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É hora de mudança no sistema de ensino brasileiro



         Recentemente, a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) publicou um dado preocupante sobre a situação educacional dos alunos brasileiros na faixa dos 15 anos: o desempenho em matemática deles foi muito ruim e nas outras competências, leitura e ciências, a situação não melhorou muito, principalmente porque todas elas estão interligadas. Ficamos entre os 7 últimos em matemática dentro de uma lista que soma 65 países. Para se ter uma ideia, apenas 0,8% dos nossos alunos atingiram os níveis 5 e 6 (mais avançados) na disciplina, enquanto no primeiro lugar, Xangai (China), 55,4% dos alunos alcançaram esses níveis.

         Sim, eu sei, falta investimento na educação e diminuição das desigualdades econômicas. Incentivar nossos jovens a estudar mais ao invés de apenas trabalhar. Bem, mas segundo a OCDE, a taxa de escolarização passou de 65% em 2003 para 78% em 2012. Colocamos mais jovens nas escolas, mas a educação continua lastimável. Eu não quero discutir números aqui e, sim, aproveitar essa pesquisa da OCDE para fomentar outra discussão: o formato do nosso sistema educacional. Há um bom tempo que eu queria fazer um texto sobre o assunto e fazer uma séria crítica ao modo de ensino implantado hoje no nosso país. Para isso, não tomarei referência de nenhuma outra nação. Irei expor o que eu acho que falta no nosso sistema educacional, independentemente se esse modelo não seja seguido por países com um alto nível escolar.

           Bem, começa a aula de biologia, e todos se preparam para receber uma enxurrada de nomes exóticos que devem ser decorados com rigor: polimerase, metáfase, esfingomielina, complexo de golgi, ciclo de Krebs, lisossomos, tripsina, androceu, valva tricúspide, apoptose, retículo endoplasmático liso...Tudo anotado para ser memorizado. Hora da aula de química: distribuição eletrônica nos subníveis da eletrosfera, números de oxidação em um composto covalente, regras de ligação iônica e covalente, nomenclatura dos compostos orgânicos e inorgânicos...Tudo anotado para ser memorizado. Hora da aula de Matemática: resolução de  polinômios de 4° grau, cálculos logarítimicos, relações trigonométricas em diversas sólidos geométricos, números complexos, equações de circunferência...Tudo anotado e memorizado. Aula de português: orações subordinadas subjetivas diretas, próclise, objeto indireto, sujeito indefinido, classificação das coordenações sintáticas...Tudo anotado e memorizado. Física: equações dos circuitos elétricos, matemática termodinâmica, equações de segundo grau dos movimentos acelerados e constantes, relações matemáticas entre lentes...

         Tudo anotado e memorizado. E assim vai indo, com o estudante anotando, memorizando e tentando forçar diversos conhecimentos abstratos que só serão bem explicados e compreendidos no ensino superior. Além desse processo simplificar exageradamente conceitos complexos, a um ponto de vários deles se tornarem errados, o estudante fica saturado de conhecimentos nada práticos ou que possam ser aplicados no cotidiano. E esse é um gigantesco problema.

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         O ensino básico, fundamental e médio deveria ter um foco no cotidiano,  com o intuito de ajudar o estudante a ter uma preparação melhor para conviver bem dentro da sociedade e ajudá-lo a traçar o seu futuro. Encher sua cabeça de nomes complexos, excesso de detalhes no estudo de História e matemática abstrata só terá o efeito de afastar o aluno dos estudos e desincentivá-lo a dar continuidade acadêmica futura em uma área de afinidade. É preciso apresentar informações realmente úteis ao jovem estudante e, ao mesmo tempo, interessantes. Por exemplo, no ensino fundamental e médio, o aluno já é apresentado a regras de preenchimento eletrônico de um átomo nas aulas de química, sendo que isso só será bem explicado no ensino superior. Um monte de contas, regras e nomenclaturas desnecessárias que acabam fazendo as pessoas odiarem essa disciplina, assim como ocorre na matemática.

           Muitos conceitos deveriam ser dados de forma branda na teoria e conjugados com a aplicação prática em eventos reais do cotidiano. O que faz a água ebulir e manter-se na temperatura constante durante esse período? O que é o sabão? O que causa o efeito estufa? O que é o pH e qual sua relação com a cor das orquídeas? Por que o cloreto de sódio derrete o gelo? Por que o óleo e a água não se misturam? O que está causando a acidez dos mares? E o que forma a chuva ácida? Explicando na teoria todos esses fenômenos, com apenas um básico, não estressará a mente e despertará o interesse dos alunos para a química. Conceitos e cálculos complicados ele verá no ensino superior, com calma e constante aplicação do conhecimento. Picotar todo um longo programa universitário e jogar na cara do estudante só traz traumas e repúdio. É preciso explorar as maravilhas da química presentes no nosso dia-a-dia, e não ficar contando elétrons em átomos abstratos. A matéria é composta por átomos e esses são constituídos por elétrons prótons e nêutrons. Pronto, agora aplique esse conhecimento: "Olha, esses elétrons são os mesmos que fazem parte das correntes elétricas da tomada da sua casa e...". Mas, não, o aluno tem que ficar aprendendo regras de agrupamento dos elétrons na eletrosfera, algo inútil, mal explicado pelos programas de ensino médio e cheio de buracos, os quais só serão preenchidos no ensino superior. Ou melhor, nem serão preenchidos, porque o aluno estará completamente desinteressado em continuar perseguindo a Química.

          Outro exemplo é a biologia. Esta deveria ser uma disciplina para explorar as maravilhas da vida e educar os alunos para práticas saudáveis, tanto ambientais quanto humanas. Mas, não, o aluno tem que ficar decorando um monte de processos bioquímicos, estrutura detalhada das organelas celulares, as inúmeras partes de uma planta, uma aula chatíssima de anatomia cheia de detalhes exagerados, nomenclatura das subdivisões dos reinos vivos e um monte de outros conceitos sem aplicação cotidiana ou que possam ser vividos diariamente pelo aluno. A educação sexual fica limitada a períodos isolados no gigantesco conteúdo desnecessário, a educação ambiental é mínima, os básicos das doenças e de como preveni-las ficam também isolados, e a educação alimentar nem é tópico direito de aula. Não é nem preciso dizer quanta coisa bacana dá para se trabalhar em biologia sem ficar vidrado em ensinamentos específicos e inúteis demais para o estudante fora do ensino superior.

           E tudo isso piora com a desmotivação do professor, o qual é mal valorizado pelo país e acaba chegando em sala de aula apenas passando um monte de conteúdo abstrato e sem nem tentar fazer ligação alguma daquilo com o cotidiano do aluno. Sem uma conexão firme entre estudante e matéria passada, não ocorre aprendizado duradouro, motivação ou afinidade com o conhecimento. E outra: o material didático parece não evoluir com a constante modernização. São programas de ensino muito datados, os quais não acompanham a volatilidade do aluno. Hoje, por exemplo, os smartphones, tablets e notebooks fazem parte da vida de todos e precisam ser mesclados com o ensino dentro das salas de aula. É triste ver a maior parte das escolas apenas proibindo esses aparelhos dentro das salas por estes estarem, supostamente, desviando a atenção dos alunos. Não! Isso faz parte agora do aluno, da nova geração. O ensino também precisa fluir por eles e respeitar a nova era das redes sociais e trocas rápidas de informação digital.

           Com a iniciativa do meu projeto Saber Atualizado, eu venho tentando informar da melhor maneira possível sobre tudo o que ocorre de mais relevante no mundo, especialmente na área científica. Tento combater a desinformação, a qual toma conta de tudo e só é tão forte por causa do nosso sistema falho de educação. Por exemplo, durante todo esse tempo em que eu venho escrevendo textos sobre dietas saudáveis e conversando com conhecidos (parentes, pessoal de academia, amigos), eu percebo que a maioria das pessoas, independentemente do status socioeconômico, não sabe analisar uma tabela nutricional nas embalagens e na maior parte das vezes, ignoram sua existência. Elas não têm a mínima ideia do que são proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas, minerais e diversos outros nutrientes/compostos presentes nos alimentos ingeridos diariamente. Isso acontece porque não existe foco algum no ensino de nutrição nas escolas. As pessoas comem apenas guiadas pelo sabor ou baseadas em fatos populares duvidosos. Eu tenho facilidade com ciências porque gosto dessa área e trabalho em pesquisa laboratorial. Mas eu confesso, por exemplo, que sei muito pouco sobre os meus direitos civis de cidadão. Não sei muito bem com quem ou como reclamar de alguma possível injustiça, ou mesmo diferenciar se estou sendo ferido dos meus direitos ou não. Possuo um conhecimento básico, aprendido com o tempo, mas nada ensinado dentro das escolas. É por isso que tantos consumidores são lesados, tantas empresas pisam nos direitos trabalhistas e tantas leis impróprias são criadas sob o nosso nariz de aprovação. E quando descobrimos que fomos lesados, já é tarde demais. 

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           Na minha opinião, grande parte do conteúdo de ensino das nossas escolas deveria ser cortado, deixando apenas o útil e essencial para despertar a curiosidade do aluno e fazê-lo entender melhor o mundo ao seu redor. Ou seja, lapidar as disciplinas que temos hoje. No vácuo do processo de corte, seria perfeito se adicionássemos outras disciplinas, além de otimizarmos outras existentes, como:

1. Nutrição: Hoje, o mundo sofre com uma epidemia de obesidade, diabetes, problemas cardíacos e outras doenças crônicas causadas, em grande parte, pelos mal hábitos alimentares das pessoas. É preciso que o aluno sai da escola sabendo ler uma tabela nutricional e decidir se um alimento vale ou não pena ser consumido ( será que existe um com sabor também apetitoso mas bem mais saudável?). E o mais importante: que ele saiba como montar uma dieta saudável, com todos os nutrientes essenciais a uma boa saúde..

2. Política Nacional: Os brasileiros, infelizmente, não sabem como o nosso sistema político funciona. Eu mesmo só sei algum básico e não tenho muita noção do que ocorre no âmbito fundamental dos três poderes. Se a nossa política é totalmente corrupta e desorganizada, ela só está refletindo o entendimento político do povo. Saber escolher os candidatos e saber qual será o papel de cada um deles no direcionamento do nosso país. Além disso, é preciso conhecer as bases da corrupção, para que melhor possamos consertá-la. Eu adoraria ter tido uma boa disciplina de política nacional na escola.

3. Direito Civil: Ter o nosso direito de cidadãos respeitado é algo mais do que básico se estamos cumprindo bem os nossos deveres. Porém, na nossa sociedade, o que mais ocorre é a exploração e atropelamento ético, devido a uma extrema ingenuidade causada pela falta de educação jurídica. Não é decorar de trás para frente a bíblia dos advogados ( por isso eles existem, claro, são especialistas jurídicos), mas ter um básico funcional, o qual saberá distinguir rapidamente um abuso de direitos, resolverá os pequenos conflitos e saberá quando acionar um advogado, órgãos de defesa ao consumidor ou a polícia em momentos de necessidade.
             
4. Educação Sexual e Saúde Pública: Planejamento familiar, doenças sexualmente transmitidas, orientação sexual e saúde pública em geral são assuntos extremamente sérios e tratados com descaso pela população. Epidemias como a Zika, prevenção da Aids, hábitos saudáveis, métodos anticoncepcionais e discussão de assuntos polêmicos/fortes ( como a questão do aborto, por exemplo) deveriam ser trabalhados desde cedo com os jovens. E é mais do que preciso acabar com o tabu que cerca a educação sexual, porque isso só gera repressão, preconceito, vergonha e danos à saúde pública. Não apenas lidar com as DSTs, mas, sim, promover uma ampla discussão em torno do campo sexual, desde relacionamentos até os diferentes espectros de orientações sexuais. É muito triste que a atividade de maior desejo e preocupação humana seja deixada de lado nas escolas, especialmente durante a adolescência, onde começa a ocorrer os primeiros contatos sexuais.  

5. Filosofia/Sociologia (Reestruturação): É preciso parar de levar essas duas disciplinas para o lado muito teórico ou de discussões não muito frutíferas de pesadores antigos. Sim, é importante os alunos conhecerem um pouco sobre o desenvolvimento filosófico, mas é preciso aplicar mais os conhecimentos em situações reais. Discussões sobre a violência sexual, estética, tolerância cultural, preconceito. Estar sempre pegando a teoria e aplicando-a sobre esses temas de maneira atualizada. Está acontecendo algo de relevante na sociedade? Vamos debater sobre isso imediatamente em sala de aula. Questões religiosas estão se destacando? Vamos discutir. Fortes tendências nas redes sociais? Vamos discutir. Não é deixar para abordar o tema 2 anos depois porque aquilo não estava no conteúdo programado. Interação e intimidade cotidiana, essa é a chave no ensino, especialmente nessas duas disciplinas.

6. Biologia (Reestruturação): Um dos grandes problemas atuais é a questão ambiental. Desmatamento, aquecimento global, poluição das águas, reciclagem. Ou seja, devemos dar um foco maior na conscientização ecológica dos jovens, porque o futuro do ecossistema em nosso planeta está nas mãos deles.

7. Português (Reestruturação): Hoje já ocorre essa tendência, mas é preciso dar um enfoque ainda maior ao treino da interpretação de texto e parar de ficar aprofundando demais em regras gramaticais não muito práticas. Tudo no ensino e nas profissões necessita de uma boa interpretação, desde problemas matemáticos até a análise de um formulário. O Enem está apoiando isso.

8. Geografia e História ( Reestruturação): Passar a abordar temas atuais toda semana, intercalando com o ensino de fatos mais antigos. Além disso, é sempre bom ir relacionando acontecimentos históricos com os fatos atuais. Ficar um mês inteiro ensinando sobre as guerras Napoleônicas e ignorar tudo ocorrendo no presente ao redor é uma grande perda de tempo e saco dos alunos.

9. Educação Física (Revisão/Fiscalização): Aqui no Brasil criou-se a ideia de que aula de Educação Física é uma espécie de "recreio" onde os alunos saem para jogar bola. De fato, muitos professores apenas usam o horário da aula para soltar os alunos e deixarem eles escolherem o que bem entenderem fazer. Mas essa disciplina deveria ter como foco principal a conscientização dos alunos do bem que as atividades físicas proporcionam. A prática deveria estar aliada com a teoria e vários programas dentro da disciplina deveriam reforçar a importância do esforço físico para a manutenção de uma boa saúde. Vai ser uma aula de futebol? Mostre os músculos sendo trabalhados e todas mudanças sendo geradas no corpo, mostrando os fatores positivos dessa prática. E seria fundamental também variar bastante as modalidades sendo praticadas e tentar buscar perfis de aptidão individual dentro da turma, para tentar estimular todos a buscarem o esporte, onde até mesmo a musculação deveria estar entrando no cronograma de ensino. Com o mundo sedentário de hoje, essa é uma das matérias do currículo escolar mais importantes, onde o objetivo deveria ser estimular os estudantes a sempre buscarem as atividades físicas em suas vidas, e não apenas abandonarem eles em um pátio com uma bola na mão.

10. ´Filtragem de Informações´: Essa deveria ser a mais importante, mas não de forma isolada, e, sim, incorporada junto à todas as outras disciplinas. No final de cada aula, o professor indicaria fontes seguras de pesquisa na internet sobre o assunto abordado no dia. Um aluno que ficou realmente interessado no conteúdo da aula, irá tentar buscar mais informações a respeito, tanto por causa de uma dúvida íntima quanto por pura curiosidade. Mas onde buscar tais informações? Com os professores sempre ensinando onde buscar fontes confiáveis, isso acostumaria o jovem a sempre saber filtrar bem as informações encontradas pela internet. Isso ajudaria a combater um dos maiores problemas enfrentados atualmente: a desinformação, propagada, principalmente, dentro das redes sociais. "Estou buscando informações sobre o Zika vírus. Será que acesso o site do Ministério da Saúde ou o da ´donamaricota.com´, neste o qual é dito que a vacina da rubéola é a causadora da microcefalia?" Existe, por exemplo, o ´Google Acadêmico´, onde foca-se na reunião de artigos científicos no sistema de buscas, e é onde as informações tendem a ser muito seguras. Porém, poucos sabem disso.

           Em todas essas reformulações escolares, seria necessário também fazer com que o aluno participasse mais da aula. Mas isso seria bem mais fácil, já que, como o seu cotidiano está sendo bem mais trabalhado dentro das salas de ensino, ele ficaria mais empolgado em participar das discussões. Muito especialistas apoiam o sistema atual porque com uma maior complexidade abstrata dentro das disciplinas, o aluno é desafiado mais, fazendo-o trabalhar mais o cérebro e ser mais criativo. Eu discordo veemente e os dados da OCDE deixam isso bem claro. Vamos lá:

1. O aluno estimula sua criatividade com o grau de entusiasmo nas aulas, com a fome de querer aprender mais e com a maior compreensão do mundo ao seu redor. Forçar ele a trabalhar mais o cérebro com coisas abstratas e desnecessárias para o seu cotidiano só gerará ódio escolar, frustração e futuro desvio dos estudos. Aspectos mais aprofundados/específicos de uma disciplina deveriam apenas ser vistos com calma no Ensino Superior;

2. Assuntos desnecessários apenas ocupam o lugar de outras matérias realmente úteis para a formação saudável de um jovem cidadão, como as disciplinas sugeridas por mim anteriormente.

3. O conteúdo mais próximo da realidade vivida pelos alunos é fixado muito mais, já que eles, constantemente, estarão presenciando o conhecimento adquirido na escola por todo lugar que eles passem. Nome de todas as organelas celulares e expressões de 4° de um polinômio ele só fará questão de lembrar, no máximo, um dia antes da prova, e nervoso.

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        Bem, essa é a minha opinião. Não sei se alguma escola já aplica esses conceitos aqui no Brasil, mas estou baseando tudo isso no ensino geral brasileiro e nas minhas experiências escolares, as quais não mudaram muito nesses últimos anos. Não sei se o meu sistema funcionaria perfeitamente na prática, mas qualquer avanço nesse sentido seria meio caminho andado, pelo menos na minha visão. E, é claro, para que tudo isso seja um dia realmente efetivo, a profissão do professor precisa ser melhor valorizada no Brasil, já que ele é a via principal de transmissão do conhecimento. A escola precisa ser a mão que abre as portas da sabedoria nos jovens, e não garras que as fecham para sempre.

         Vocês possuem mais alguma sugestão de reforma educacional? Comentem...:)

Artigo relacionado: As prisões servem apenas como punição?

Estudo OCDE: http://www.oecd.org/education/helping-the-weakest-students-essential-for-society-and-the-economy-says-oecd.htm

                                E uma grande dica para os educadores de qualquer área:


          "Se você não consegue explicar algo de forma simples, significa que você não entendeu o assunto bem o suficiente" - adaptado, Albert Einstein

         Muitas vezes os alunos não conseguem entender uma matéria passada por um professor e acham que a culpa é deles por não conseguirem acompanhar o ´gênio´ ensinando. Mas por trás dos termos complicados e ideias abstratas demais transmitidas por muitos professores, esconde-se uma má compreensão da matéria por parte destes, e isso faz com que seja impossível o conhecimento ser moldado em formas mais fáceis de serem absorvidas pelos alunos. Se você não domina bem um conhecimento, não será capaz de manipulá-lo em favor do ensino. Um bom professor que domina bem a matéria lecionada sempre cria pontes em direção aos alunos, nunca barreiras.

         Essa é uma dica direcionada também aos "sábios" de plantão que gostam de usar palavras difíceis para confundir o público, estabelecer uma suposta superioridade e disfarçar suas distorcidas verdades. 

ATUALIZAÇÃO (03/06): Uma amiga sugeriu que outra disciplina de extrema importância que deveria ser lecionada nas escolas seria o ensino de técnicas básicas de primeiros-socorros! Excelente sugestão, já que várias vidas poderiam ser salvas se as pessoas tivessem um conhecimento básico para lidar com situações de emergência na área de saúde. Massagem cardíaca, manobras para casos de engasgamento, o que fazer em caso de queimaduras, etc. Poderia também ser um dos tópicos abordados na disciplina de ´Educação Sexual e Saúde Pública´.

ATUALIZAÇÃO (11/07): Meu irmão sugeriu que fosse aplicado uma disciplina de culinária nas escolas. Isso incentivaria as pessoas a preparar mais a comida em casa, ao invés de pedir lanches rápidos ou outros produtos nutricionalmente inadequados, já que muitos não sabem preparar uma refeição mais completa ou complexa.

ATUALIZAÇÃO (14/01/17): A nova proposta de reforma na educação implantada pelo governo, infelizmente, apenas interfere nos horários de aula e distribuição das disciplinas, e não lida com a questão do conteúdo sendo administrado ou com a forma dessa administração. Em outras palavras, é apenas mais uma maquiagem acionada pelas autoridades governamentais.

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