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Erros mais comuns sobre a Lua



         O nosso único satélite natural é uma fonte de infinita inspiração para História da humanidade. Poesias, músicas, mitologias, lendas e corridas espaciais foram e continuam sendo fomentadas pela Lua. Estando a uma distância média de 384,400 km da Terra, acredita-se que a Lua tenha sido formada pelo impacto de um corpo do tamanho aproximado de Marte com a Terra, há 4,31 bilhões de anos (1), onde os detritos desse gigantesco evento foram se fundindo até formar o nosso atual satélite. Além de enfeitar as noites, a Lua, por ser um corpo espacial bastante massivo e próximo de nós, possui influências gravitacionais significativas na Terra, onde o regime das marés é uma das consequências mais conhecidas.

         Bem, mas como acontece com tudo dentro da nossa sociedade, desinformações sobre a Lua acabam se espalhando ou por conta de mitos fincados com fortes raízes ou por causa da insistência de antigos fatos científicos ultrapassados. Aqui neste artigo, então, eu listarei as falsas crenças mais comuns sobre a Lua, esclarecendo as mesmas.

       1° Mito: A Lua produz sua própria luminosidade.

        Esse é um dos mais clássicos. Não, a Lua brilha porque sua superfície está refletindo a luz emanada pelo Sol. Da mesma forma, podemos ver outros planetas do nosso Sistema Solar no céu noturno como "estrelas brilhantes" porque eles estão refletindo a luz do Sol. Em última análise, a parte brilhante que vemos da Lua é como se fosse o período diurno de lá...:)

 

       2° Mito: As fases da Lua são causadas por sombras da Terra e/ou nuvens sobre ela.

        Assim como acontece com o nosso planeta, metade da Lua sempre fica iluminada pelo Sol enquanto a outra metade fica ´escura´, sem receber luz solar. As fases da Lua são apenas os diferentes ângulos em que vemos essa parte iluminada em relação ao Sol, como mostrado na figura abaixo. Na Lua cheia, por exemplo, o Sol ilumina a parte que está de frente para a gente, deixando-a toda iluminada em relação a nós. Já na Lua Nova, ele ilumina a parte de trás, deixando o outro lado escuro em relação a nós.



        Quando a Lua realmente passa pela sombra feita pela Terra, passamos a presenciar um evento de eclipse lunar, ou seja, a Terra fica entre o Sol e a Lua, e fazendo sombra nessa última. E isso até ajuda a esclarecer mais ainda o 1° mito. Como a luz do Sol passa primeiro pela atmosfera terrestre para depois atingir a Lua, quando esta está na penumbra ou sombra da Terra, ela fica com a coloração avermelhada, e muitos aqui provavelmente já presenciaram isso durante um eclipse lunar. Isso ocorre porque a nossa atmosfera dispersa bem a faixa do azul que chega da luz branca do Sol (por isso nosso céu diurno é azul (2)) e deixa passar direto para o outro lado bem mais da faixa do vermelho no visível (por isso o pôr do Sol é avermelhado, já que a luz azul está sendo dispersada ao longo do horizonte e a luz vermelha vem direto para a nossa visão). Assim, a Lua acaba recebendo mais radiação vermelha e reflete essa de volta para nós, dando a impressão que ela está avermelhada.


 
       3° Mito: Diferentes países veem diferentes fases da Lua no mesmo dia.

        Não, todo mundo vê a mesma fase da Lua porque isso fica apenas na dependência da sua posição em relação ao Sol (talvez você continue achando estranho isso porque possui o 4° mito abaixo como uma verdade). A única coisa de diferente é que o pessoal do Sul quando encara o Norte para vê-la, estando esta à mesma alta (3) no céu, irá notar que ela estará de cabeça para baixo em relação ao pessoal ao Norte do equador.
    
       4° Mito: A Lua circula a Terra por completo em um único dia. 

        Não, a Lua demora quase 1 mês para dar uma volta ao nosso redor. Para ser mais exato, o tempo que se se leva é de 27,3 dias. Só que temos um porém aqui.

        Para medir o tempo de órbita de um corpo em relação a outro dentro do nosso Sistema Solar, por exemplo, podemos usar estrelas fixas no céu como ponto de referência. Portanto, quando a Lua está girando em torno da Terra, medimos o tempo para esse movimento quando ela sai de um ´pano de fundo´ de estrelas e novamente retorna para esse mesmo pano de fundo. Nesse sistema de referência, chamado de sideral, ela gasta 27,3 dias. Porém, se medirmos ela usando o Sol como referência, ou seja, suas fases lunares, esse tempo passa a ser de 29,5 dias, porque a Terra também estará se movimentando em relação ao Sol. O sistema de referência agora, chamado de sinódico, fica dependente da localização relativa da Terra, Lua e Sol, e não mais de um ponto fixo. Assim o intervalo entre duas Luas Novas ( ou duas Luas Cheias) será de 29,5 dias, porque a Lua acaba gastando um tempo maior para pegar o passo com o movimento Terra-Sol ( ou seja, ficar na mesma posição inicial do ângulo de incidência da última Lua Nova, por exemplo).

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       5° Mito: A Lua não possui rotação.

         As pessoas podem achar que a Lua não gira em torno do seu eixo por sempre estarem vendo a mesma face dela. Mas a Lua possui, sim, uma rotação própria, a qual completa uma volta em 27,3 dias. E você está se lembrando desse tempo? É o mesmo tempo que a Lua gasta para completar uma volta em torno da Terra. Portanto uma mesma face acaba sempre ficando de frente para o nosso planeta, enquanto a outra face fica voltada para o lado oposto, por causa da sincronia entre rotação e órbita terrestre. Por isso vemos sempre a mesma face da Lua e fica parecendo que ela não possui rotação. E, nesse ponto, surge uma questão interessante: o fato da rotação e da órbita da Lua em torno da Terra terem a mesma duração é apenas uma gigantesca coincidência?

         Não. Quase todos os satélites naturais no nosso Sistema Solar possuem a mesma face sempre voltada para o seu planeta, sendo que a única exceção conhecida pelos astrônomos é Hipérion, um dos satélites de Saturno. O que está acontecendo é explicado pelo fenômeno conhecido como ´Fricção de Maré´. Assim como a Lua puxa timidamente um pouco da massa da Terra na sua direção por causa do seu campo gravitacional (4), contribuindo para a distribuição desigual de massa no nosso planeta, a Terra também puxa parte da massa da Lua em sua direção, distorcendo um pouco a forma da Lua e criando nesta uma "saliência" apontando para cá. Essa saliência acaba tendendo a ficar alinhada com o nosso planeta, devido à gravidade, e foi gerando uma força que desacelerou a rotação da Lua até a mesma coincidir com o seu período de órbita em torno de nós, em um estado chamado de ´Sincronização de Maré´ e que demorou algumas dezenas de milhões de anos para ser alcançado.

        A Lua também gera uma fricção de maré na nossa rotação, mas como a diferença de massa ( e, consequentemente, de campos gravitacionais) é muito grande, a desaceleração causada na nossa rotação é muito pequena, aumentando a duração do nosso dia terrestre em apenas alguns poucos milissegundos a cada século. Um exemplo bacana nessa situação é de Plutão, onde seu satélite natural, Caronte, é tão grande e próximo dele que ambos acabaram ficando com a mesma taxa de rotação, ou seja, cada um deles mostra sempre a mesma face um para o outro!

         Claro, você deve estar questionando a exceção citada, Hipérion. Nesse caso, os outros satélites naturais de Saturno acabam causando efeitos gravitacionais nele tão grandes que a influência gravitacional de Saturno não é suficiente para levá-lo ao estado de sincronização. Hipérion, com isso, possui um comportamento caótico de movimentação.

       6° Mito: Um dos lados da Lua está sempre escuro a todo momento, e, por isso, é chamado de ´Dark Side´.

         Esse engano entra junto com o 5° mito. Como as pessoas acham que a Lua não possui rotação, um mesmo lado dela sempre ficaria na escuridão. Como já foi mostrado, a Lua possui uma rotação, e todos os seus lados recebem luz solar à medida em que ela gira em torno do seu próprio eixo. Esse nome ´Dark Side´ é usado para descrever apenas a face da Lua que fica oposta ao nosso planeta e que nunca fica visível, devido à sincronização de maré. Mas o termo que o astrônomos preferem usar é ´Far Side´, ou seja, o lado que não fica no nosso alcance visual. 

        7° Mito: A Lua não possui gravidade e quando as coisas são jogadas em sua superfície ficam flutuando.

         Todo corpo com massa (5) gera gravidade. Quanto mais massa, mais gravidade é gerada. A Lua, por ser bem menos massiva do que a Terra, possui uma gravidade com aceleração valendo 1/6 da nossa. Quando os objetos estão em queda livre em sua superfície, eles apenas demoram mais tempo para atingirem o chão lunar quando comparado com a superfície terrestre.

        8° Mito: A Lua só fica visível à noite.

          A Lua pode muito bem ser vista tanto à noite quanto de dia. Porém, no período diurno, fica mais difícil presenciá-la por causa da claridade traga pelo Sol (2). Precisamos ficar atentos apenas para duas exceções: Lua Cheia e Lua Nova. Como a Terra fica entre a Lua e o Sol na Lua Cheia, só vemos ela durante a noite, quando estamos opostos ao Sol. Já no caso da Lua Nova, como ela está muito próxima do Sol, por estar entre a nossa estrela e o nosso planeta, nunca conseguimos ver ela, nem à noite nem durante o dia. À noite, ela estará com a sua face virada para nós na escuridão, já que é o lado oposto sendo iluminado. Já durante o dia, a luminosidade dela estará sendo refletida da luz sendo refletida no nosso planeta vinda do Sol, e somando o fato dela estar mais próxima do Sol e refletindo uma menor luminosidade, dá para perceber que ela ficará imperceptível à nossa visão.

         Nessa história, é válido lembrar outra dúvida que as pessoas costumam ter. Bem, se a Lua está entre o Sol e a Terra durante a Lua Nova, e "atrás" da Terra em relação ao Sol durante a Lua Cheia, não era para termos eclipses lunares e solares duas vezes ao mês? Na verdade, isso não ocorre porque a Lua geralmente está acima ou abaixo da linha que atravessa a Terra e o Sol, ou seja, ela está em um ângulo diferenciado em relação ao plano de órbita da Terra em relação ao Sol. Apesar do eclipses ocorrerem apenas durante as Luas Cheias e Novas por razões óbvias, é preciso que a Lua esteja bem próxima do alinhamento com o plano Sol-Terra nesse período para que o evento aconteça com alguma intensidade.



         9° Mito: A Lua se torna maior no horizonte porque ela está próxima da Terra. 
      
          Por razões provavelmente de comparação dimensional com outros objetos ao redor, mas ainda sem conclusões explicativas, quando a Lua está posicionada à noite no horizonte ( não está alta), parece que ela fica muito maior do que o normal. Uma das explicações seria que como você possui objetos na frente dela como referência ( prédios, árvores, etc.), seu tamanho no céu passa a ter uma nova dimensão relativa. Já quando ela está alta, e apenas com a imensidão do céu estrelado ao redor como objeto de comparação, perdemos nossa noção de tamanho dela e passamos a achá-la menor. Porém, a Lua também fica enorme quando vemos ela em um horizonte de água ( sobre o mar por exemplo), sem objetos de referência ao redor, contradizendo a explicação anterior. De qualquer forma, o fenômeno não tem nada a ver com a menor ou menor aproximação da Lua com o nosso planeta, sendo que a mesma terá, virtualmente, o mesmo tamanho tanto no horizonte quanto no alto do céu. A ilusão criada é psicológica.

       Apesar disso, é verdade que a Lua pode ficar mais afastada ou menos afastada de nós já que sua órbita é uma elipse, mas isso não trará consequências grandes em relação ao seu tamanho.aparente para nós. Para se ter uma ideia, o momento em que a Lua fica com o maior tamanho aparente é quando observamos o fenômeno chamado de ´Super Lua´, onde é coincidida a fase de Lua Cheia com a posição na órbita elíptica mais próxima da Terra. A coincidência faz a Lua ficar 30% mais brilhante e 14% maior aos nossos olhos, mas ainda algo muito longe do ´efeito de horizonte´.



         10° Mito: A Lua é extremamente importante para a Terra, especialmente para manter a vida aqui. Caso ela desapareça, uma tragédia ocorrerá.

         Bem, aqui temos que encarar esse questionamento de duas formas: (a) A Lua desapareceu de repente, ou (b) A Lua nunca existiu. Vamos analisar cada uma das situações:

a) Apesar de alguns ecossistemas restritos terem sido formados através da Lua por causa das marés, e muitos animais terem alguma relação com a luminosidade lunar durante a noite, a ausência da Lua provavelmente não seria sentida de forma brusca pela Terra em termos biológicos (6). Sem a Lua, mudanças ocorreriam, mas as adaptações biológicas dariam um jeito nas relações ecológicas. As marés não sumiriam por completo, já que 1/3 da intensidade do fenômeno ocorre devido ao Sol. E mesmo se sumissem, isso não seria algo desastroso. Bem, também teríamos um maior número de asteroides e meteoroides atingindo a Terra em termos de probabilidade, já que muitos deles acabam atingindo a Lua ao invés da gente. Um estudo recente publicado na Nature mostrou que o número de meteoritos atingindo a superfície lunar é maior do que antes estimado, em um mínimo de 222 impactos nos últimos 7 anos (Ref.8). Mesmo isso sendo um aumento de 33% em relação às estimativas prévias, não estaríamos enfrentando uma chuva de meteoros diários sem a Lua. No geral, é claro que teríamos danos ambientais em alguma extensão, mas muito longe de um apocalipse infernal. E em relação ao planeta como um todo, ele continuaria tranquilo orbitando o Sol.

b) Aqui já temos um quadro mais interessante para ser analisado. Como não existe certeza no choque do corpo Theia com a Terra, para a formação da Lua, vamos ignorar isso. Vamos fingir que a Lua se tornou parte da Terra apenas como um corpo à deriva no espaço se juntando a ela há bilhões de anos. Bem, vocês se lembram da fricção de maré, certo? Como a gravidade lunar é bem mais fraca do que a da Terra, a desaceleração causada na rotação do nosso planeta é bem pequena, cerca de 2 milésimos de segundo a cada 100 anos. Só que quando você coloca bilhões de anos nessa conta, os 2 milissegundos podem se transformar em boas horas. Portanto, a duração de 24 horas hoje para a Terra dar uma volta completa em torno do seu eixo (1 dia) provavelmente seria algo em torno de 6 horas segundo a estimativa de especialistas, ou seja, ela estaria rotacionando muito mais rápido sem o leve freio da Lua atuando ao longo das eras. Assim, a noite e o dia teriam uma redução drástica de duração, os ventos seriam mais rápidos e as tempestades mais fortes. Com certeza a dinâmica biológica aqui na Terra mudaria bastante, e nossa espécie poderia nem mesmo ter chances de existir. Sim, eu sei, quaisquer eventos podem ter grandes consequências, mas o ponto é que o ambiente para a vida no planeta mudaria drasticamente. Bem, e, mais uma vez, o planeta como um todo continuaria orbitando tranquilamente o Sol, só que como uma rotação bem mais rápida.

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      Portanto, independente se você acredita que o homem foi à Lua ou não, indique este artigo para mais pessoas e ajude a salvar a honra científica do nosso tão precioso satélite natural!

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CURIOSIDADE: É uma eterna polêmica a questão da suposta ida do homem à Lua. Todas as evidências e registros históricos mostram que  os astronautas norte-americanos realmente alcançaram e pousaram no nosso satélite lunar durante as missões Apollo, entre 1969 e 1972, mas mesmo assim existem diversas teorias da conspiração em torno dessa conquista espacial. Talvez, a principal argumentação dos teóricos da conspiração é o porquê do governo dos EUA não ter mandado outras missões depois de 1972. Bem, isso pode ser explicado de forma simples: verba para investimento. Ora, hoje a NASA já enfrenta problemas de investimento em certas áreas, imagina financiar uma caríssima missão para a Lua. Durante a Guerra Fria, existia uma grande disputa ideológica entre URSS e EUA, e a corrida espacial era uma das grandes campanhas publicitárias entre os dois grandes polos de poder. Chegar primeiro à Lua era de extrema importância simbólica. O gigantesco investimento para as missões Apollo, portanto, era mais do que justificável para fins simbólicos.

        Um exemplo bem conhecido que corrobora a justificativa financeira por trás da inexistência de outros pousos na Lua pós década de 70, é a poderosa aeronave SR-71 Blackbird, criada também na década de 60 com propósitos de espionagem na Guerra Fria. O SR-71 detém até hoje todos os recordes de velocidade e altitude alcançada por um avião militar (7), mas como ele consumia quantidades absurdas de dinheiro para as suas missões e manutenção, ele foi completamente tirado de uso e aposentado na década de 90. Tê-lo hoje em missões aéreas pelo mundo seria uma grande arma para os EUA, mas os custos não compensam mais, especialmente com o advento dos satélites.

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(1) Theia seria um antigo corpo espacial do tamanho aproximado do planeta Marte que provavelmente teria colidido com A Terra de forma frontal ( segundo análises do solo lunar trago pelas missões da Apollo 12, 15 e 17). Modelos desse evento mostram que os detritos resultantes podem ter se aglutinado em torno da nossa órbita para a formação da Lua, sendo que alguns estudos trabalham com a hipótese de terem existido dois satélites naturais formados no processo, e que mais tarde se juntaram em um único corpo. A hipótese da Theia não só explica a formação da Lua como também explica o porque do núcleo da Terra ser maior do que o esperado para uma corpo da sua dimensão, ou seja, é provável que o núcleo e manto de Theia tenha se fundido com o os do nosso planeta.

(2) Sugestão de artigo para a leitura: Por que o céu é escuro à noite?

(3)  A inclinação da Lua em relação ao plano de órbita da Terra em torno do Sol varia com o tempo, por isso a Lua aparece no céu às vezes bem no alto ou bem abaixo, no horizonte.

(4) Sugestão de artigo para a leitura: Não existe gravidade no Espaço?

(5) Sugestão de artigo para a leitura:  Como são formadas as ondas e as marés?


(6) Sugestão de artigo para a leitura: As fases da Lua afetam a saúde dos cabelos?

(7) Sugestão de artigo para a leitura: SR-71: O Senhor dos Céus!

ATUALIZAÇÃO (11/01/17): E um estudo publicado ontem na Nature (Ref.13)
 propôs um novo modelo de formação para a Lua, onde o nosso satélite natural teria sido formado por sucessivos impactos de de corpos menores ao contrário do que propõe o atual modelo (um grande e único impacto com um corpo de gigantescas proporções).

A hipótese da origem lunar que leva em conta um gigantesco e único impacto explica algumas coisas, mas é difícil conciliar as similaridades de composição da Terra e da Lua nesse caso sem violar momentos angulares esperados. Já a nova hipótese consegue conciliar satisfatoriamente ambos. Nela, vários impactos de menor proporção estariam formando um disco de detritos em torno da Terra, estes os quais, com o tempo, foram se juntando em uma massa maior, até formar a nossa atual Lua.


REFERÊNCIAS CIENTÍFICAS
  1. http://moon.nasa.gov/moonmisconceptions.cfm
  2. http://adsabs.harvard.edu/abs/2011Natur.476...69J 
  3. http://www.seti.org/node/1458
  4. http://starchild.gsfc.nasa.gov/docs/StarChild/questions/question3.html
  5. http://imagine.gsfc.nasa.gov/ask_astro/night_sky.html
  6. http://starchild.gsfc.nasa.gov/docs/StarChild/questions/question32.html
  7. https://www.e-education.psu.edu/astro801/content/l1_p5.html 
  8. http://www.nature.com/news/meteorites-pummel-the-moon-far-more-than-expected-1.20777
  9. http://curious.astro.cornell.edu/physics/44-our-solar-system/the-moon/general-questions/110-does-the-moon-rotate-are-there-other-moons-that-always-keep-one-face-toward-their-planet-intermediate
  10. http://curious.astro.cornell.edu/physics/37-our-solar-system/the-moon/the-moon-and-the-earth/149-what-would-happen-if-we-did-not-have-a-moon-intermediate 
  11. http://curious.astro.cornell.edu/physics/45-our-solar-system/the-moon/the-moon-landings/121-why-hasn-t-nasa-gone-back-to-the-moon-beginner 
  12. http://muskingum.edu/~psych/psycfair/moon.htm 
  13. http://www.nature.com/ngeo/journal/vaop/ncurrent/full/ngeo2866.html