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Ameba comedora de cérebros

                                                             

            Mesmo muito raros, os casos de uma infecção cerebral causada pela ameba Naegleria fowleri estão aumentando no mundo, principalmente nos EUA. Alguns pesquisadores acreditam que isso talvez seja devido ao aquecimento global, já que estes animais gostam de águas mais quentes.

            À primeira vista, estas amebas podem parecer muito assustadoras e, à segunda vista, as coisas só pioram, principalmente quando você fica sabendo que o apelido delas é ´comedora de cérebros´. Estas amebas dão preferência à crianças e jovens adultos, e entram no organismo pelo nariz, quando o indivíduo entra em contato com elas através de águas contaminadas ( mas as mesmas podem ser encontradas em diversos outros ambientes, inclusive nos mais secos). As amebas, primeiro, fixam-se nas mucosas do nariz, entram no nervo olfativo, infectam o mesmo e depois vão para o cérebro. O paciente perde o olfato e paladar em 5 dias e, quando a ameba começa a alimentar-se do tecido cerebral, o paciente rapidamente piora seu devido às infecções e inflamações resultantes, as quais aumentam a pressão intracraniana, levando à morte.

               A taxa de letalidade da doença é estimada em mais de 99%. O amplo desconhecimento desta enfermidade prejudica ainda mais o prognóstico do paciente, já que fica difícil para o médico responsável identificar a doença com a necessária rapidez. Mesmo sendo raro, diversos pesquisadores estudam meios de combater a doença, e dois infectados conseguiram a cura com novos medicamentos oriundo destas pesquisas, com o primeiro caso de sucesso ocorrido em Hong Kong.

               A maior recomendação preventiva é evitar mergulhar a cabeça constantemente em águas desconhecidas e não raspar o assoalho de rios e lagos, ato que pode ajudar a desprender mais amebas das superfícies de pedras. Águas termais são o habitat preferido destes animais, portanto atenção redobrada caso você costume frequentá-las. Na verdade, é sempre bom ficar atento em qualquer montante de água com acesso público, porque a ameba comedora de cérebros acaba sendo apenas mais uma entre as milhares de possibilidades de infecção nestes ambientes.

Fonte de referência: Scientific American