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Os invencíveis tardígrados!

                           

      Os tardígrados podem não ser os maiores animais da Terra, mas são, de longe, os mais resistentes ainda conhecidos. Não passando dos 1,5 milímetros e englobando cerca de 900 espécies, estes animais suportam os extremos ambientais que não poderiam nem ser sonhados pelos outros.

Microscopia eletrônica de um tardígrado
         Começando pela radiação, os tardígrados podem sobreviver à dosagens letais de raios-x e partículas alfas( radioativas) sem nenhum problema. Em testes feitos no espaço, eles sobreviveram vários dias no completo vazio, em pressões inexistentes e sem ar, sendo atacados violentamente por radiações mortais vindos do Sol, sem nenhuma atmosfera de proteção. Em outro extremo, em altíssimas pressões, eles foram capazes de suportar 600 MPa de pressão, algo que não é encontrado nem nos mais profundo oceano e onde nem as mais resistentes bactérias conseguem passar vivas dos 300 MPa. Agora indo para territórios quentes, os tardígrados saem saudáveis de um aquecimento de 150°C, uma temperatura que significa destruição do DNA e proteínas de todos os outros animais! E, novamente, indo para outro extremo, eles resistem à temperaturas beirando o zero absoluto( 273,15°C negativos!)! Em experimentos feitos em laboratório, eles conseguiam sobreviver horas e horas submersos em hélio líquido à 272°C negativos, e serem ressuscitados depois de serem retirados de lá!

Os tardígrados apresentam diversos cores e características únicas
       
           O mais impressionante destes animais é capacidade de resistirem ao estado de seca absoluta. Quando estão sem água disponível, eles se encolhem todo, abaixam seu metabolismo para apenas 0,01% do normal(!!!) e podem passar décadas nesta estado de quase morte, para depois saírem andando felizes quando qualquer gota de água que aterrisse sobre eles.

            Os mecanismos adaptativos encontrados no corpo do tardígrados ainda não são totalmente conhecidos, e existe debates se a resistência deles vêm mais de reparações ou proteções celulares. Mas uma coisa é certa: eles estão aí há mais de 500 milhões de anos e vão continuar ainda muito mais!