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Zika vírus, vacina da rubéola e desinformação

 
REDE DE BOATOS


             Boatos estão correndo soltos sobre o Zika vírus, e é preciso ficar atento. No Facebook, Google+ e WhatsApp, lugares preferidos dos diabinhos da desinformação, três são os principais boatos falsos sendo propagados:

1. A verdadeira causa dos casos de microcefalia seria um lote de vacinas da rubéola vencido distribuído pelo governo. Primeiro de tudo, vacinas vencidas não causam mal nenhum ao organismo. Vacinas são restos ou formas muito fracas de vírus/bactérias. Caso passem muito tempo guardadas, o máximo que irá acontecer é elas perderem o poder de imunização, principalmente naquelas que usam os agentes infecciosos debilitados, os quais acabam morrendo depois do prazo de validade e não conseguem mais sensibilizar o corpo.  E os centros de saúde possuem um sistema de máxima segurança para não permitirem o uso de vacinas vencidas, fato este que compromete a saúde da população, pela ineficácia de defesa contra perigosas doenças. Segundo, a vacina da rubéola é contra-indicada para gestantes! Ou seja, as grávidas nem tomando elas estão. E, terceiro, o suposto lote estaria em Pernambuco, mas os casos de microcefalia fetal estão se espalhando por todo o nordeste e outras áreas do Brasil. Concluindo: nada faz sentido nessa teoria maluca.

E outra: muitos estão dizendo que na África, país onde o Zika vírus impera há dezenas de anos, casos de microcefalia não ocorrem por lá e, porque, então, só aqui no Brasil estaria ocorrendo essa doença nos fetos? Bem, como é algo natural de se acontecer, quando uma doença é nova, a população encontra-se com o seu sistema imunológico totalmente despreparado. Na África, o vírus é tão comum ( mas não letal como a malária) que a maior parte do povo de lá já adquiriu uma resistência maior a ele. Além disso, o continente africano é quase que totalmente desprezado pelo mundo, com os problemas de lá sendo pouco reportados à comunidade internacional e tratados com descaso pelos sistemas de governo em decadência.  Se existem surtos de microcefalia naquele continente, podem estar sendo negligenciados. Além disso, o número de mortalidade infantil no país é bem alto e muitas crianças nascem sem nem ao menos serem certificadas. Isso poderia estar mascarando possíveis casos de microcefalia.Segundo, e esse é por um fim nos irresponsáveis de plantão, a Polinésia Francesa também reportou um grande número de casos de microcefalia relacionados com o Zika vírus. E outra: lá, o aborto é legal, o que poderia estar reduzindo o número de crianças nascendo com a condição. De qualquer forma, o Zika ainda é apenas o principal suspeito do aumento do número de casos de microcefalia. Outros fatores podem estar em jogo, mas culpar as vacinas por isso, é fora do cabível.

Espalhar esse tipo de boato mentiroso apenas serve para aumentar o medo da população, já bastante alienada, em relação às vacinas.


Boatos sem fundamento, sim, são o verdadeiro perigo para a população


2. Crianças menores de 7 anos e idosos estariam desenvolvendo danos neurológicos devido ao Zika. Outra mentira sem base nenhuma. Em meados de julho, havia-se uma suspeita em relação a alguns casos de síndromes neurológicas ativadas pelo Zika, mas, depois de vários estudos, nada foi encontrado de concreto. E as chances, desde o começo, eram mínimas. Ou seja, muitos irresponsáveis estão reciclando informações desatualizadas. Mesmo não causando um mal à população, é apenas mais um boato falso. Especialistas da Fundação Oswaldo Cruz desmentiram, essa semana, qualquer coisa relacionada a isso.

          Algo que o Zika realmente pode causar é o desencadeamento da rara síndrome Guillain-Barré, a qual é caracterizada pela fraqueza e/ou paralisia ( dependendo do seu grau de gravidade) de certos músculos, sendo bastante grave quando afeta a musculatura pulmonar.

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. Mosquitos transgênicos seriam os responsáveis pela proliferação do Zika. Bem, os mosquitos Aedes Aegypti  transgênicos são uma arma justamente usadas para diminuir a população desses insetos. E esse é o mais interessante: os mosquitos transgênicos são machos, os quais são estéreis ou possuem genes que limitam sua expectativa de vida, diminuindo as chances de acasalamentos com fêmeas. Os transgênicos recentes também carregam genes que fazem os mosquitos brilharem com a presença de luzes especiais, tornando mais fácil a identificação dos mesmos.Bem, e os machos não picam as pessoas, se alimentam de pólen/néctar. Mais uma lorota sem sentido algum.

            Já as fêmeas ´modificadas´ não são transgênicas. Os pesquisadores estão inoculando elas com a bactéria Wolbachia e fazendo pequenos testes controlados em áreas epidêmicas. As bactérias não foram criadas em laboratório. Elas existem na natureza. Só foram introduzidas no mosquito vetor. A Wolbachia não permite que os vírus da dengue, chikungunya, Zika, por exemplo, sejam transmitidos pela picada. E existem mais duas consequências interessantes desse procedimento:

1. Machos com o Wolbachia quando se acasalam com fêmeas normais, fazem com que os ovos gerados por esta não vinguem;

2. Fêmeas infectadas com o Wolbachia, que cruzam com machos, infectados ou não, irão produzir ovos infectados com a bactéria e, portanto, filhotes infectados.


4. O governo estaria mascarando os números de casos de microcefalia, adotando novos parâmetros de medida craniana em recém-nascidos. Outro mito espalhado sem conhecimento de causa. O Ministério da Saúde parou de usar a medida de 33 cm para o estudo dos casos de microcefalia porque o correto é o valor de 32 cm, em norma recomendada pelo consenso internacional de saúde, incluindo a OMS. Foi adotado, inicialmente, o valor de 33 cm ( valor um pouco acima do mínimo normal para bebês nascidos após 37 semanas gestacionais/9meses) para o melhor entendimento do aumento no número de casos de microcefalia. Ou seja, estavam trabalhando com todos os possíveis casos, englobando até o mínimo normal ( entre 32 e 33 cm). Após os trabalhos científicos terem descartados vários casos suspeitos, o valor de referência voltou ao normal ( 32 cm).

5. O perigo de desenvolvimento da microcefalia no feto, devido à Zika, é apenas no primeiro trimestre de gravidez, sendo desnecessário se preocupar depois disso. Errado. O desenvolvimento da microcefalia pode ocorrer em qualquer estágio da gravidez, durante o período de formação craniana do cérebro. Contudo, foi observado que grande parte das infecções que ocorrem durante o segundo e terceiro trimestre da gravidez tendem a originar microcefalias menos acentuadas. Porém, não é uma regra. E é preciso lembrar que não existe, ainda, uma conclusão definitiva sobre a relação entre Zika e microcefalia, apesar das fortes evidências. Além disso, é bom reforçar novamente: é apenas uma pequena parcela das grávidas infectadas com o vírus que têm seus filhos com microcefalia, apesar desse número ser significativo.

OBERVAÇÃO: O vírus da Zika, assim como outros fatores de risco, causaria a microcefalia ao interferir com o funcionamento normal das células do corpo do embrião. Não existe mudança genética permanente no indivíduo acometido pela condição. Ou seja, uma pessoa com microcefalia não passa a deformidade para seus descendentes.

          Como eu disse em um texto recente, as pessoas, infelizmente, preferem pensar com o instinto do que através do método científico. São tentadas a acreditarem em informações de massa, sem qualidade, do que nos trabalhos científicos sérios. Quando forem pesquisar sobre itens relacionados à saúde, procurem fontes confiáveis, especialmente artigos científicos e centros oficiais de saúde. E sempre confirmem as informações suspeitas antes de compartilharem as mesmas. Eu sei que, hoje em dia, é difícil sair do mundinho das redes sociais, mas um esforço em prol da saúde geral da sociedade na qual você está inserido vale a pena.

ATUALIZAÇÃO (21/01/16): Em El Salvador, onde as contaminações com o vírus da Zika estão crescendo bastante, com quase 5500 casos da doença já registrados, o governo pediu para que as mulheres não engravidem até 2018, dando tempo para o país controlar a situação. Nenhum caso de microcefalia relacionada ao Zika ainda foi documentado por lá, devido ao pequeno número de grávidas infectadas, o qual não passa ainda dos 100. Porém, como a microcefalia pode ocorrer em qualquer estágio da gravidez, a tensão ainda continua alta. O vice-ministro da Saúde de El Salvador, Eduardo Spinoza, disse que a recomendação de ´não gravidez´ foi tomada devido ao número absurdo de casos de microcefalia ocorrendo aqui no Brasil, com uma relação íntima com a epidemia brasileira do Zika vírus. Diversos países, como os EUA, estão orientando as mulheres grávidas ou que estão tentando engravidar que não viajem para as regiões atingidas pela doença ( a América Latina em especial), principalmente para o Brasil.

Desde outubro do ano passado, com os dados atualizados essa semana, mais de 4000 casos de microcefalia foram registrados no Brasil, e isso é porque a doença ainda está contida, em sua grande parte, no Nordeste. As mulheres grávidas estão entrando em desespero, onde muitas estão mudando para estados onde a doença ainda não atingiu com impacto. Além das medidas de combate ao mosquito vetor que deve ser seguida para toda a população, é altamente recomendado, principalmente às grávidas, o uso de repelentes, roupas compridas e lençóis de proteção em volta das camas ( o Aedes não ataca à noite, porém nem todos só dormem à noite, e ainda tem o período cedo da manhã).

A microcefalia é caracterizada pelo tamanho reduzido da caixa craniana do indivíduo, com consequente redução do cérebro. Devido ao tamanho anormal, o tecido cerebral pode não se desenvolver tão bem, dependendo do tamanho craniano ( o, fazendo com que a pessoa tenha problemas de retardo mental, por exemplo. Ter um crânio de circunferência menor ou igual a 32 cm, como mencionado no texto acima, já define uma microcefalia.

ATUALIZAÇÃO ( 25/01/16): A WHO ( Organização Mundial da Saúde) afirma que a Zika provavelmente irá se espalhar por todo o continente americano onde o o mosquito vetor possa ser encontrado. Já são quatro países latino-americanos que agora recomendam às mulheres a não ficarem grávidas até que o problema seja esclarecido: Colômbia, Equador, El Salvador e Jamaica. Aqui no Brasil, em torno de 4000 recém-nascidos nasceram com microcefalia desde outubro do ano passado, um aumento absurdo de casos, o qual está diretamente associado ao alastramento do Zika vírus..

Como quase 80% dos infectados não revelam sintomas, fica difícil saber exatamente quanto realmente carregam a doença, o que pode levar os números reais às nuvens. O vírus tem se espalhado com facilidade porque a população da América não possui resistência natural contra o vírus, nativo da África. E agora, existe uma outra possibilidade de contaminação: a via sexual. Foram encontrados os vírus da Zika no sêmen de homens infectados. Porém, ainda não há confirmação se é possível se contaminar dessa maneira.

ATUALIZAÇÃO ( 02/02/2016): Se antes era apenas suspeita, agora foi confirmado. O Zika vírus, relacionado com o aumento de casos de microcefalia no país, é também transmitido por via sexual. O primeiro caso foi relatado no Texas, através de uma notificação do CDC ( Centro de Controle de Doenças dos EUA). Portanto, além do Aedes aegypti, o vírus da Zika também contamina as pessoas pelo sexo desprotegido. A recomendação do uso, no mínimo, de camisinhas é ainda mais reforçada.

O anúncio foi feito em uma comitiva de imprensa esta tarde: http://www.bbc.com/news/world-us-canada-35478778

ATUALIZAÇÃO ( 18/02/16): Já aproveitando para atualizar as informações sobre o Aedes aegypti ( mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya), é bom esclarecer, novamente, alguns fatos sendo distorcidos.

           Recentemente, um estudo na Universidade Estadual da Paraíba mostrou que o mosquito pode também se desenvolver em águas mais sujas, às vezes em esgotos. Isso já era algo suspeito há muitos anos, mas parece estar sendo visto com mais frequência agora. As larvas que eclodem precisam respirar o oxigênio do ar, por não possuírem brânquias ou outras estruturas que retiram oxigênio dissolvido na água ( por isso elas ficam ´penduradas´ na superfície da água). Em águas muito poluídas, a camada de sujeira acaba atrapalhando a respiração das larvas, estas as quais possuem um sifão muito curto para ´puxar´ o ar. Mas, aparentemente, o mosquito está se adaptando. De qualquer forma, eles preferem MUITO mais as águas limpas.

         Dizendo isso, as pessoas continuam afirmando que os mosquitos geneticamente modificados são a causa do surgimento do Zika vírus e, agora, eles explicam esse uso das águas mais sujas pelo mesmo fator. Como eu já disse antes, os mosquitos transgênicos são MACHOS, estéreis ou com genes que encurtam a sua vida, criados para que as fêmeas tenham dificuldade em  fertilizar os ovos...E os mosquitos machos não picam as pessoas ( apenas as fêmeas, para conseguirem sangue e produzir os seus ovos, nos períodos de postura). E vamos a três fatos:

1. O Zika vírus já existe há décadas, causando epidemias em outros países tropicais, especialmente na África. Além dos mosquitos modificados serem machos ( não carregam o Zika e nem picam), esse vírus já infecta o Aedes aegypti fêmea há muito tempo;

2. Existe algo na natureza chamado ´adaptação´. Os animais se adaptam ao ambiente à sua volta. No passado, o Aedes aegypti não colocava seus ovos nas águas sujas, agora ele o faz por estar evoluindo naturalmente, oras! Com as áreas urbanas aumentando, muitos animais são forçados a utilizarem o ambiente de outras formas.

3. Caso as fontes de água limpa estejam escassas, o mosquito irá escolher águas cada vez mais sujas. Por isso, é necessário eliminar todos os focos de água à céu aberto.

        E, como também poderíamos esperar, o medo mundial do Zika fez surgir vários tratamentos de prevenção e de curas milagrosas pela internet, indo de homeopatia até dietas especiais. Primeiro, o único modo de se prevenir a doença é evitando a picada pelo mosquito infectado. Não existem vacinas ou metodologias especiais que impeçam o vírus de se reproduzir no seu corpo, a não ser que você já tenha uma resistência imunológica natural a ele. Segundo, o tratamento para as pessoas infectadas consiste em repouso, hidratação e uma alimentação farta/saudável. O vírus, seguindo esses passos, é eliminado, em no máximo, 7 dias pelo seu próprio organismo. E é válido lembrar, novamente, que em cerca de 80% dos casos, os sintomas do Zika não se manifestam ( ou são muito fracos). Caso você tenha o azar de desenvolver um quadro mais grave da doença, siga as mesmas dicas de repouso e alimentação dadas, e procure baixar a febre e dores no corpo com medicamentos receitados pelo médico ( você vai em um, certo?).

         Bem, esclarecendo as desinformações, mais três notícias estão correndo por aí. De acordo com elas, pesquisas mostram que o Aedes aegypti possui preferência por cores bem escuras ( pessoas com camisas pretas, por exemplo) e gostam de suor ( captam as substâncias químicas exaladas pelo suor através das antenas). Sim, isso é verdade, e já é conhecido há um bom tempo! Duas dicas, então, é usar roupas mais claras e estar sempre limpo, podendo-se usar perfumes ( disfarça o cheiro do suor). É válido lembrar que isso são observações gerais, não sendo uma regra. A terceira notícia é de que os mosquitos Aedes aegypti não alcançam andares muito altos de apartamentos por voarem baixo. Isso é mentira, e já tem também um bom tempo circulando pelos canais de informação. Sim, o mosquito em questão costuma voar baixo em relação ao chão, mas ele alcança os andares mais altos do seu apartamento da mesma forma que você, oras! Como você chega ao 20° andar de um prédio? Voando? Não, por escadas ou elevador. O mosquito também chega lá desse modo também ( não, ele não aperta o botão do elevador...).

          Mas não adianta apenas se proteger do mosquito com roupas compridas, perfumes, repelentes, raquetes elétricas. O modo realmente efetivo é impedir a reprodução do mosquito, eliminando ou inutilizando locais com água exposta. E, claro, é preciso combater a desinformação porque estas, além de não ajudarem em nada, acabam criando mais problemas de saúde pública, como aconteceu com o pavor das vacinas criado pelos falsos boatos sobre a relação entre Zika e vacina da rubéola.

Observação: O Aedes aegypti, não deposita os seus ovos diretamente na água, como fazem outros mosquitos ( pernilongo comum, por exemplo). Eles depositam os ovos nas paredes do recipiente onde a água está. Portanto, esse mosquito não escolhe apenas locais com água parada. Apesar disso, eles possuem uma preferência por água parada.

ATUALIZAÇÃO ( 15/03/16): O FDA ( Administração de Alimentos e Drogas dos EUA) aprovou o uso de mosquitos machos geneticamente modificados do Aedes aegypti. O poderoso e confiável departamento norte-americano afirmou que o método é seguro e não apresenta riscos ambientais. Isso é mais um argumento contra os críticos que dizem que os mosquitos geneticamente modificados são perigosos e estão causando a epidemia de Zika ( algo que não faz sentido nenhum, já que é a fêmea que pica ser humano). Essa técnica é utilizada aqui no Brasil, Panamá e nas Ilhas Cayman, onde reduções na população do mosquito atingiram cerca de 90% nas áreas de aplicação. Fonte da notícia: http://www.scientificamerican.com/article/fda-says-deploying-genetically-modified-mosquitoes-is-environmentally-safe/

ATUALIZAÇÃO ( 25/03/16): O Centro de Controle de Doenças dos EUA ( CDC) publicou uma nova guia de prevenção para homens e mulheres norte-americanas que buscam realizar uma gravidez. A mulheres que foram contaminadas pelo Zika vírus devem esperar um tempo mínimo de 8 semanas antes de tentarem engravidar e, para os homens, o tempo mínimo seria de 6 meses, já que existe fortes evidências da presença persistente do vírus no sêmen e no sangue.

         Para homens e mulheres apenas sob suspeita de exposição ao vírus, a espera precisa ser de 8 semanas, no mínimo. Todas essas recomendações vêm do fato de que o Zika vírus está ligado aos casos crescentes de microcefalia nas áreas epidêmicas, especialmente aqui no Brasil, onde a maior parte dos 900 registros confirmados de microcefalia estão ligados com o vírus. Além disso, um adicional de 4300 casos suspeitos de microcefalia estão sob análise no nosso território.

          Obviamente, para aqueles que não planejam engravidar, medidas anticoncepcionais e de combate às DSTs são altamente recomendadas, como as camisinhas e pílulas, assim como as medidas tradicionais para evitar as picadas do mosquito transmissor. Publicação do CDC: http://www.cdc.gov/media/releases/2016/s0325-zika-virus-recommendations.html

ATUALIZAÇÃO ( 18/04): Nessa quarta-feira, o CDC ( Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA) confirmou que o Zika vírus realmente causa microcefalia e outros defeitos no feto. Até o início da tarde de ontem, existiam apenas evidências e hipóteses relacionando esse vírus com a microcefalia. Agora é certeza, segundo os cientistas norte-americanos. O estudo, que analisou cuidadosamente diversos reportes e estatísticas, concluiu, com segurança, que as suspeitas se tornaram verdade.

Os órgãos de saúde nos EUA, especialmente o CDC, orientam, mais do que nunca agora, que as grávidas não viajem para locais com epidemia da doença. Além disso, relações sexuais com suspeitos de terem contraído a doença também não é recomendado para as grávidas, já que o vírus também pode ser transmitido via sexual. As recomendações servem para todo o mundo, inclusive nas áreas mais afetadas, como o Brasil. Segundo levantamentos recentes, mais de 2,2 bilhões de pessoas no planeta vivem em regiões suscetíveis a uma epidemia com esse vírus, por causa do clima favorável à proliferação do mosquito vetor, o Aedes aegypti ( veja as áreas avermelhadas no mapa abaixo). O risco é alto da situação virar uma emergência global ainda este ano.

Caso você esteja grávida, evite locais onde sabe-se que existam muitos casos da doença e sempre monitore sua saúde através de exames e consultas médicas para identificar qualquer infecção inicial pelo Zika vírus. Tratar a doença o quanto antes pode prevenir problemas para o seu bebê. O uso de repelentes também é uma boa medida. Centenas de bebês desenvolveram microcefalia relacionada ao vírus no ano passado aqui no país, e 200 deles morreram. Publicação do CDC: http://www.cdc.gov/media/releases/2016/s0413-zika-microcephaly.html


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REFERÊNCIAS CIENTÍFICAS
  1. http://www.msssi.gob.es/profesionales/saludPublica/ccayes/alertasActual/docs/ERR_Zika_Version-Final_4Dic2015.pdf
  2. http://www.brasil.gov.br/saude/2015/12/ministerio-da-saude-esclarece-boatos-sobre-infeccao-pelo-zika-virus
  3.  http://www.saude.ba.gov.br/novoportal/images/stories/PDF/Zika-virus-Atualizacao-sobre-a-doenca-11mai2015_0.pdf
  4. http://www.ioc.fiocruz.br/dengue/textos/aedexculex.html
  5. http://www.hemope.pe.gov.br/download/18112015_clipping_eletrnico_SES.pdf 
  6. http://amb.org.br/noticias/boatos-zika-microcefalia/ 
  7. http://www.paho.org/hq/index.php?option=com_topics&view=article&id=427&Itemid=41484 
  8. http://portalsaude.saude.gov.br/ 
  9. http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/12/151210_combate_aedes_aegypti_genetica_mw_rb 
  10. http://auniao.pb.gov.br/noticias/caderno_diversidade/aedes-aegypti-ja-se-tornou-mosquito-domestico-alerta-epidemiologista