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Proibir ou liberar o uso amplo dos transgênicos?


    

         Os transgênicos são organismos geneticamente modificados, onde a inserção de um gene visado no ser vivo manipulado traz benefícios econômicos por fortalecer a espécie, melhorar uma determinada característica ou até mesmo introduzir uma habilidade completamente nova no mesmo.

          Por exemplo, se uma plantação de milho está sendo atacada por um fungo qualquer, e este está causando um grande estrago, com consequente  prejuízo para o agricultor, algo precisa ser feito para parar com a proliferação do fungo. Uma primeira alternativa seria matar o fungo com alguma toxina. Mas isso poderia sair caro, ser inefetivo se a toxina específica selecionasse um tipo de fungo resistente a ela ( recomeçando um novo ciclo de ataque), e afastar consumidores mais preocupados com a segurança alimentar.  Já em uma segunda alternativa, você poderia procurar uma bactéria resistente à este fungo, isolar o gene responsável por esta proteção, e introduzi-lo no material genético da planta do milho, tornando ela e suas futuras gerações imunes à ele, sem precisar gastar toneladas de dinheiro com venenos, além de não contaminar solos e fontes aquíferas. Outro exemplo, analisando outra visão desta técnica, seria na produção de teia de aranha, a qual possui uma resistência extraordinária, equivalente a vários ligas metálicas como o aço, e ainda ter a vantagem de ser dezenas de vezes mais leve. O  problema é que ainda não é possível  fabricá-la em laboratório, ou em uma grande quantidade a partir de criações de aranhas . Uma alternativa encontrada, foi inserir o gene responsável pela produção de teia da aranha em um outro animal de grande porte, como a cabra, obtendo uma que produz teia no leite! E isto está sendo muito estudado e otimizado.

         Mas, como sempre, existe a polêmica gerada quando o homem brinca de Criador em laboratório, e vários segmentos da população ficam receosas contra tais procedimentos artificiais de criação de novas espécies. A maior preocupação é em relação aos danos causados por estes organismos modificados nos nossos organismos, já que elas não são mais o alimento, por exemplo, que estamos acostumados a consumir durante milhares de anos de existência humana. Já outros não veem problema nenhum, e ainda acrescentam o fato de que aumentar a resistência de plantas aumenta a produção e o rendimento gerado pelas áreas agrícolas, impedindo o desmatamento excessivo e garantindo uma melhor sustentabilidade alimentar.

          A Inglaterra, por exemplo, líder em pesquisas no setor de biotecnologia, está enfrentando este problema de diferenças de opiniões, e os pesquisadores reclamam muitos das ações dos órgãos governamentais, os quais exigem maiores testes nos organismos modificados, a exemplo dos fármacos, antes de liberarem eles para as plantações. Os cientistas ingleses dizem que eles estão sendo barrados e atrasados pelas restrições da União Européia, a qual alega que as culturas de plantas modificadas geneticamente são mais perigosas do que as variações convencionais entre cruzamentos naturais. Apenas dois tipos dos modificados foram licenciados para a agricultura comercial na Europa, apesar do fato de que 12% de todo o mundo arado estar sendo cultivado com os transgênicos. Os cientistas ingleses também pedem que uma averiguação na população civil seja feita, com o objetivo de obter-se uma aprovação popular para o uso dos transgênicos, mostrando resultados de que estas novas plantas se mostraram seguras até agora, e que este é um modo de produção sustentável de alimentos. E eles dizem ser necessário deixar o público sabendo da existência de melhoramentos nutricionais, e não só comercias, como, por exemplo, a introdução de maior quantidade de antioxidantes em tomates, ou vitamina A nos chamados ´arroz dourados´. A aprovação do público poderia substituir as inúmeras exigências européias, acelerando as pesquisas.

       Bem, eu sou a favor das pesquisas com transgênicos, pois no futuro o aumento da população humana e escassez de recursos irá afetar substancialmente a produção alimentar, sendo necessários novos processos para otimizar as plantações. Mas eu entendo a preocupação de várias pessoas, porque no passado o cigarro era tido como algo benéfico até mesmo pelos médicos, por causa falta de estudos, e pressões comerciais. Qual a sua opinião?