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É certo chamar os terroristas de ´Estado Islâmico´?

 

          Os dados do Instituto para Economia e Paz apenas reforçam o já conhecido: quase 80% das mortes causadas pelo terrorismo islâmico concentram-se em cinco países: Afeganistão, Iraque, Nigéria, Paquistão e Síria

          No Norte da Nigéria, os terroristas do Boko Haram, um grupo extremista islâmico, causou a morte de mais de 6660 pessoas apenas em 2014, a maioria civis muçulmanos inocentes. Outro grupo radical nigeriano se juntou ao Boko Haram, os militantes terroristas auto chamados de Fulani ( eles, assim como o ISIS, não representam o real povo Fulani na África), este o qual matou mais de  1220 pessoas na mesma região. Novamente, quase todos muçulmanos.

           O ISIS, ou EIIS ( "Estado Islâmico" da Síria e Iraque), também, em 2014, matou mais de 6070 pessoas, principalmente no Iraque e na Síria, onde a maioria foram de muçulmanos, entre crianças e adultos inocentes.

            Já no Ocidente, longe do domínio Islâmico, o total de mortes não chegou nem na casa dos 0,5%. Sim, será justo então chamar um desses grupos terroristas de ´Estado Islâmico´ sendo que no verdadeiro Estado Islâmico é onde o terror gerado por esses assassinos está realmente instalado? Vamos parar de chamá-los assim. Eles não representam um ´Estado´ Islâmico, a cultura islâmica, e, de longe, o povo islâmico. Eles querem ser chamados por esse nome.

           O real "Estado" Islâmico não é só um livro, é uma cultura inteira, abrangendo um povo com população estimada em 1,6 bilhões de pessoas, entre mulheres, crianças, pais, mães, amigos e amigas. Não podemos, jamais, julgar quase 25% da população mundial por conta de uma minoria ínfima terrorista, a qual destrói o seu próprio povo com ódio, egoísmo e violência. Esse terroristas não prezam senso de humanidade nenhum, querem apenas poder, independente dos meios.

           É triste, mas a verdade é essa: hoje, se entramos em um avião e aparece algum muçulmano, vestindo suas roupas culturais características, um medo súbito nos pega desprevenidos. Sim, essa é a infeliz força do preconceito. O Feminismo e os Negros conhecem muito bem essa realidade vergonhosa.

           Os líderes terroristas, sob a desculpa da bandeira religiosa, incitam diversas pessoas desesperadas, na miséria ou com problemas psicológicos ( não todos, claro, mas muitos são recrutados dessa forma, como ocorre em várias guerras idealistas) a comporem os exércitos terroristas. Além da maior parte do recrutamento ser feito a partir do medo ou coerção. Então, com a pretensão de agregarem poder, usam o embasamento religioso distorcido para alimentar a ânsia por violência dos soldados. É o mesmo processo que, por exemplo, levantou o Nazismo na Alemanha. Muitos combatentes nem sabem direito o porquê de estarem lutando, ou quais reais motivos que estão promovendo a guerra, mas lutam porque foram salvos da desolação pelos seus libertadores ´iluminados´.

            E em um último pensamento, para eu ser Cristão é necessário que eu acredite qua a Terra foi criada em 7 dias? Que a evolução das espécies não existe? Ou que realmente existiu Noé? Ou que tudo na Bíblia realmente existiu literalmente? Ou que devo ter orgulho das Cruzadas? Ou das mortes em nome Cristão ao decorrer da história? Ou será que eu poderia ser Cristão apenas para fazer parte do grupo social no qual eu estou inserido, distribuindo as BOAS palavras de fé pregadas pela Bíblia, sem aderia a nenhum fanatismo?  Grande parte das pessoas que eu conheço são cristãs, frequentam a Igreja, mas não são fanáticos a tal ponto de queimar os livros de biologia e geografia da escola´. O mesmo se aplica à religião islâmica.

            Reflitam, e compartilhem essa ideia de paz, respeito e união. Vamos parar de escrever ou falar por extenso o nome ´Estado Islâmico´ para nos referirmos aos terroristas do EI/EIIS. Essa prática já é adotada em vários países, como EUA e Inglaterra, onde só são usadas as siglas IS ou ISIS, pelo menos no meio jornalístico sério. Aqui no Brasil os veículos de mídia teimam em dizer em bom e alto som ´Estado Islâmico´, sem nem ao menos colocar ´Os terroristas do Estado Islâmico´ ou ´Os assim chamados Estado Islâmico´.

Estudo do Instituto para Economia e Paz: http://www.visionofhumanity.org/#page/news/1283

Artigos Complementares:
  1.  A violência no Oriente Médio é realmente devida ao Islã?
  2.  O Islamismo é realmente prejudicial?

ATUALIZAÇÃO (19/01/16):
O grupo terrorista islâmico Boko Haram, cujo nome significa ´Educação Ocidental é Proibida´ está causando uma imensa tragédia na Nigéria. Desde sua insurgência e posterior fusão com o grupo terrorista ISIS/EIIS, mais de 17 mil pessoas, a maioria muçulmanos, foram mortas e mais de 1 milhão de jovens ficaram privados de estudar devido à destruição de cerca de 2 mil escolas no país. Em abril de 2014, eles também sequestraram mais de 200 garotas de várias escolas no nordeste nigeriano. Além disso, mais de 2 milhões de pessoas estão sem casa por causa desses terroristas, sendo uma das causas da forte imigração da população africana em direção à Europa. Mas o mundo faz alguma coisa a respeito? Não, claro, porque não existem interesses econômicos significativos na região como existem no Oriente Médio. A África continua esquecida em um limbo de violência, doenças e corrupção. A atenção dada ao Ebola apenas representou um medo do mundo de que a doença se espalhasse para outras áreas.

O Boko Haram usa a desculpa religiosa para espalhar medo, desespero e morte pela Nigéria. O objetivo deles é a total dominação do país e o máximo de áreas de expansão possível, assim como o ISIS na Síria/Iraque. Ou seja, visam apenas o poder, independente da bandeira levantada. Segundo a própria população afetada pelo Haram: "Eles matam todo mundo". O exército do país tenta responder ao avanço do grupo, mas sem ajuda internacional suficiente, é impossível tirar o poder deles. (Ref.1)

ATUALIZAÇÃO ( 21/01/16): Recentemente, o termo DAESH tem sido utilizado bastante pela mídia internacional para se referirem ao EIIS. O termo é um pejorativo usado pelo povo islâmico par dar nome a esses terroristas, sendo uma expressão condensada do termo árabe ´Dawlat al-Islamiyah fal-Iraq w Belaad al-Sham´, o qual significa, em parte, ´algo que deve ser combatido´. (Ref.2)

REFERÊNCIAS
  1. https://www.nctc.gov/site/groups/boko_haram.html
  2. http://www.bbc.com/news/world-middle-east-27994277