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Bebidas alcoólicas e Gravidez: Nunca!



- Artigo atualizado no dia 10 de junho de 2019 -

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          Muitas pessoas infelizmente desconhecem esse alerta, mas o consumo de bebidas alcoólicas durante a gravidez pode ser extremamente prejudicial em qualquer estágio de desenvolvimento fetal, não importando a  quantidade ingerida e a frequência.  A recomendação dos órgãos internacionais de saúde é cortar completamente o consumo de álcool pelas mulheres grávidas.

         Entre diversos danos que o consumo alcoólico pode causar para o embrião/feto destaca-se o FASDs (Espectro de Desordens Alcoólicas no Feto, na sigla em inglês). O FASDs engloba diversos sintomas que incluem problemas físicos, comportamentais e prejuízos intelectuais que duram o resto da vida. Além disso, existe um risco aumentado para o aborto espontâneo, nascimento prematuro, morte no nascimento e SIDS (Síndrome da Morte Infantil Súbita, na sigla em inglês). E qualquer quantidade de etanol (o álcool presente nas bebidas) pode passas pela placenta e representa um grande risco para o desenvolvimento do feto.



          Um estudo realizado pela Universidade de Binghamton, no Estado de New York, e publicado em 2017 no periódico frontiers in Behavioral Neuroscience (Ref.2), reforçou o consenso médico de que qualquer quantidade de bebidas alcoólicas, não importando se é uma única vez ou não, pode causar danos no feto durante a gravidez. A partir de testes com ratos fêmeas na 12° dia de gestação - onde a exposição foi feita com vapores de etanol durante apenas 6 horas e uma única vez - os pesquisadores determinaram que mesmo uma pequena ou moderada quantidade de álcool produz uma significativa quantidade de mudanças negativas no cérebro ligadas à ansiedade nos filhotes, a qual persiste na adolescência e na idade adulta. .

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           O grande problema nas medidas de prevenção aos danos causado pelas bebidas alcoólica às grávidas é que cerca da metade das gravidezes não são planejadas, e, mesmo se planejadas, grande parte das mulheres não percebem que estão grávidas até períodos entre 4 e 6 semanas de gravidez. Com isso, o consumo alcoólico pode estar elevado durante o período inicial da gravidez, escalando muitos danos irreversíveis. Por isso é importante o investimento em métodos preventivos de gravidez, como pílulas anticoncepcionais, DIU e camisinhas (especialmente aqui no Brasil, onde o aborto é ilegal em quase todas as situações) e parar completamente de beber quaisquer preparados alcoólicos se você estiver tentando engravidar.

          Aliás, um estudo recente publicado no periódico Development (Ref.3) encontrou que mesmo exposições às bebidas alcoólicas pouco antes da fertilização (entre 4 dias antes e 4 dias depois) causa danos à placenta ao restringir seu crescimento e funções. A bebida alcoólica em torno do tempo de concepção reduz a formação de vasos sanguíneos na placenta, levando a insuficiências na entrega de nutrientes para o embrião. A placenta de embriões do sexo feminino foram os que mais expressaram danos no estudo, com redução de até 17% no tamanho e 32% menos formação de vasos.

           Caso você enfrente problemas com o alcoolismo e esteja querendo engravidar, procure urgentemente ajuda profissional para parar e peça para as pessoas ao seu redor a não te incentivarem a beber durante o período de gravidez ou de busca da gravidez. O consumo deve ser zerado, sem exceções.


Artigo recomendado: A verdade por trás dos supostos benefícios à saúde oriundos do consumo alcoólico


REFERÊNCIAS CIENTÍFICAS
  1. http://www.cdc.gov/vitalsigns/fasd/index.html 
  2. https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fnbeh.2017.00183/full 
  3. https://dev.biologists.org/content/146/11/dev172205