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Qual a mais forte mordida estimada para um animal terrestre?


A espécie Purussaurus brasiliensis habitou porções ao noroeste da América do Sul (Pan-Amazônia) durante o Mioceno Superior. Nesse período, a região era constituída de um grande sistema de terras alagadas, favorecendo o gênero extinto de jacarés-gigantes Purussaurus, este o qual perdurou desde meados até o fim do Mioceno (23-12 milhões de anos atrás). O P. brasiliensis é a maior espécie conhecida desse gênero, e seus fósseis são conhecidos a partir da Formação Solimões do Mioceno Superior, no território hoje pertencente ao Brasil (apesar de materiais associados também já terem sido descritos na Bolívia).


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É estimado que um indivíduo adulto alcançava 12,5 metros de comprimento, possuía uma massa corporal em torno de 8,4 toneladas, e um consumo alimentar diário médio de 41 kg. Análises dos seus fósseis junto com simulações biomecânicas sugerem que esse crocodiliano era capaz de gerar mordidas com força de até 69000 N (em torno de 7 toneladas de peso), algo quase 4 vezes mais forte que a mordida de um tubarão-branco. Esse valor é superior ao estimado para a força máxima de mordida do Tyrannosaurus rex (35000-57000 N), e é a mais poderosa estimada ou conhecida entre os animais terrestres que já habitaram o planeta. Seu robusto tamanho e extrema força de mordida sugerem que esse réptil era um dos principais predadores do seu ecossistema, potencialmente se alimentando de quase tudo que se movia, independentemente do tamanho.


> Apesar da poderosa mordida desse extinto crocodiliano, outra espécie também extinta que reinou os mares no mesmo período (Mioceno) provavelmente gerava mais do que o dobro de força de mordida: o super-tubarão Megalodon (Otodus megalodon). Para saber mais, acesse: Megalodon: A colossal máquina de caça dos mares pré-históricos 


REFERÊNCIAS

  1. https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0117944 
  2. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5435714/