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Os cigarros eletrônicos são realmente seguros?

     
- Artigo atualizado no dia 13 de setembro de 2018 -

          IMPORTANTE: Grávidas e crianças NÃO devem ficar expostos aos vapores dos cigarros eletrônicos!

         Muita gente confunde, mas o que causa toda a toxidade cancerígena do cigarro é a inalação da fumaça gerada pela queima do tabaco, e não a nicotina, a qual não traz danos significativos à saúde de adultos em pequenas quantidades. A nicotina é, no geral, "apenas" responsável pelo vício - mas a sua toxicidade pode ser extremamente prejudicial em certas situações, como na gravidez e na infância, independentemente da quantidade. Nas crianças, ela afeta o desenvolvimento cerebral.

          Existem várias alternativas para cortar o fumo, sem tirar a substância viciante da rotina, como chicletes, adesivos, e o recente cigarro eletrônico (ou e-cigarro), o qual vem crescendo colossalmente em vendas nos EUA e já é moda na Europa. Além de supostamente garantirem total prevenção de doenças cancerígenas relacionadas ao uso do cigarro de tabaco tradicional, os preços acabam sendo mais lucrativos ao consumidor a longo prazo. Mas será que esta alternativa é realmente mais saudável?

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   CIGARRO ELETRÔNICO

          O cigarro eletrônico é um dispositivo cujo objetivo é mimetizar o 'ato' de fumar. Um dos maiores problemas das outras formas de absorver nicotina é a falta de se ter um cigarro na mão sendo tragado. O cérebro condiciona o ato de assimilar nicotina com a ação de puxar a fumaça do cigarro e ter este em mãos, deixando as pessoas viciadas geralmente em um grande estresse quando apenas mascam um chiclete de nicotina ou colocam os adesivos na pele contendo essa substância. O cigarro eletrônico acaba com parte desse problema, pois no seu interior é gerado um vapor de uma solução de líquidos orgânicos (majoritariamente, propileno glicol), os quais arrastam a nicotina a ser aspirada pelo usuário, imitando o trabalho e a forma da fumaça, mas com a vantagem de ser, alegadamente, praticamente não-tóxica aos pulmões e outros órgão. Além disso, esses dispositivos possuem a forma física de um cigarro comum, mimetizando ainda mais o antigo hábito. O aparelho também pode ser usado para outras drogas, como a marijuana, eliminado a necessidade de queimar o baseado.

O cigarro eletrônico pode ser dividido em quatro partes: A. Normalmente onde fica um LED vermelho para imitar o brilho vermelho intenso (queima) na ponta causado pela aspiração do cigarro comum; B. É onde fica a bateria; C. É onde fica a mistura líquida do solvente e nicotina, o qual será aquecido por meio de um aquecedor alimentado pela bateria; D. É onde o vapor produzido será aspirado.

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   DISPOSITIVOS SEGUROS?

             Mas, apesar das aparentes vantagens, existem muitas controvérsias relacionadas a esses dispositivos, como o fato do vício das substâncias ativas continuar. Além disso, existe a tendência dos fabricantes, ilícitos ou não, em aumentarem a quantidade de nicotina nos cigarros eletrônicos, tanto para manter um público mais cativo quanto por pura negligência,  aumentando a toxicidade desse composto no organismo. Este último problema torna-se pior ainda quando passamos a considerar outras drogas mais fortes - adicionadas e-cigarro para serem inaladas - e a falta de uma fiscalização rígida por parte dos órgãos reguladores. E o líquido contendo a nicotina dentro dos dispositivos pode ser acidentalmente ingerido ou acabar caindo sobre a pele se vazado. Com isso, altas doses de nicotina acabam indo parar no corpo, o que pode causar problemas graves. Acidentes como este já foram registrados e geraram grandes danos aos usuários.
 
Sem uma suficiente fiscalização, e limites impostos por lei, os líquidos de vapor podem conter quantidades excessivas de nicotina ou presença de outras substâncias nocivas; além disso, acidentes de ingestão ou contato na pele com eles são comuns e perigosos

          Outro ponto é que a simples ideia de que o e-cigarro pode ser mais saudável do que o fumo tradicional é suficiente para atrair um número gigante de novos usuários, criando ainda mais viciados. As pessoas que antes ficavam receosas em começar o vício por causa da fumaça cancerígena do cigarro comum, acabam sendo incentivadas a entrar na onda dos cigarros eletrônicos, principalmente pelo fato da maioria vendê-los como algo perfeitamente saudável. Isso pode ainda induzir futuros usos de outros produtos contendo nicotina por esses usuários, como o próprio cigarro. Um estudo recentemente publicado no PLOS ONE (Ref.27), por exemplo, mostrou que o número de adultos que saem do vício do cigarro com o uso dos cigarros eletrônicos é muito pequeno e que 1,5 milhões de anos de vida podem ser perdidos por causa do crescente aumento de usuários adolescentes e jovens adultos desses dispositivos que eventualmente se tornarão fumantes de cigarros tradicionais.

         Continuando a lista das controvérsias, temos a questão dos anúncios irresponsáveis. Fabricantes inescrupulosos estão investindo pesado em propagandas que possuem adolescentes e pré-adolescentes como alvo, produzindo líquidos de vaporização com odores doces e atrativos aos jovens. O objetivo, claro, é produzir fiéis (viciados) consumidores adultos. Segundo o FDA (Agência de Drogas e Alimentos dos EUA) (Ref.21), ano passado o número de estudantes do ensino fundamental e médio nos EUA usando os cigarros eletrônicos atingiu a absurda marca de 3 milhões. Atualmente, cerca de 16% dos estudantes do ensino médio e 5,3% dos estudantes no ensino fundamental são usuários desses produtos, em um aumento de uso sem controle. Ações mais rígidas estão entrando em vigor nos EUA e em diversos outros países onde o número de usuários desses aparelhos explodiu.  As propagandas cada vez mais pesadas realçando a suposta segurança no consumo desses produtos está incentivando cada vez mais pessoas a se tornarem viciadas.

            E sobre esses vapores, muitos especialistas reclamam que não existem estudos suficientes para atestar a segurança dos mesmos quando em contato com o interior do corpo humano. Alguns trabalhos científicos até encontraram ligação entre a exposição do vapor desses produtos em células humanas e o risco aumentado de câncer. Outros trabalhos, mostraram que quanto maior a tensão ("voltagem") aplicada no e-cigarro - a maioria dos dispositivos disponibilizam tensões entre 3,5 e 5V, sendo estes valores diretamente proporcionais à quantidade de vapor e, consequentemente, de nicotina/etc. sendo inalados - , maiores as quantidades de formaldeído produzidas, substância a qual é cancerígena. Outro componentes tóxicos são também apontados  pelas agências internacionais de saúde como constituintes do vapor gerado pelos cigarros eletrônicos, como nitrosaminas, dietileno glicol, partículas de metais (como o cobre) e oxidantes. E, por enquanto, não existem estudos de longo prazo (vários anos de contínuo uso) para avaliar os potenciais malefícios da exposição crônica ao vapor.

O cigarro eletrônico imita o ato do fumo, iludindo o cérebro, e evita a fumaça da combustão; mas será que esses vapores são totalmente inofensivos?

         ATENÇÃO: No final deste artigo, atualizações serão feitas sobre o tema, destacando novos estudos sobre a segurança dos cigarros eletrônicos.


   CONCLUSÃO

          Analisando a atual situação dos e-cigarros, é difícil chegar a uma conclusão óbvia. Se houvesse uma rígida fiscalização e restrição de uso somente aos já viciados no cigarro comum, seria até plausível a aceitação dos cigarros eletrônicos, porque estaríamos encarando esses aparelhos como um auxiliar no tratamento do vício e um possível minimizador das doenças cancerígenas proporcionadas pela queima do tabaco. Porém, muitos viciados estão sendo iniciados através desses produtos. No final, vale lembrar que drogas viciantes serão sempre drogas viciantes. Quando um indivíduo está preso e zumbificado a algo, aproveitadores sempre surgirão e tentarão vender seu produto de qualquer maneira, não importando o mal causado. A única maneira de combater  o vício é prevenindo-o através da conscientização da população desde a infância. Dica: entre escolher o cigarro comum e o eletrônico, escolha não começar a fumar.



Propaganda típica dos cigarros eletrônicos: "Fumar não é mais bacana... Faça a troca para os cigarros eletrônicos" Quem dera se o marketing ficasse só focado nessa 'troca'

IMPORTANTE: Grávidas não devem usar esses produtos por causa dos efeitos adversos que a nicotina pode ter sobre o feto, sem contar outras toxinas potencialmente danosas ao corpo que podem estar presentes no vapor gerado pelo aparelho. O mesmo vale para crianças.

OBSERVAÇÃO: Aproveitando o assunto, é bom esclarecer algo importante. Muitos acham que o cigarro de palha, só por ser feito de modo natural, é mais benéficos ou até mesmo completamente inofensivo à saúde. Ledo engano. Os cigarros de palha por não possuírem filtro fazem mais partículas tóxicas irem direto para o seu corpo. Além disso, eles possuem quantidades muito maiores de nicotina do que o cigarro comum, causando uma maior dependência e envenenamento causados pela substância em excesso. Conclusão: eles acabam sendo até piores do que o seu primo industrializado.  A única "vantagem" do cigarro de palha é que estes tendem a ficar apagando toda hora, porque a palha de milho usada para embalá-lo é péssima para manter uma combustão contínua. Isso induz o usuário a não consumi-lo à exaustão. E esse alerta também é válido para o fumo da maconha (Sugestão de leitura: Fumo da maconha: Lobo sob pele de Cordeiro).

       
- ATUALIZAÇÕES -

ATUALIZAÇÃO (30/08/16): Especialistas continuam reforçando que grávidas não devem usar o e-cigarro. A falsa e pesada propaganda de total segurança no uso desses aparelhos pode induzir mães já viciadas na nicotina a usarem o aparelho pensando não estarem fazendo mal ao seu feto, algo longe da verdade. A nicotina entrando no corpo, sob quaisquer formas, pode comprometer o desenvolvimento saudável do feto. (Ref.22)

ATUALIZAÇÃO (27/11/16): Pesquisadores reforçam que ainda existem escassos estudos avaliando a segurança dos e-cigarros, especialmente relativo aos efeitos a longo prazo. E como o uso dos mesmos está em crescimento quase exponencial, especialmente entre jovens, e que substâncias potencialmente nocivas já foram identificadas no vapor do e-cigarro, é urgente que mais estudos analisem a situação. Apesar disso, muitos concordam que esses aparelhos podem ser uma boa alternativa para fumantes que querem parar com o hábito. (Ref.23)

ATUALIZAÇÃO (01/12/16): Pesquisas recentes mostram que uma boa parte dos adultos não sabem que expor crianças pequenas aos vapores do e-cigarros faz mal ao corpo delas. Mesmo não liberando as fumaças tóxicas causadas pela combustão do tabaco, os vapores dos cigarros eletrônicos carregam nicotina, a qual, além de ser inalada pelas crianças (e tende ser bem tóxica para elas), se acumula nas superfícies da casa e outros locais fechados, e podem ser ingeridas por elas ao manusear objetos diversos. As agências de saúde ao redor do mundo pedem que o uso dos e-cigarros não seja feito perto de crianças ou em ambientes fechados onde elas se encontram. Isso sem contar que ainda é incerto se os vapores dos líquidos desses dispositivos causam danos ao organismo a longo prazo.

          Outro perigo é deixar os carregadores e cigarros eletrônicos perto delas, já que o líquido dentro deles, contendo alta concentração de nicotina, pode ser ingerido e causar sérios danos à saúde. Além disso tudo, é sempre um mau exemplo consumir substâncias de vício perto de crianças. (Ref.25)

ATUALIZAÇÃO (17/02/17): Um estudo avaliando a presença de 5 metais tóxicos e carcinogênicos (chumbo, cádmio, manganês, níquel e cromo) em 5 das mais populares marcas de e-cigarros nos EUA, encontrou todos eles nos líquidos de vaporização desses aparelhos. Os  pesquisadores envolvidos pedem mais estudos para avaliar o problema e se as quantidades encontradas caracterizam os e-cigarros como uma importante fonte desses metais (Ref.24). Bem, e isso acaba sendo fruto da falta de fiscalização em cima desses produtos, o que aumenta ainda mais a preocupação dos órgãos de saúde com a enorme e crescente demanda pelos mesmos.

ATUALIZAÇÃO (22/10/17): Um novo estudo traz achados mais do que preocupantes: Os cigarros eletrônicos parecem causar danos bem sérios

ATUALIZAÇÃO (29/12/17): Um novo estudo realizado por pesquisadores da Medical University of South Carolina (Ref.26) encontrou que fumantes do cigarro tradicional que começaram a usar o e-cigarro tendem a fumar menos cigarros e uma maior vontade de largá-los. Porém, os autores do estudo também avisam que o e-cigarro só deveria ser usado por fumantes de cigarro que desejam parar e não para uso de pessoas que nunca fumaram, já que esses produtos não são seguros para saúde. Além disso, eles frisaram que faltam estudos avaliando efeitos de longo prazo desses produtos eletrônicos.

ATUALIZAÇÃO (08/02/18): Pesquisadores mostram que o vapor do e-cigarro cria um ambiente ideal para a instalação de infecções graves no trato respiratório, como a pneumonia. Para mais informações, acesse: O cigarro eletrônico parece aumentar os riscos de infecções respiratórias graves

ATUALIZAÇÃO (27/04/18): O FDA (Agência de Drogas e Alimentos dos EUA), através do Youth Tobacco Prevention Plan - cujo objetivo é impedir o uso/acesso de produtos de tabaco pelos menores de idade - já começou a agir para tentar combater a crescente e preocupante epidemia no uso de cigarros eletrônicos pelas crianças e adolescentes. A marca JUUL é a principal sendo investigada e recebendo imposições para que o marketing dos seus produtos seja modificado. O e-Bay e outros locais ou sites de venda também estão sendo obrigados a implantar ações que previnam a promoção e venda de e-cigarros para os menores de idade. Os pais precisam estar bem atentos, porque o uso dos e-cigarros é difícil de ser identificado por que não deixam cheiros característicos (são aromatizados com diferentes sabores) e seus aparelhos fáceis de serem camuflados.

ATUALIZAÇÃO (15/06/18): Mais dois estudos reportam efeitos colaterais danosos gerados pelos cigarros eletrônicos

ATUALIZAÇÃO (17/07/18): Novo estudo encontra que os cigarros eletrônicos podem aumentar os riscos de problemas cardiovasculares tanto quanto os cigarros tradicionais

ATUALIZAÇÃO (15/08/18): Vapor do cigarro eletrônico parece aumentar a inflamação e diminuir a imunidade no pulmão

ATUALIZAÇÃO (27/08/18):
 Cigarros eletrônicos dobram o risco de ataques cardíacos e podem gerar sérios danos no DNA

ATUALIZAÇAÕ (13/09/18): Substancial quantidade de cancerígenos fica retida no trato respiratório após uso do cigarro eletrônico

ATUALIZAÇÃO (13/09/18): O FDA (Ref.28) declarou esta semana que o enorme número de novos usuários adolescentes de cigarros eletrônicos no território Norte-Americano - para os quais a venda desses produtos é proibida - chegou a um ponto onde a situação já pode ser tratada como uma epidemia. O alarmante problema vinha sendo ignorado - provavelmente de forma proposital - pela indústria dos e-cigarros, o que levou ao FDA a finalmente se levantar furiosamente.

Segundo o chefe do FDA: "A trajetória perturbante e acelerada de uso que nós estamos vendo na juventude, e o caminho resultante para o vício, precisa acabar. Eu tenho alertado a indústria do e-cigarro há mais de 1 ano de que eles precisavam fazer muito mais para barrar a tendência de uso entre os adolescentes. Na minha visão, eles trataram esse problema mais como um desafio de relações públicas do que seriamente considerando suas obrigações legais, a saúde pública, e a ameaça existente ligada a esses produtos. Bem, eu estou aqui agora para dizer a eles que o limite se esgotou."

O FDA disse que mais de 1100 cartas de alerta foram emitidas para lojas sobre a venda ilegal de e-cigarros para menores de idade, incluindo também a emissão de multa para outras 131 lojas.

Cinco dos maiores produtores de e-cigarro - JUUL, Vuse, MarkTen, blu e-cigs, e Logic - precisam também reportar à agência dentro de 60 dias com planos para adereçar o problema, ou lidará com sérias penalidades. Uma delas, a JUUL - a qual já está sob investigação do FDA sobre suas práticas de mercado - disse que irá "trabalhar proativamente com o FDA em resposta ao alerta." A companhia, aliás, defende o uso de flavorizantes, (como manga, menta, chocolate, etc.) porque isso estaria ajudando os adultos a pararem de fumar.


ATUALIZAÇÃO (25/09/18): Um estudo publicado no JAMA (Ref.29) mostrou que aproximadamente 1 em cada 11 estudantes Norte-Americanos do ensino básico e médio usaram cannabis (maconha) nos cigarros eletrônicos em 2016. Entre os usuários de cigarros eletrônicos, quase 1 em cada 3 estudantes de nível médio e quase 1 em cada 4 estudantes de nível básico reportaram o uso de cannabis nos cigarros eletrônicos. Isso acrescenta mais riscos aos e-cigarros, especialmente considerando os incertos efeitos adversos dos componentes da maconha no sistema neurológico de indivíduos em fase importante do crescimento.


Artigo Relacionado: Tabaco sem fumo: seguro?


REFERÊNCIAS CIENTÍFICAS
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