intestinal quando administrados; (Ref.30)

10. Crianças mal nutridas: é sugerido que os probióticos, especialmente aqueles de produtos fermentados, possam contribuir para um melhor crescimento de crianças mal nutridas em países sub e em desenvolvimento. Apesar de alguns trabalhos reportarem efeitos positivos, outros não veem diferença no uso de probióticos para melhorar a saúde e crescimento dessas crianças. Ou seja, nada é conclusivo nessa área; (Ref.28)

11. Controle da Glicemia sanguínea: os resultados, mais uma vez, são conflitantes. Porém, analisando os dados de trabalhos científicos, através de de meta-análise e revisão, é possível dizer que o uso de certos probióticos podem ajudar a controlar, modestamente, os níveis de glicose no sangue e otimizar a sensibilidade do corpo à insulina; (Ref.33)

12. Obesidade: não existem provas convincentes de que os probióticos ajudem no manejamento do peso em indivíduos obesos ou com sobrepeso, apesar da flora bacteriana ser suspeita de interferir no controle do acúmulo adiposo no corpo por mecanismos ainda não esclarecidos; (Ref.34)

        Como podemos ver, não existem muitas certezas quando o assunto são probióticos  e seus supostos efeitos positivos na saúde humana, especialmente quando analisamos seu lado ´curandeiro´. Além disso, nem todas as cepas de bactérias probióticas possuem os efeitos antes creditados a elas. E olha que os estudos analisados acima usavam dados de testes clínicos, feitos sob supervisão cuidadosa e entrega segura dos probióticos através do sistema digestório. E, mesmo assim, diversos conflitos de resultados e falhas foram observados. Agora imagina os produtos alimentícios vendidos em supermercados ou como suplementos. Se em 10% deles contiver metade do número de bactérias probióticas prometidas na suas embalagens, eu acho que seria um milagre. Outra: será que a cepa neles contidos é eficiente? Fica a dúvida, porém as propagandas na televisão insistem que esses produtos deixam seu intestino novo como folha e funcionando a pleno vapor. A ciência torce o nariz, mas o lucro de venda não dá a mínima. Aliás, um recente estudo, publicado ano passado, mostrou que os probióticos usados atualmente não parecem modificar a flora intestinal de pessoas saudáveis (Ref.35). Não é que esse estudo esteja condenando os probióticos como fraudulentos, mas, sim, que os efeitos positivos do uso de alguns, comprovados por diversos estudos, ocorram por um processo diferente da antes pensada modificação da flora por colonização das bactérias probióticas. A questão ainda está em aberto. De qualquer forma, isso mostra o quão longe estamos de entendermos o real papel dos probióticos na nossa flora intestinal e o porquê de ser bom estarmos prudentes e desconfiados ao usar produtos ou medicamentos baseados nessas bactérias.

        Atualmente, existem duas formas, comprovadas e eficazes, de aumentar a saúde da flora bacteriana no trato intestinal. A primeira vem com uma dieta alimentar  equilibrada, rica, principalmente, em fibras ( leia este texto para um melhor entendimento). Por isso, muitas vezes achamos que os probióticos estão fazendo bem, mas é só nossa dieta que mudou para melhor. A maioria das pessoas, quando procuram os probióticos, estão em um programa de reeducação da própria saúde, buscando um estilo de vida mais saudável, e, com isso, a dieta também acaba sendo privilegiada. O consumo maior de verduras, frutas e alimentos integrais fornece uma rica e variada oferta de fibras alimentares e outros nutrientes essenciais à nossa boa saúde da flora intestinal ( mas isso não quer dizer que doenças poderão ser curadas ou amenizadas, apenas que as suas bactérias intestinais estarão saudáveis e poderão ajudar a prevenir o surgimento dessas doenças). A segunda solução vem ganhando cada vez mais popularidade no meio médico, mas também é bastante estranha ( para não dizer ´nojenta´...( Risos)). Estou falando da amedrontadora transfusão de fezes ( e é isso mesmo que você está pensando!)! Qual é a lógica? Temos um paciente que está sofrendo com um desequilíbrio bacteriano na sua flora intestinal, e eu tenho um doador que está com sua flora em perfeitas condições. O que fazer? O óbvio: retiramos fezes saudáveis do doador, rica em bactérias benéficas, e introduzimos no paciente. A flora boa irá colonizar o trato intestinal do enfermo, restaurando a saúde do intestino! E esse tratamento já está sendo bastante usado e dando resultados excelentes. Com o refinamento futuro da técnica, ela é, até mesmo, uma esperança de cura para a síndrome do intestino irritável, a qual ainda é um mistério na medicina.

          O conselho que podemos tirar daqui é sempre procurar focar-nos no que é certo e comprovado na prática, principalmente  quando estamos tratando da nossa saúde. Se você quer melhorar o desempenho da sua flora bacteriana, invista mais na alimentação. Algumas pessoas tendem a confiar tanto nos probióticos que não investem na ingestão de fibras, por exemplo, achando que o seu intestino estará totalmente protegido, ou que sua flora bacteriana natural não precisa mais de atenção. Não escolha produtos alimentares, ou pseudo-medicamentos, só por causa de boatos e propagandas duvidosas. Sempre procure um especialista ( um real...) da área ou, no mínimo, pesquise sobre um determinado assunto em fontes confiáveis antes de mudar seu estilo de vida. E, no caso do uso dos probióticos, prefira aqueles que fazem parte de um tratamento médico através de cápsulas farmacêuticas, sob a orientação e supervisão de um profissional de saúde.

(1) Apesar de serem raros, existem alguns estudos que reportam efeitos negativos do uso de certos probióticos em pacientes com certas enfermidades (Ref. 16). Além disso, muitos probióticos lançados no mercado não passam por trabalhos padrões de segurança alimentar, sendo que acabam tendo sua atividade biológica apenas extrapoladas de outras cepas bacterianas comprovadamente inofensivas. Por isso, sempre pesquise antes o probiótico visado para ver se ele possui certificado oficial de segurança alimentar.

OBS.: Não confundir ´probiótico´ com ´prebiótico´. Este último faz referência a nutrientes que podem ser consumidos para fortalecer a saúde da flora bacteriana boa, como as fibras alimentares. Discutirei sobre o assunto em um próximo artigo.

Artigo relacionado: O consumo de leite é prejudicial?

ATUALIZAÇÃO ( 10/12): Algumas pesquisas sugerem que certos tipos de probióticos podem ter efeitos positivos na saúde bucal. Os estudos ainda passam por fases de teste e comprovação. Referência 16

ATUALIZAÇÃO ( 11/06/16): Este artigo sofreu uma atualização, onde foi-se adicionado estudos de análise da eficácia dos probióticos para diversas doenças. Todos os estudos são revisões sistemáticas e meta-análises entre os anos de 2015 e 2016.

REFERÊNCIAS CIENTÍFICAS
  1.  http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/07315724.2007.10719649
  2. http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/07315724.2007.10719649
  3. http://jn.nutrition.org/content/138/6/1250S.short 
  4.  http://link.springer.com/chapter/10.1007/978-3-642-61462-0_6#page-1
  5. http://journals.lww.com/ibdjournal/Abstract/2000/05000
  6. http://ajcn.nutrition.org/content/100/4/1075.short
  7. /Probiotics_and_Inflammatory_Bowel_Disease__Is.7.aspx 
  8. http://journals.lww.com/ccmjournal/Abstract/2012/12000/Probiotics_in_the_critically_ill___A_systematic.22.aspx
  9. http://jpma.org.pk/full_article_text.php?article_id=4007
  10. http://journals.lww.com/nutritiontodayonline/Fulltext/2015/07000/Raw_Milk_Consumption__Risks_and_Benefits.10.aspx
  11. http://www.ispcd.org/userfiles/rishabh/V7I10/V7I10A29.pdf 
  12. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3296087/ 
  13. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3512494/
  14. http://www.nutraingredients.com/Regulation-Policy/EFSA-calls-for-characterisation-work-as-probiotic-resubmissions-loom
  15. http://library.wur.nl/WebQuery/edepot/177309 
  16. http://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736%2808%2960207-X/abstract
  17. http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1198743X14623909
  18. http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0021755714001478
  19. http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1319016413000819 
  20. http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0091674915006363
  21. http://bmcpediatr.biomedcentral.com/articles/10.1186/1471-2431-13-186
  22. http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/apt.12460/full
  23. http://www.nature.com/ajg/journal/v109/n10/abs/ajg2014202a.html
  24. http://adc.bmj.com/content/101/Suppl_1/A25.1.abstract
  25. http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0195670115003849
  26. http://pubs.rsc.org/is/content/articlelanding/2016/fo/c5fo01190f#!divAbstract 
  27. http://www.mdpi.com/2079-6382/4/2/160/htm
  28. http://jhpn.biomedcentral.com/articles/10.1186/s41043-015-0010-4
  29. http://gut.bmj.com/content/64/Suppl_1/A18.1.abstract
  30. http://ueg.sagepub.com/content/early/2015/11/02/2050640615617358.abstract
  31. http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/jhn.12386/abstract?userIsAuthenticated=false&deniedAccessCustomisedMessage=
  32. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4356930/
  33. http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0132121
  34. http://search.proquest.com/openview/253ac4561173168a99c79d073087d0f6/1?pq-origsite=gscholar&cbl=2027396
  35. https://bmcmedicine.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12916-016-0629-z