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Álcool e Gravidez: Nunca!



          Muitas pessoas não sabem, mas o consumo de bebidas alcoólicas durante a gravidez pode ser extremamente prejudicial em qualquer estágio de desenvolvimento fetal, não importando a  quantidade ingerida e a frequência.  A recomendação dos órgãos internacionais de saúde é cortar completamente o consumo de álcool pelas mulheres grávidas.

         Entre diversos danos que o consumo alcoólico pode causar para o embrião/feto destaca-se o FASDs (Espectro de Desordens Alcoólicas no Feto, na sigla em inglês). O FASDs engloba diversos sintomas que incluem problemas físicos, comportamentais e prejuízos intelectuais que duram o resto da vida. Além disso, existe um risco aumentado para o aborto espontâneo, nascimento prematuro, morte no nascimento e SIDS (Síndrome da Morte Infantil Súbita, na sigla em inglês). E qualquer quantidade de etanol (o álcool presente nas bebidas) pode passas pela placenta e representa um grande risco para o desenvolvimento do feto.


            O grande problema nas medidas de prevenção aos danos causado pelo etanol nas grávidas é que cerca da metade das gravidezes não são planejadas, e, mesmo se planejadas, grande parte das mulheres não percebem que estão grávidas até períodos entre 4 e 6 semanas de gravidez. Com isso, o consumo alcoólico pode estar elevado durante o período inicial da gravidez, escalando muitos danos irreversíveis. Por isso é importante o investimento em métodos preventivos de gravidez, como pílulas anticoncepcionais, DIU e camisinhas (especialmente aqui no Brasil, onde o aborto é ilegal em quase todas as situações) e parar completamente de beber quaisquer preparados alcoólicos se você estiver tentando engravidar.

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           Caso você seja moderadamente ou altamente alcoólatra, procure ajuda profissional para parar e peça para as pessoas ao seu redor a não te incentivarem a beber durante o período de gravidez ou de busca da gravidez. Nem um copinho nos finais de semana é permitido, de acordo com o atual consenso médico. Imagina o consumo de grandes quantidades.

Artigo relacionado: A problemática questão do autismo

AVISO DO CDC (Centro de Controle de Doenças dos EUA) SOBRE A RECOMENDAÇÃO DE CORTE TOTAL NO CONSUMO ALCOÓLICO PELAS GRÁVIDAS: http://www.cdc.gov/vitalsigns/fasd/index.html

ATUALIZAÇÃO (25/10/17): Mais um estudo, dessa vez realizado pela Universidade de Binghamton, no Estado de New York, reforçou que qualquer quantidade de bebidas alcoólicas, não importando se é uma única vez ou não, pode causar danos no feto durante a gravidez. A partir de testes com ratos fêmeas na 12° dia de gestação - onde a exposição foi feita com vapores de etanol durante apenas 6 horas e uma única vez - os pesquisadores determinaram que mesmo uma pequena ou moderada quantidade de álcool produz uma significativa quantidade de mudanças negativas no cérebro ligadas à ansiedade nos filhotes/bebês, a qual dura na adolescência e na idade adulta. Os resultados mostram, mais uma vez, que o consumo alcoólico deve ser completamente nulo durante a gravidez, porque o feto é muito sensível a essa substância, na pior forma possível. Publicação do estudo: FrontiersIn