YouTube

Artigos Recentes

Cintura fina e bunda grande é realmente o melhor?

    


        Estudos feitos pela Universidade da Califórnia (1), desde 2013, parecem desbancar o dogma de que a gordura abdominal, a famosa pança, é o pior tipo de acúmulo de gordura no corpo (2).

         É bem estabelecido no meio científico que a gordura na cintura, através de compostos liberados das suas células adiposas, é a maior contribuidora para o surgimento de inflamações no corpo, hipertensão e resistência à insulina. De acordo com essa nova pesquisa, a gordura acumulada nos glúteos, podendo englobar a da coxa, é tão danosa quanto a abdominal. Aquele teste medindo a razão entre a cintura e quadris ( RCQ), portanto, pode não ser tão confiável assim.

Dependendo da quantidade de gordura acumulada nos quadris, esse teste não teria utilidade


          Dessa forma, as mulheres com bundas enormes ( por causa de um grande acúmulo de gordura) e cintura fina poderiam estar sendo tão prejudicadas quanto aquelas com barriga grande e nádegas menos salientes. E caso o acúmulo seja nas duas partes, o grande efeito negativo pode estar sendo somado. E eu estou enfatizando o grupo das mulheres, porque elas, devidos aos seus hormônios sexuais, tendem a acumular bastante gordura nos quadris e menos na cintura, ao contrário dos homens. Mas o aviso é para ambos os sexos.

          De qualquer forma, todo grande acúmulo adiposo no corpo é prejudicial e deve ser evitado com mudanças na dieta e práticas de exercícios físicos regulares. Apesar disso, é também preciso lembrar que esse estudo na Califórnia é uma exceção, e a maioria majoritária dos estudos ainda defende que a circunferência abdominal e razão entre ela e o quadril são marcadores muito melhores para predizerem riscos associados à obesidade (2).

(1) Referência científica: http://press.endocrine.org/doi/abs/10.1210/jc.2012-3673

(2) Referências científicas:
  • http://content.onlinejacc.org/article.aspx?articleid=2510363
  • http://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/download?doi=10.1.1.418.302&rep=rep1&type=pdf
  • http://eurheartj.oxfordjournals.org/content/28/7/850.short
  • http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1365-2796.2003.01229.x/full
  • http://heart.bmj.com/content/early/2014/06/24/heartjnl-2014-305816.short