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Mais um passo para um metanol mais barato

                                                 

          Metanol é um combustível magnífico, o qual substitui o gás natural com perfeição por ser líquido à temperatura ambiente ( centenas de vezes mais fácil de ser armazenado e contido), além de ter uma eficiência energética muito maior do que os combustíveis usuais ( é usado em corridas de Fórmula 1, onde a velocidade requisita um combustível potente na queima).

          Mas produzir metanol não é fácil, e o processo utilizado atualmente gasta fortunas para gerar altas temperaturas e pressão. A busca por formas mais baratas de obtenção desta  substância em escala industrial é uma meta há muito tempo almejada pelos químicos. E, recentemente, um novo avanço foi alcançado. Uma molécula organometálica ( um composto orgânico ligado à átomos de metais) foi construída em laboratório e consegue transformar etano em etanol (  a diferença entre os dois é uma hidroxila). A substância utiliza ferro como agente catalisador em sua estrutura, o qual permite que a oxidação associada ocorra em temperatura ambiente e com alto rendimento. Esse é um grande passo para uma otimização que consiga os mesmos resultados com metano, cuja oxidação leva ao metanol, mas gasta muito dinheiro no processo. 

           Além de combustível, o metanol é um importante solvente industrial e laboratorial, e base de diversas reações. Seu grande revés é devido à sua queima, a qual produz chamas invisíveis ( aquelas famosas cenas onde o piloto de fórmula  fica se debatendo desesperadamente por causa de queimaduras, mas não conseguimos ver chama nenhuma). Certamente, aditivos químicos terão que ser desenvolvidos para criar alguma cor ao fogo do metanol, da mesma forma que compostos de tióis são adicionado ao gás de cozinha inodoro para gerar cheiro e indicar vazamentos.


 Uma curiosidade: o metanol ficou famoso durante o período de Lei Seca nos EUA, onde era usado como substituto ilegal ao etanol, este o qual teve sua comercialização proibida. O metanol produz efeitos no cérebro parecidos com os gerados pelo etanol,  mas ao contrário deste último, ele é altamente tóxico, principalmente aos olhos. Muitos americanos ficaram cegos por causa disso e até hoje, existem casos de intoxicação relacionados à bebidas adulteradas com metanol.

Fonte de Referência: Scientific American