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Ritalina é a 'Pílula da Inteligência'?


- Artigo atualizado no dia 5 de fevereiro de 2022 - 

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          A procura pela internet vem só aumentando por um medicamento que, supostamente, melhora suas capacidades mentais de processamento de informação, otimiza o seu foco de atenção e aumenta sua inteligência: o cloridato de metilfenidato, ou comumente conhecido como Ritalina. Indivíduos próximos de uma importante prova, como concursos ou vestibulares, ficam tentados a comprarem esse medicamento, sem se preocuparem com os efeitos colaterais ou sua real ação de eficácia. Entre estudantes universitários, então, seu uso está quase virando uma crise de saúde pública. Apenas dão ouvidos ao marketing pesado vendendo a droga como uma 'pílula mágica', estilo aquela do filme Norte-Americano 'Sem Limites' (2011). E o seu consumo, incluindo crônico e abusivo, vem crescendo assustadoramente, entre adultos e adolescentes.

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   RITALINA E O TDAH

          O cloridato de metilfenidato (com o princípio ativo sendo o metilfenidato) é um medicamento utilizado, especificamente, para tratar crianças e adolescentes que sofrem de Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) e no tratamento da narcolepsia nos adultos, sendo este último uso menos recorrente. Seu mecanismo de ação no cérebro ainda não foi totalmente elucidado, e  provavelmente age interferindo no funcionamento das redes neurais responsáveis pela atenção - especialmente o córtex pré-frontal -, a partir da inibição de certas vias de atuação da dopamina. Essa ação assemelha-se ao de drogas ilícitas (ex.: cocaína), fundamentada na elevação do nível de atividade dopaminérgica.

          Disfunção em sistemas neurais espacialmente distribuídos e interconectados é pensado de ser uma das principais causas dos distúrbios comportamentais observados no TDAH. O TDAH é um dos problemas mais comuns que atingem as crianças e, apesar de não ter cura, pode ser amenizada com a ajuda de tratamentos específicos (psicoterápico e  farmacológico). O TDAH é caracterizado, principalmente, por um alto nível de atividade corporal do indivíduo afetado (sempre correndo, sempre falando, etc.), prática constante de ações sem pensar antes de agir e perda rápida de foco, especialmente nos estudos. Esses sintomas acabam dificultando o progresso da criança na escola e as interações sociais com amigos e familiares, sendo uma das maiores preocupações dos pais saber se o filho (ou filha) possui o problema. Ainda não são conhecidas as causas exatas do TDAH, mas fatores genéticos parecem ser os principais determinantes (1). 


          Um estudo publicado em 2019 no periódico Neuroscience (Ref.25) trouxe forte evidência de que o metilfenidato aumenta a conectividade entre o núcleo caudado do cérebro e três estruturas cerebrais chamadas de córtex pré-frontal dorsolateral, hipocampo e precúneo, via intermediação de níveis endógenos aumentados de dopamina na cabeça da caudado. O córtex pré-frontal está envolvido no sustento da atenção; o hipocampo atua na formação da memória; e o precúneo está envolvido em funções motoras, o que pode explicar como esse medicamento afeta a hiperatividade. O estudo foi realizado com base na análise de primatas não-humanos expostos a diferentes doses do medicamento.

           Já em um estudo publicado em 2020 no periódico Neuropharmacology (Ref.28) e envolvendo cientistas Brasileiros, os pesquisadores mostraram que o metilfenidato afeta a atividade do estriado ventral e do córtex pré-frontal, provavelmente aumentando os níveis de norepinefrina nessa última região do cérebro e, consequentemente, interferindo na regulação via dopamina no estriado. O estudo analisou jovens adultos com e sem TDAH, medindo a atividade cerebral destes através da técnica de fMRI durante a realização de um jogo de recompensas. Os achados no estudo também sugeriram que em pessoas com TDAH o estriado e o córtex pré-frontal se comunicam mais ativamente.

          Por fim, em um estudo publicado em 2021 no periódico Translational Psychiatry (Ref.31), analisando 37 crianças e adolescentes com TDAH, padrões multivariados de reduzida eficiência local, predominantemente em regiões subcorticais do cérebro, mostraram representar uma importante assinatura neurobiológica do transtorno. Segundo os resultados do estudo, o que o metilfenidato parece fazer é reajustar esses padrões, aumentando a eficiência local em regiões cerebrais como o giro supramarginal direito.

           Independente dos exatos mecanismos de ação neurobiológica do fármaco, estudos de revisão sistemática e meta-análise realmente mostram que existe uma melhora no quadro de TDAH - sendo essa mais significativa nas crianças - com a administração do metilfenidato. Nos adultos, a eficácia do metilfenidato ainda é incerta, mas evidências acumuladas sugerem moderada eficácia (Ref.32).      

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> Em casos de narcolepsia (condição neurológica crônica no qual o indivíduo tem sono em excesso) existe uma estimulação do SNC, diminuição da fadiga, elevação no ânimo, e aumento da atenção com o uso de metilfenidato.
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   PÍLULA DA INTELIGÊNCIA?

          Desde que começou a ser utilizado de forma terapêutica a partir da década de 1960, o metilfenidato começou a atrair atenção das pessoas em relação às suas atividades de estimulação do sistema nervoso central, de combate à fatiga, de melhora da atenção e de manutenção do estado de alerta. Obviamente, não demorou muito para que esses efeitos terapêuticos se transformassem, entre o público geral, em "Hmm...talvez eu possa ficar mais inteligente com isso". 

          Nesse sentido, um gigantesco marketing ilegal em cima das supostas 'pílulas de inteligência' ganhou espaço. Se você costuma vasculhar a internet com certa frequência, já deve ter se deparado com sites, blogs e anúncios vendendo o medicamento para quem quer obter auxílio nos estudos. De fato, abuso de metilfenidato é frequentemente reportado entre estudantes para a melhora da performance cognitiva ou efeitos eufóricos (Ref.33, 37). Como consequência, o metilfenidato é hoje a droga psicoativa prescrita mais consumida no mundo, com fins médicos e não médicos (Ref.40).

          Em um questionário conduzido entre 2013 e 2016 sobre o uso de metilfenidato entre 696 estudantes (71% do sexo feminino) dos cursos de Bioquímica, Farmácia, Enfermagem e Medicina da Universidade Federal de São João Del-Rei (UFSJ/CCO), 4,3% declararam abertamente que usavam o medicamento sem prescrição médica (Ref.40). Os estudantes, em geral, justificam o uso desse fármaco, mesmo sem necessidade médica, para reduzir o sono e melhorar o raciocínio, atenção, concentração, aprendizado e/ou a memória durante o semestre ou especificamente durante o período de provas.

           NÃO existe mínima evidência suportando melhora cognitiva ou evidência consistente de efeitos benéficos no sistema nervoso central (SNC) de pessoas saudáveis e sem TDAH com o uso de Ritalina e outros psicoestimulantes similares (!). Uma criança com TDAH possui desequilíbrios em sistemas neurais, e a Ritalina age de forma a reverter parcialmente esse desequilíbrio. Se não houver o desequilíbrio, o fármaco provavelmente não terá qualquer ação benéfica. É o mesmo que ocorre com o abuso de multivitamínicos por indivíduos querendo ficar "mais saudáveis". Por exemplo, cálcio é bom para os ossos, e na deficiência desse nutriente na dieta, a pessoa terá problemas ósseos (ex.: ossos fracos); mas isso não significa que seu eu tomar uma quantidade de cálcio acima do requerido pelo meu corpo meus ossos terão "super resistência".  

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(!) Existe uma forma do cloridrato de metilfenidato vendido aqui no Brasil sob o nome de Concerta, onde o princípio ativo se encontra associado a comprimidos revestidos de liberação prolongada (Ref.26). Dimesilato de lisdexanfetamina, conhecido comercialmente por Venvanse, também é usado para o tratamento do TDAH e, assim como o metilfenidato, usado sem prescrição médica para fins diversos, especialmente por estudantes universitários (Ref.36). Geralmente a lisdexanfetamina é usada em pacientes com TDAH para os quais houve falha terapêutica inicial com o metilfenidato. Efeitos  adversos  como  distúrbios  do sono,  perda  de  apetite  e  irritabilidade  podem  ser  mais  frequentes com esse medicamento alternativo e menos  tolerados  por alguns indivíduos.
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         E aqui vai outro ponto importante: mesmo em crianças com TDAH, os benefícios do metilfenidato, em geral, não são robustos. Em adolescentes e adultos a eficácia parece ser menor. Pessoas saudáveis e sem problemas psiquiátricos que relatam ter uma alta melhora no desempenho acadêmico com o metilfenidato estão provavelmente sendo afetadas ou por efeito placebo ou pela própria vontade de querer estudar, ou, talvez, estejam vendendo o medicamento. 

          Além do gasto inútil de dinheiro, usuários de Ritalina ou Concerta ficam suscetíveis a vários efeitos colaterais associados ao metilfenidato, especialmente no contexto de administração a longo prazo ou sob doses abusivas. O alerta é agravado quando lembramos que o mecanismo de ação no cérebro do metilfenidato não é ainda totalmente esclarecido. Entre efeitos colaterais reportados, podemos citar:

- Dores abdominais, náuseas, perda de apetite e vômitos são comuns no início de uso;

- Cefaleia, sonolência/insônia, tontura e discinesia, taquicardia, palpitação, arritmias, alterações da pressão arterial e do ritmo cardíaco, erupções cutâneas, perda de cabelo, boca seca, urticária, febre, prurido e otarragia são comuns no decorrer do uso;

- Pode agravar ou causar alguns distúrbios psiquiátricos, como a depressão, pensamentos suicidas (Ref.35), hostilidade, ansiedade, agitação, psicose (Ref.29, 35), bruxismo (Ref.30) e tiques nervosos.

- Assim como outros estimulantes, é possível que quadros de dependência química se desenvolvam nos usuários, especialmente se as doses forem abusivas. Aliás, o medicamento é frequentemente usado como droga recreativa, de forma similar à cocaína e a anfetaminas (Ref.33). Por isso o metilfenidato é sempre vendido como um 'tarja preta' e fortemente controlado em vários países.

- Pode causar danos retinais, ao aumentar o estresse oxidativo em células fotorreceptoras e levar a efeitos de toxicidade celular via autofagia (Ref.34).

           Aliás,  um estudo recente de revisão sistemática Cochrane com meta-análise, publicado no Scandinavian Journal of Child and Adolescent Psychiatry and Psychology (Ref.24), revelou que efeitos psicóticos - englobando alucinações, problemas de concentração e ansiedade - podem atingir cerca de 1,1%  a 2,5% dos pacientes com TDAH sendo tratados com metilfenidato. Devido à baixa qualidade de evidências e poucos trabalhos publicados sobre o assunto, o estudo não pôde confirmar ou refutar se existe de fato um aumento no risco de efeitos psicóticos oriundos do metilfenidato, apesar das evidências sugerirem que sim.

          Por causa de tantos efeitos colaterais, o uso de metilfenidato deve ser analisado mesmo em crianças com graves quadros de TDAH, onde um estudo detalhado de riscos/benefícios decidirá se a administração do fármaco é justificável. E olha que contraditório: o indivíduo quer tomar o medicamento para aumentar sua capacidade de estudo e absorção de conhecimento, mas pode acabar piorando seu potencial de aprendizagem por conta de efeitos colaterais comumente observados (sonolência, perda de apetite, mal estar, etc.). E o uso indiscriminado do medicamento acaba envolvendo doses inadequadas, piorando a situação. 

          Somando-se a isso, um recente estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Illinois, Chicago, e publicado no periódico JAMA (Ref.23), concluiu que mais de 1/3 dos adultos Norte-Americanos podem estar usando medicamentos prescritos que possuem o potencial de causar depressão ou o aumento no risco de suicídio, incluindo pílulas anticoncepcionais, medicamentos para a pressão sanguínea e outros problemas cardiovasculares, inibidores de prótons, antiácidos, analgésicos, etc., em mais de 200 medicamentos de uso comum investigados. E muitas vezes as pessoas não sabem que tais medicamentos tão comuns estão associados a esses preocupantes efeitos colaterais. Nesse sentido, os pesquisadores também encontraram que 15% das pessoas usando 3 ou mais desses medicamentos de forma conjunta também enfrentavam um quadro de depressão. Como a Ritalina representa um importante fator de risco para o desenvolvimento/agravamento de distúrbios psiquiátricos (englobando depressão e suicídio), usuários desse fármaco podem estar sob alto risco de depressão ou suicídio caso estejam tomando de forma concomitante outros medicamentos também associados a esse risco. Aliás, o Brasil é o maior consumidor de psicoestimulantes do mundo, atrás apenas dos EUA (Ref.27). 


            Outro problema que cerca a questão é que as pessoas normalmente confundem 'déficit de atenção' com 'distrações'. Isso é ainda mais relevante quando colocamos em foco o contexto da atual era da informação, onde estamos sendo expostos a todo momento a uma enxurrada de dados, especialmente a partir de smartphones. A maioria das pessoas não possuem problemas cognitivos ou falta de foco, pelo menos não em um nível onde medicamentos específicos precisem ser prescritos. O que acontece é que o foco está no lugar errado. Sem uma mudança no seu sistema organizacional de estudo, mesmo se existisse uma droga que aumentasse significativamente seu foco de atenção e capacidade de aprendizado, você acabaria aprendendo mais coisas do Facebook e do Twitter, e focando ainda mais sua atenção em vídeos do YouTube.


   RITALINA E AS CRIANÇAS

         Além disso, ainda nesse contexto e fugindo um pouco do tema central, muitas crianças acabam recebendo medicamentos como a Ritalina só porque 'parecem' ter TDAH. Em outras palavras, o medicamento é dado apenas para acalmar a criança, sob o consentimento dos pais, mas sem um bom diagnóstico ter sido feito antes por um profissional da área. Algumas crianças são, naturalmente, mais agitadas do que outras, por exemplo, sem isso significar que elas tenham o transtorno. Não é preciso dizer que isso é uma irresponsabilidade sem tamanho: expor o cérebro em crucial fase de desenvolvimento e maturação a um forte psicofármaco.

          Estudos em ratos têm evidenciado que o uso de metilfenidato em longo prazo em um cérebro em desenvolvimento tem como principais efeitos: déficit de memória, perda de astrócitos, neurônios e diminuição dos níveis e ATP (Ref.39).

          Em uma recente pesquisa de compilação de dados dos relatórios de substâncias psicotrópicas da Junta Internacional de Controle de Narcóticos das Nações Unidas, foi reportado que no Brasil houve um aumento de aproximadamente 6322% na comercialização do metilfenidato entre os anos de 1996 a 2012, período no qual a produção passou de 9kg para a marca de 578kg. Reporte similiar foi também realizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária Brasileira (ANVISA) que divulgou um boletim mostrando um aumento de 75% na venda de metilfenidato, entre os anos de 2009 a 2011, prescrito para crianças e adolescentes brasileiros com idades variando entre 6 a 16 anos (Ref.27).  Inúmeros autores comentam que a multiplicação de diagnósticos psiquiátricos e o aumento de prescrições psicofarmacológicas estão intrinsecamente relacionados à venda e o alto faturamento das indústrias farmacêuticas na atualidade (Ref.27).

          A medicina psiquiátrica e, atualmente, a pediátrica, infelizmente, estão tendendo a prescrever psicofármacos como principal e, na maioria das vezes, exclusiva alternativa terapêutica de tratamento para os mais diversos tipos e estilos de problemas educacionais, sociais, existenciais e emocionais. A banalização e proliferação de diagnósticos de TDAH é um dos sintomas dessa tendência aqui no Brasil. Pais e profissionais de saúde precisam estar mais alertas a essa situação.

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   CONCLUSÃO

          No Brasil, a prescrição de metilfenidato é autorizada legalmente apenas para tratar crianças com diagnóstico de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), além de adultos com narcolepsia ou cataplexia, conforme indicações e faixas etárias aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Devido ao alto risco de dependência química pelo uso de metilfenidato, esse medicamento foi incluído na categoria A3 (substâncias psicotrópicas) e, no Brasil, sua venda e distribuição são controladas. O uso terapêutico do medicamento fora de tais situações não tem sua segurança e eficácia reconhecidas pelo órgão regulador.

          Não existe mínimo suporte científico de que o metilfenidato melhore significativamente a capacidade cerebral de pessoas saudáveis, seja no aprendizado, seja em parâmetros de inteligência. Você dá ponto na pele sem existir uma ferida aberta? Não, não é mesmo? Então não consuma o metilfenidato sem real necessidade psiquiátrica. Uso indiscriminado pode levar a  complicações sérias e o aparecimento de efeitos adversos graves, principalmente eventos cardiovasculares como taquicardia e hipertensão, transtornos psiquiátricos como depressão, psicose e dependência química, bem como do sistema neurológico como discinesia, contrações musculares involuntárias e espasmos, entre outros (Ref.38). E da mesma forma que levar ponto precisa ser algo feito, idealmente, em um hospital, o consumo de qualquer medicamento vendido sob prescrição médica deve também ter o acompanhamento de um profissional de saúde.

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REFORÇANDO.: Existem alguns outros medicamentos com efeitos parecidos com o da Ritalina ou do Concerta, também usados para o tratamento da TDAH. O Modafinil e o Venvanse são exemplos bem conhecidos nesse sentido e estão no mesmo barco do metilfenidato em relação ao uso ilegal. O alerta neste artigo vale também para esses outros fármacos. No Brasil, porém, o mais difundido, de longe, é a Ritalina.
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REFERÊNCIAS CIENTÍFICAS
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