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Por que ficamos arrepiados?



           É só o tempo esfriar e já estamos lá, tremendo de frio e com os pelos todos arrepiados. E não é só com o frio intenso que essa reação é disparada. Sempre que ficamos muito emocionados, sentimos um toque diferente na pele ou até mesmo quando estamos com medo, os pelo ficam a postos, eriçados. Mas por que isso acontece?
         
           Quando estamos com frio, por exemplo, minúsculos músculos que ficam anexados aos pelos da pele se contraem, ação comandada, principalmente, pelo hormônio adrenalina. Essa contração força os pelos a se erguerem ( lembre-se: os pelos não são estruturas vivas, sendo formados apenas por proteínas; os músculos é que puxam eles), até a sensação de frio passar. Nos animais ( mamíferos e aves), os quais, normalmente, possuem uma grossa camada de pelos/penas, esse eriçamento cria uma camada alta sob a pele que mantém o ar aquecido aprisionado por mais tempo perto do corpo, ajudando significativamente na manutenção da temperatura corporal.  E quanto mais densa e grossa a pelagem, melhor é a função ´cobertor´. Em nós, o arrepio é inútil para manter a temperatura, porque possuímos muito pouco pelo, além deste ser bem fino. Ficamos dependentes apenas da tremedeira mesmo ( trememos o corpo quando estamos com frio porque a movimentação muscular gera calor no processo, ajudando a nos aquecer).

Em nós, os arrepios não servem para nada, sendo apenas uma herança evolutiva
             Outra utilidade dos pelos arrepiados é bem conhecida por todo mundo. Os animais peludos, e diversas aves, quando estão assustados, estressados ou preparadas para lutar, eriçam os pelos/penas para parecerem maiores e, assim, colocar medo em seu atacante. É fácil perceber isso quando um gato se depara com um cão na rua, com os bichanos se contorcendo e virando uma bolota de pelos eriçados. Mais uma vez, isso é inútil para nós, pelos motivos já explicados. De fato, o arrepio só é útil para os outros animais, mas acabamos ficando com essa herança genética dos nossos antepassados mais peludos.

Gato acuado e prestes a atacar/Imagem:Imagem: fistro.com

            Para  completar, falta responder porque ficamos arrepiados quando estamos vivenciando algo muito emocionante ou sentimos algum toque diferente na pele, além de outras sensações que variam de indivíduo para indivíduo. É simples: certas sensações específicas esbarram nos mesmos sensores relacionados com as sensações de medo, estresse e frio sentidos pelo cérebro quando o mesmo induz o arrepio no corpo.