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Antigos Celtas e suas coleções de cabeças inimigas


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          Fontes Clássicas Gregas e Romanas sempre relataram um sinistro ritual praticado pelos Antigos Celtas no século III a.C., na região da Gália, durante a Idade do Ferro: a decapitação de inimigos derrotados em batalha e a exposição pública delas, incluindo pendurados no pescoço de cavalos. Além disso, esses antigos textos descrevem que os guerreiros Celtas 'embalsamavam' essas cabeças para preservá-las o máximo de tempo possível. No entanto, historiadores e arqueólogos nunca souberam ao certo como - ou se -, as cabeças eram realmente preservadas.

          Escavações recentes em Le Cailar, no sul da França, revelaram um considerável número de exemplos dessa prática, englobando vários crânios de cabeças decepadas junto a armas e representações iconográficas. Analisando esses crânios, pesquisadores encontraram traços de substâncias químicas que parecem ter finalmente esclarecido o mistério por trás do embalsamento Gaulês de cabeças.

  • OBSERVAÇÃO: A parte inicial deste artigo explora a tão controversa história por trás das tentativas de definição de quem eram os Celtas e onde e quando eles viveram. No tópico 'GAULESES E A DECAPITAÇÃO DE INIMIGOS' o novo estudo é discutido.

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   QUEM ERAM OS CELTAS?

           Os debates acadêmicos sobre o povo e a cultura Celtas são fervorosos e uma exata definição sobre quem foram os Celtas ainda não foi alcançada com satisfação, seja em termos genéticos, étnicos arqueológicos e/ou linguísticos. A mais amplamente aceita definição diz que 'Celtas são os falantes de linguagens Célticas ou cujos ancestrais recentes falavam linguagens Célticas'. Porém, essa definição já enfrenta um dilema moderno, porque os Galicianos e os Asturianos no noroeste da Espanha se identificam como Celtas mesmo com as linguagens Célticas não sendo faladas nessa região há pelo menos 1500 anos.


          Um artigo publicado em 2015 no periódico Archaeologies (Ref.6), de autoria do pesquisador Harriet Donnelly, argumentou que os Celtas não deveriam ser definidos como um grupo ou povo, e, sim, como um rótulo para uma intricada rede de comércio e de comunicação englobando vastas regiões na Europa continental e nas ilhas Britânicas pelas tribos Europeias durante a Idade do Ferro.


          Além da persistente pergunta 'Quem eram os Celtas', existe também um outro questionamento em grande parte consequente do primeiro: 'Quando eles viveram?'. Podemos tentar dividir os Celtas em diferentes períodos:

1. Celtas Proto-Históricos: Os Celtas pertencem à Proto-História, o período entre Pré-História e História, quando povos que não possuíam um sistema de escrita viviam junto com povos que o possuíam. Entre os Celtas, conhecimento era passado de forma oral. Eles apenas deixaram para trás algumas poucas inscrições (usando alfabetos emprestados) o que não nos diz nada sobre a sociedade na qual estavam inseridos. Já os Gregos e Romanos escreveram em abundância sobre os Celtas. Para os Gregos, os Celtas eram conhecidos como Keltoi, Keltai ou Galatai e para os Romanos como Celti, Celtae e Galli. As primeiras menções aos Celtas foram feitas por autores Gregos, entre 540 e 424 b.C., mas as mais valiosas informações são provenientes dos Romanos, já que estes estavam em plena expansão e em contato direto com os Celtas nas fronteiras do Norte.

Os historiadores sabem que existem pessoas chamadas 'Celtas' antes mesmo que registros escritos começassem a aparecer no século V a.C., baseando-se nas mais antigas fontes, Hecataeus e Herodotus, as quais citam que os Celtas já estavam estabelecidos no sudoeste da Ibéria, na França central e provavelmente no sul da Alemanha. Além disso, inscrições em linguagens Célticas, talvez tão antigas quando o século VII a.C. ou VIII a.C., podem ser encontradas no norte da Itália, sul e nordeste da França, e possivelmente na Espanha. Portanto, pessoas chamadas de Celtas e as linguagens Célticas já estavam disseminadas ao longo da Europa pelo século V a.C., o que significa que a expansão tanto das linguagens quanto do grupo étnico pertencem, no mínimo, à Idade do Ferro Inferior.

Ainda muito debatido, os Celtas possuem uma origem inicial incerta, ao redor do 3° milênio a.C., durante a Era Neolítica, ou no final do 2° milênio a.C., ao final da Idade do Bronze. Mas algo é certo: os Celtas estavam vivos ao longo de praticamente toda a Idade do Ferro (VIII-I a.C.).

2. Antigos Celtas (500 a.C. - 500 d.C.): Referências aos Celtas no Mundo Antigo ocorreram englobando um período em torno de 1000 anos, a partir de ~500 a.C (Hecataeus) até o século V d.C. (Sidonus Apollinaris). Infelizmente, não existe conhecida a definição clara de um Celta a não ser esteriótipos e descrições feitas por Júlio César da área geográfica onde os Celtas ocuparam na Gália. Mas existem dois autores antigos que consideravam a si mesmos como sendo parcialmente Celtas - o poeta Martial, da Bilbilis (próximo da região hoje da Catalunha, Espanha) e de Sidonius Apollinaris, bispo de Clermont-Ferrend em meados do século V d.C. -, e um historiador, Pompeius Trogus da tribo de Vocontii, o qual era certamente falante Céltico e provavelmente pertencia a uma tribo Céltica.

Aliás, sob o Império Romano, pessoas de origem Céltica prosperaram, com um deles, Avitus de Auvergne, se tornando o Imperador em Roma, e outro, Flavius Rufinus, visado para se tornar o imperador do Império Oriental, mas assassinado pelas suas tropas. Fora das fontes descritivas de autores Romanos, existem inscrições de linguagens e arte Célticas permeando a Europa oriundas dessa época. Mas como existia uma substancial mescla entre Romanos e Celtas, esses simbolismos e heranças arqueológicas podem ser de difícil interpretação em muitos casos. O final do período Céltico é marcado pela assimilação dos Celtas dentro da civilização Romana.

3. Celtas Medievais (500-1500 d.C.): O último autor Clássico a mencionar os Celtas é Seville, no início do século VII d.C., mas já nessa época os Celtas pareciam ser históricos. Referências a eles virtualmente desapareceram pelos próximos 1000 anos, e ninguém desse período considerava a si mesmo como sendo Celta, ou eram considerados Celtas por terceiros. Entre os raros usos do termo 'Celta', temos uma fonte Bizantina usando 'Celtae' para se referir aos Francos participando das Cruzadas. Nesse sentido, alguns historiadores e arqueólogos modernos consideram errado se referir aos falantes das linguagens Célticas dessa época, em áreas como a Irlanda, por exemplo, como 'Celtas', sendo melhor o uso de nomes contemporâneos ou traduções modernas, como Irlandeses, Bretões, Cymry, etc. Termos como 'Arte Céltica' e 'Igreja Céltica' também seriam errados nesse contexto. Aliás, até mesmo os nativos da Gália passaram a ser chamados de Galli na Era Medieval, inferindo que o nome Celtae morreu inclusive na França. De qualquer forma, além das linguagens, elementos da cultura Celta sobreviveram, e termos como 'Druida' e o nome do Deus Lugh persistiram.

4. Celtas Modernos (1500/1700-presente): Com a Renascença e uma mudança de interesse da genealogia da nobreza para as origens dos grupos étnicos - o que levaria à formação dos Estados Nacionais - houve um maior anseio acadêmico pela exploração dos povos antigos mencionados na Bíblia e nas fontes Clássicas. Nesse sentido, os Celtas ressurgiram, mas a única fonte de informação adicional para identificar os grupos e seus descendentes foi considerado de ser através do estudo das suas linguagens. Os Celtas e os Gauleses foram dois dos povos identificados das fontes Clássicas, e suas linguagens mostraram possuir características comuns. Portanto, a linguagem acabou se tornando o principal diagnóstico no reconhecimento dos supostos descendentes dos Antigos Celtas.

No início do século XVIII, o cientista Galês Edward Lhuyd popularizou o rótulo Céltico a partir dos trabalhos de Paul-Yves Pezron, e englobou as linguagens Bretã, Galega, Cornish, Irlandesa e Galega Escocesa como Célticas, o que deu base para a moderna identidade 'Céltica' da Irlanda, Escócia, Wales e de outras regiões hoje associadas com a linguagem Céltica. Lhuyd dividiu as linguagens Célticas em duas ramificações, as quais se desenvolveram como uma consequência de fatores geográficos e fonológicos: o P-Céltico, o Britônico que teria se originado na Gália, e o Q-Céltico, o qual teria emergido a partir da Espanha. O Britônico foi falado ao longo de grande parte da região Britânica até a introdução do Anglo-Saxão nos séculos V e VI d.C, e dele foi derivado os dialetos Galês, Cornish e Cumbrico.


           A linguagem Céltica é uma ramificação da grande família linguística Indo Europeia, a qual engloba o Teutônico, o Grego Clássico, o Latin, entre várias outras linguagens.


   GENE CELTA?

          Estudos genéticos realizados para se encontrar um grupo étnico ou genético correspondentes aos Celtas falham em apontar algo do tipo. Aliás, existe uma clara divisão em termos de compartilhamentos de genes entre a Grã-Bretanha e Irlanda, e o território continental, o que mais uma vez coloca em dúvida a existência dos 'Celtas Insulares' como um povo de origem única, o qual, supostamente, teria origem da Gália (norte e centro da atual França) entre os séculos V e IV a.C.

          Aliás, voltando à linguagem, os termos Celta/Céltico, como já mencionado, vêm do Grego Keltoi, mas os Gregos e Romanos usaram esse termo intercambiavelmente com Galli e Galatae, e frequentemente de forma generalizada para se referirem às tribos bárbaras do Norte. Não existe evidência de que os indivíduos dos quais os autores clássicos faziam referência como Celtas chamavam a si mesmo de 'Celtas' ou mesmo viam a si mesmos como um único povo ou um grupo étnico, ao invés de tribos separadas ou alianças de tribos. Tanto é que o termo Celta parece ter desaparecido após a Antiguidade.

          Atualmente, existe um consenso, já carregado desde o século XIX, de que os povos associados aos Celtas teriam se originado da Europa Central (área englobando o que hoje é a França, Alemanha e Áustria) e se espalhado para o Leste e o Oeste, alcançando o território hoje pertencente à Turquia. No entanto, historiadores da literatura Clássica (Aristóteles e Herodotus, por exemplo) apontam que a origem dos Celtas foi na Península Ibérica (região hoje compreendendo Portugal e Espanha). Um estudo publicado em 2017 no periódico International Journal of Modern Anthropology (Ref.7) encontrou fortes evidências reforçando o cenário Ibérico.


   AFINAL, OS GAULESES SÃO CELTAS?

          Os termos 'Gauleses' e 'Celtas' aparecem ambos em contraste e em paralelo através dos textos Clássicos, e ao longo dos séculos as seguintes definições foram produzidas: alguns Gauleses são Celtas; todos os Celtas são Gauleses; todos os Gauleses são Celtas; nenhum Gaulês é Celta; nenhum Celta é Gaulês; e alguns Celtas são Gauleses.

          O internacionalmente reconhecido arqueólogo da Universidade de Sheffield, John R. Collis, sugere que uma das razões para essa confusão surge da transição em nomes e redefinição de grupos ao longo dos séculos, levando a sistemas de nomenclatura mais complexos e o aparente e inexplicável início de novos clãs ou grupos. Collis, aliás, é um dos polêmicos especialistas na área que não reconhece a existência de uma cultura e povos Célticos historicamente associados à Bretanha e à Irlanda na Antiguidade (Ref.2), por não existirem menções nas fontes Clássicas de 'Celtas' nessas áreas, independentemente de similaridades linguísticas e culturais.

          O desenvolvimento de uma linguagem 'Céltica' nas partes central e ocidental da Europa e a distribuição de inscrições Célticas, seja usando Grego ou Latin, sugerem uma distinção entre as pessoas de linguagens Célticas e aqueles de linguagens Germânicas. Consensualmente os Gauleses são considerados Celtas.

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   NARRATIVA TRADICIONAL SOBRE OS CELTAS

          Deixando de lado as controvérsias, tradicionalmente os Celtas são definidos como um grupo cultural Europeu o qual englobava povos que possuíam uma linguagem, uma arte, crenças e costumes similares e cujas primeiras evidências datam do século VII ou VIII a.C. A partir da Europa Central, os Celtas alcançaram máxima expansão no século III b.C. ao V b.C., quando eles ocuparam grande parte dos Alpes, no norte Europeu. Os Celtas teriam chegado na ilha Britânica no século IV b.C. ou V b.C., e na Irlanda pelo século II b.C. ou III b.C., deslocando povos insulares ali previamente estabelecidos. Nesse sentido, os Galegos, os Gauleses, os Bretões, os Irlandeses seriam todos Célticos.

          Na Europa continental, os Romanos em expansão derrotaram vários grupos Célticos e suprimiram suas culturas. Júlio César conduziu uma campanha de sucesso contra os Gauleses em 52-58 a.C., invadindo também a região Britânica em 54 b.C., mas sem sucesso ao tentar conquistar a ilha. Quase 100 anos mais tarde, em 43 d.C., os Romanos invadiram a ilha Britânica novamente, forçando os Bretões a fugirem para o oeste (Wales e Corwall) e o norte (Escócia). A famosa Muralha de Adriano foi construída em 120 d.C. para proteger os Romanos das tribos Célticas do norte.


          Os Romanos nunca ocuparam a Irlanda, e nem os Anglo-Saxões que invadiram a Bretanha após a retirada dos Romanos no século V d.C., fazendo com que a cultura Céltica sobrevivesse mais fortemente na Irlanda do que em qualquer outro lugar. O Cristianismo chegou à Irlanda no século IV d.C., com São Patrick chegando em 432 d.C., e muitos elementos da cultura Céltica integraram com a cultura Cristã. O aspecto mais religioso da cultura Céltica, práticas Druídicas, diminuíram, e provavelmente os Druidas foram sistematicamente suprimidos e mortos. No entanto, muitos elementos culturais persistiram, incluindo histórias antigas de tradição oral, registradas por monges Irlandeses tanto em Irlandês quanto em Latin.

          Apesar da Bretanha e da Irlanda nunca terem sido explicitamente referenciados como Célticas pelos Gregos e Romanos, há cerca de 2 mil anos essas ilhas fizeram parte de um mundo de arte, valores, linguagens e crenças similares que se estendia do Atlântico até o Mar Negro. Durante o período Romano e após a queda do Império Romano Ocidental, comunidades na Irlanda e no norte e oeste da Bretanha desenvolveram identidades distintas.


          Os Vikings, do século VII d.C. ao século IX d.C., também atacaram a cultura Irlandesa/Céltica ao invadirem a ilha, incluindo a destruição de vários manuscritos de monastérios. Mas apesar de terem fundado várias cidades Irlandesas, como Belfast e Dublin, os Vikings nunca tomaram por completo a ilha, algo que ajudou a conservar a cultura Céltica nessa região. Em 1160, os Normandos também invadiram a Irlanda vindos da Inglaterra, com a ocupação Britânica durando até 1922, mas mesmo assim muitos elementos Célticos continuaram persistindo.


          No geral, os Celtas eram agrários (lavradores protegidos por lordes da guerra), naturalistas e ritualísticos. Viviam tipicamente em pequenos assentamentos, sem grandes cidades, em cabanas ou casas construídas com pedras. Não possuíam um governo central como os Romanos, vivendo em grupos livres de afiliações. Habilidosos na arte da guerra, conduziram várias campanhas militares de sucesso na Antiguidade. Na sociedade Céltica as mulheres possuíam poder político e espiritual, com algumas lutando como guerreiras e outras se tornando Druidas.


          Sobre as doutrinas religiosas dos Celtas, tudo é muito incerto, mas sabemos que eles eram politeístas, possuindo muitos deuses e deusas; consideravam muitos locais com abundante água como sagrados (lagos, rios, etc.); os druidas e filidhs administravam as práticas, prediziam profecias e julgavam os casos civis e criminais; muitos animais eram sagrados, e, junto com humanos, eram alvos de sacrifícios; o Sol era adorado; acreditavam em vida após a morte; e acreditavam em seres e entidades mágicas ou divinas.



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   GAULESES E A DECAPITAÇÃO DE INIMIGOS

          Muitos crânios humanos escavados nos últimos anos em regiões da França vêm corroborando os registros históricos de que os Antigos Celtas decapitavam seus inimigos e os embalsamavam para exibição pública. Os guerreiros inclusive traziam as cabeças dos campos de batalha amarradas em volta dos pescoços dos seus cavalos, como indicado por esculturas Célticas. Porém, ainda era incerto se a prática do embalsamento era real.



          Diodorus e Strabo, historiadores da Antiga Grécia, relatavam que os antigos guerreiros Celtas preservavam as cabeças dos seus inimigos com óleo de cedro (proveniente da madeira de árvores da família Cupressaceae). Para testar essas alegações, Réjane Roure da Universidade Valéry de Montpellier, na França, e seus colegas de pesquisa examinaram pedaços de crânios escavados em Le Cailar, um assentamento Céltico fortificado no sul da França. Os fragmentos cranianos, os quais datam do século III a.C., foram encontrados com armas metálicas e outros artefatos em grandes áreas de exibição dentro das paredes do assentamento.



          Análises químicas revelaram assinaturas de resinas de coníferas e óleos de plantas - representadas por substâncias chamadas diterpenoides - em seis dos fragmentos de crânio, os quais também carregavam marcas de corte sugerindo que o cérebro tinha sido removido para o provável ritual de embalsamento. A mistura conservante tinha 'propriedades anti-odoríferas' e teriam freado a proliferação bacteriana e putrefação do tecido. Os achados foram publicados no Journal of Archaeological Science (Ref.1).

          Para confirmar que as resinas não estavam ali por sorte impregnando as cabeças humanas, os pesquisadores também analisaram os crânios de animais associados aos ossos dos antigos Celtas encontrados na área, mas nenhum resquício de resinas de preservação foi encontrado.

          As resinas e óleos encontrados não eram associados ao óleo de cedro - aliás, não se sabe se árvores de cedro cresciam no sul da França no século III a.C. -, como descrito pelos Antigos Gregos, mas pode ser que essas substâncias possuíam um cheiro similar que confundiram os Gregos.

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          Segundo os autores do novo estudo, o propósito da preservação das cabeças pelos Antigos Celtas pode ser de garantir que o rosto e as características do inimigo permanecessem sempre vívidas para o público. Os antigos textos relatam que apenas os mais poderosos e os mais importantes inimigos eram embalsamados, o que sugere também a conservação de um troféu de guerra. Os textos antigos também relatam que os Gauleses nunca abriam mão das cabeças embalsamadas, mesmo por igual peso em ouro.

          Ainda não se sabe como o processo de embalsamento era realizado, mas as cabeças podem ter sido mergulhadas na mistura resinosa ou essa última era salpicada por cima das cabeças. Além disso, não se sabe se essa prática visava apenas os inimigos ou se importantes nomes dentro da sociedade Céltica também recebiam o tratamento para ocasiões especiais.



REFERÊNCIAS
  1. https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0305440318303194
  2. https://journal.fi/scf/article/view/60981
  3. http://repository.nms.ac.uk/1464/
  4. https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0026265X16000072 (moedas)
  5. https://www.rivisteweb.it/doi/10.7368/80643
  6. https://link.springer.com/article/10.1007/s11759-015-9276-9 
  7. https://www.ajol.info/index.php/ijma/article/view/155563/145192 
  8. https://www.nature.com/articles/d41586-018-07375-0
  9. https://www.theguardian.com/science/2018/nov/07/the-gauls-really-did-embalm-the-severed-heads-of-enemies-research-shows
  10. https://www.britishmuseum.org/about_us/news_and_press/press_releases/2015/exploring_celtic_culture.aspx
  11. Corsi, J., Grazzi, F., Lo Giudice, A., Re, A., Scherillo, A., Angelici, D., … Barello, F. (2016). Compositional and microstructural characterization of Celtic silver coins from northern Italy using neutron diffraction analysis. Microchemical Journal, 126, 501–508. 
  12. http://en.muzeumprahy.cz/weapons-and-armour-of-a-celtic-warrior/
  13. https://museum.wales/articles/2007-05-04/Who-were-the-Celts/
  14. https://www.penn.museum/sites/expedition/the-arrival-of-the-celts-in-ireland/
  15. http://en.muzeumprahy.cz/weapons-and-armour-of-a-celtic-warrior/